A diferença básica entre um sonho e uma projeção
astral está no modo em que atuamos em ambos.
Geralmente o sonhador tem pouca ou nenhuma autonomia sobre os fatos que ocorrem,
sendo que deste modo costumam aparecer situações extremamente
bizarras que são vivenciadas pelo receptor com normalidade, pois todo
aquele que sonha, está numa situação passiva em que é acometido
por imagens oníricas.
O motivo deste fato acontecer é devido a alguns aspectos. Em primeiro
lugar ocorre quando a pessoa em questão vive situações
emocionais conflitantes de difícil "digestão", e então,
numa tentativa de se reorganizar internamente, projeta as suas emoções
nas diversas modalidades de sonhos, sendo que a mente as recria em imagens simbólicas devido à dificuldade de se enfrentar os fatos em si. (Imagens estas que são recriadas no plano astral, pois mesmo em um sonho, estas transcendem o lugar
da mente).
Uma situação traumática não vivenciada em sua plenitude,
poderá ser retomada através de sonhos que aparecerão com
diversas facetas diferentes, mas sempre com o mesmo conteúdo energético
a ser trabalhado.
Uma determinada situação - quando não estiver muito clara à pessoa -
poderá ser reorganizada através de diferentes caras, fantasias
e desejos.
O mesmo pode acontecer nas situações obscuras onde existem fatos
que as pessoas não tem nem a coragem de contar para si próprias, e
estes podem se modelar de tal modo a aparecer assustadoramente para a vítima
do sonho.
Em resumo, aquele que sonha, na verdade está sendo sonhado e é
a 'vítima' do mesmo, pois durante o seu sonho não costuma ter senso
crítico algum, portanto não sabe do seu poder de ação para transmutar a realidade que se apresenta.
E é também deste modo que os sonhadores 'recebem' as suas vidas,
nesta postura passiva onde os fatos chegam até eles inusitadamente e
eles - como vítimas dos mesmos - buscarão como poder lidar
com as situações já apresentadas.
Estes seres ainda não sabem o quanto podem criar as suas próprias
realidades.
Numa projeção astral, diferentemente de um sonho, o projetor sempre
está à frente com o seu poder de ação, percebe as situações
com senso crítico e mais - ao mesmo tempo - capta toda a realidade por onde
transita... isto é, tem a visão multimodal, percebe simultaneamente
o todo, o clima e o que sente, questiona-se com frequência sobre os seus
sentimentos, nota o que o outro sente, o chão em que pisa (se estiver numa
'fisicalidade' com chão).
Toda a percepção passa a ser simultânea.
Mesmo que a princípio, o projetor possa não ter a clareza de
estar fora do corpo, assim que volta e ativa a sua pára-memória,
tem a certeza absoluta que vivenciou uma projeção astral e não
um sonho, sendo que esse é só o começo da aventura.
O quanto mais se avança em canais de lucidez, mais se transita por diversos
padrões de realidades fora do corpo percebendo que se está lá.
Por intermédio das projeções astrais lúcidas, podem-se
ampliar os inúmeros canais conhecidos como paranormais aqui nesse plano e
a pessoa entende de outra maneira o que são os sonhos premonitórios
e outras tantas manifestações expontâneas, pois acessa todo
seu poder de ação e captação com consciência.