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Danças da Amazônia| Jornal Alternativo

Danças da Amazônia



Danças Sagradas e Tradições da Amazônia.
Uma Descoberta de Corpo e Alma

Déa Melo

Dançar a Amazônia é dançar a essência da alma brasileira. Na região, apesar dos imensos desafios provenientes da “globalização etnocêntrica”, ainda há uma diversidade de povos tradicionais, como indígenas, quilombolas e ribeirinhos, detentores de saberes e tecnologias milenares, indispensáveis para a sociedade atual.
A mistura dos povos na Amazônia faz com que a região seja uma grande referência para o Brasil e para o mundo, identificando o país como detentor da maior diversidade biológica, genética e cultural do planeta.
Falar na afirmação da identidade de um povo é falar primeiramente na afirmação da identidade das PESSOAS que formam esse povo. E as Danças Sagradas da Amazônia estão justamente a serviço dessa conquista.
A Região Amazônica, tão mencionada, admirada e ao mesmo tempo tão desconhecida, principalmente dos brasileiros, nada mais é do que a síntese de africanos, indígenas e europeus que nos formaram enquanto raça. Observamos então nas danças tradicionais nascidas desses povos - a força dos pés no chão; a alegria e a generosidade que nascem do movimento redondo e fluido da pélvis, o famoso “jogo de cintura”; a sincronicidade e a fluidez entre mãos (o fazer) e pés (os passos a dar) livres, vibrantes, porém harmônicos e coerentes; as diversas articulações que são mobilizadas entre os princípios feminino e masculino. Tudo explica o “jeitinho brasileiro de ser”, que nada mais é do que sua imbatível criatividade. Estamos falando de qualidades, conquistas, valores e consciência acessíveis com a prática das Danças Sagradas da Amazônia.
Impregnada de floresta e água doce, a Amazônia, manifesta em suas danças, a expressão viva de uma ancestralidade em movimentos, cantos, ritmos, histórias, lendas e mitos, que são um verdadeiro chamado para o cuidado, não só com a riqueza material e imaterial desse “canto” (como se diz por aqui, com referência a um lugar) do mundo, mas especialmente do próprio coração, morada que abriga Corpo e Alma e que dá sentido à VIDA.

Workshop na Uniluz

A Descoberta do Corpo e da Alma Através das Danças Sagradas e Tradições da Amazônia é o tema do Workshop que acontecerá na Universidade da Luz – Uniluz Nazaré Paulista, nos dias 23 a 25 de março.
Esse trabalho é o resultado de pesquisas vivenciais na Amazônia de quase cinco anos, envolvendo comunidades tradicionais e cidades da Amazônia Paraense, e não se destina apenas a Focalizadores de Danças Circulares Sagradas, mas também aos que se propõem a restabelecer um encontro consigo mesmo, com o outro e com a natureza, a partir da realidade do viver amazônico, que é genuinamente brasileiro, fonte de inspiração nutritiva, integrando regiões e direções que compõem um mapa que é territorial, mas também psíquico.
Serviço: A Focalizadora do workshop é Déa Melo, paraense, Comunicadora Social, Pós-Graduação em Administração.da Cultura, formação Transdisciplinar na Unipaz, Educação em Valores Humanos na Fundação Peirópolis e treinamentos diversos de Danças Sagradas desde 2002. É pesquisadora das Danças e Tradições Amazônicas há vários anos. Para saber mais sobre seu trabalho veja www.manamani.org.br
Para saber mais sobre o workshop e se inscrever ligue para 11-4597.1136 ou envie e-mail para setordehospedes@nazareuniluz.org.br. E para mais informações sobre as atividades da Uniluz veja www.nazareuniluz.org.br e ouça o programa Atenção Plena, na Rádio Mundial, 95,7 Mhz, todos os sábados às 16h30.








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