A música como terapia. Agora também como essência vibracional
por Jornal Alternativo - j.alternativo@uol.com.br

Música faz bem à saúde? Eu não tenho nenhuma dúvida e não preciso de nenhuma comprovação científica para ter essa certeza. Basta ouvir e sentir. Mas claro que a música tem que ser bonita e mais para calma do que para pauleira. Quer fazer uma experiência interessante? Pegue um vaso de planta, renda portuguesa ou samambaia, por exemplo, coloque perto do aparelho de som e ponha Mozart ou Bethoven para tocar. Aguarde alguns minutos e observe como as plantinhas se ‘esticam’ um pouquinho em direção ao som. Agora troque a música, coloque esse tal de rock pauleira ou bate-estaca e observe novamente. A plantinha foge desse som como o diabo da cruz.
Pianista e com longo caminho de estudos no esoterismo, Zuleika Trindade, com o apoio importante de sua filha Valdéres, e seguindo orientações dos mestres ascensionados, começou a pesquisar a essência vibracional da música e a possibilidade de ‘engarrafá-la’ em frascos, como se faz com as essências florais e outras. E a pesquisa já está mostrando bons resultados.
“A música, diz Zuleika, está presente na história de todas as civilizações humanas, desde os seus primórdios, e nos toca profundamente a alma. Independente da cultura ou etnia, a música tem o poder de unir uma multidão de pessoas por todo o mundo. Atualmente já temos muitos estudos sobre a musicoterapia, inclusive com sua aplicação em muitos hospitais. Daí e com auxílio de mensagens recebidas, começamos a pensar em utilizar a essência vibracional da música como uma terapia natural.
“A essência vibracional da música é preparada artesanalmente, e não tem impacto direto sobre a bioquímica do corpo. Claro que não existem elementos químicos nessas essências, como na homeopatia e nos florais, elas são apenas energia e vibração. Que agem como ressonância vibratória nos campos mórficos, que são campos não físicos, mas que influenciam dentro e em torno de todo organismo vivo.
“Para se captar essa essência, primeiro energizamos a água, através do fenômeno da ressonância, com a vibração sonora de uma determinada música. Depois essa água que foi sensibilizada vibracionalmente é guardada como uma espécie de essência-mãe, para ser preparada para ser tomada em casos específicos. Assim, a essência vibracional musical ao ser ingerida ressoa no organismo, recompondo as vibrações originais.
“As essências agem nos chakras, que são centros de energia no nosso corpo. Nós possuímos sete chakras principais, e cada um deles correponde a uma nota na escala musical. Por exemplo, o chakra solar corresponde à vibração Mi. É o chakra responsável pelo estômago e outros orgãos da região do intestino, e seu mau funcionamento causa inúmeros problemas, desde o mau-humor (sabe aquele cara enfezado, pois é, ele está cheio de fezes, mesmo) até o funcionamento mais lerdo do cérebro. Assim, uma essência para tratar problemas nesse chakra deve ter a vibração Mi.
“Existem vários tipos de essências para tratar problemas energéticos ou emocionais. De acordo com a necessidade, é escolhida a música para se fazer a essência, por exemplo, a música “Bolero”, de Ravel, é utilizada para aumentar a auto-estima e a energia física”, explica Zuleika.

Pesquisas científicas
A musicoterapia começa a ganhar corpo em diversas pesquisas pelo mundo inteiro como tratamento emocional complementar. A farmacologista Vera Brandes, diretora do Programa de Pesquisa com Música e Medicina, da Universidade Médica Privada Paracelsus, em Salzburgo, Áustria, desenvolve medicamentos na forma de música, prescrita com receita médica, que funciona assim: o paciente, após o diagnóstico médico, vai para casa com um protocolo musical para ouvir. Brandes não procura tratar patologias graves ou infecciosas, porém afirma que seu método tem mostrado bons resultados nos tratamentos de ansiedade, depressão, insônia, determinados tipos de arritmia e diminuição de dores.
Aqui no Brasil, também temos pesquisas nessa área. Em 2006, a cardiologista pediátrica Thamine Hatem, do Real Hospital Português de Beneficência, em Recife, publicou uma pesquisa que avaliou a reação de 84 crianças de até 14 anos, nas primeiras 24 horas após uma cirurgia cardíaca. Depois de uma sessão de música erudita, a criança que estava angustiada e chorosa acalmava-se, muitas vezes até dormia. As crianças ouviram no fone de ouvido “A Primavera”, de Vivaldi, por meia hora, e tiveram melhora no ritmo de batimentos cardíacos, na frequência respiratória e na sensação de dor.
Segundo Joke Bradt, responsável pela revisão científica e diretor-assistente do Centro de Pesquisas em Artes e Qualidade de Vida da Temple University, Estados Unidos, os estudos sobre a música não apontaram quais mecanismos auxiliam no sistema cardiovascular. “Mas a música diminui a atividade de regiões cerebrais que afetam as respostas emocionais e psicológicas. Isso reduz a liberação de hormônios estressores, que podem afetar a frequência cardíaca e a pressão arterial.
“Porém, completa ele, não é qualquer música que produz relaxamento, são necessários ritmo constante e harmonias consonantes, sem esquecer a importância de fatores culturais e o gosto pessoal.”
E aqui em São Paulo, levantamento feito por uma equipe de alunos do curso de Musicoterapia da FMU, nos hospitais Paulistano e TotalCor, e no Bezerra de Menezes, em São Bernardo do Campo, mostrou bons resultados do uso da música em pacientes desses hospitais.
Dos cem pacientes ouvidos, 90% tiveram melhora do estado emocional, medida por questionários aplicados no início e no fim da sessão. Em 72% dos casos, houve antecipação da alta médica, avaliada pelo depoimento de psicólogos e médicos.
Serviço: Para conhecer mais sobre as as essências vibracionais musicais da Zuleika e da Valdéres, entre em contato pelo telefone: (11) 3207-5602 e 3209-6264 ou envie e-mail para: antharathor@hotmail.com. Em agosto e setembro, elas darão os cursos Om Healinge (A Cura através do Som) e Essências Vibracionais Musicais, para que mais terapeutas possam conhecer o método e aumentar os resultados das pesquisas.






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