17/05/2000
Há alguns dias tive uma experiência extra-física muito
importante que me trouxe entendimento sobre algumas questões existenciais.
Essas questões dizem respeito a processos de conhecimento projetivo
que eu vinha tendo sobre morte e reencarne.
O fato é que durante esta experiência passei por etapas de conhecimento
sobre a minha pessoa que eu nunca pensei que pudessem existir.
Fui levada para lugares profundos de mim onde foi me mostrada toda a minha
arrogância e superioridade... vi com enorme dor como se plasma esse tipo
de ilusão no plano físico, estive em contato com inúmeras
pessoas que estão nesse orbe como reflexos de mim mesma.
Sofri de ver a maior parte da humanidade como formas pensamentos que ainda
não são auto-sustentáveis, percebi como nós muitas vezes nos sustentamos através do outro e como isso tudo gera um processo em cadeia. Uma espécie de malha existencial.
Estamos num orbe plasmado por alucinações de grandeza, pobreza,
culpas, etc...
Lugar onde os semelhantes se servem e estão sendo servidos de alimento,
onde a maioria ainda está na condição predatória.
Depois dessa forte vivência, retornei ao corpo físico entendendo
o porquê da minha escolha de estar nesse planeta, sabendo que todo aquele que
opta por estar encarnado aqui, com certeza tem muito a ver com esse plano existencial.
Percebi como este orbe traz, apesar de toda essa história, a possibilidade
de transcendência para novos estágios conscienciais, bastando para
isso querer seriamente.
Voltei ao corpo com uma sensação desconfortável, por dias
e dias não estive me sentindo bem, e uma espécie de desânimo
tomou conta de todo o meu ser, um forte cansaço me invadiu.
Algo no meu interior me disse que havia alguma coisa de estranho comigo e que
o fato de eu me sentir daquele modo não era apenas devido à nova
visão que eu acessara.
Foi então que decidi pesquisar extrafisicamente, pedi por lucidez, objetivei
enxergar o que não estava claro para mim.
Saí fora do corpo, sentia um cansaço enorme mesmo extrafisicamente,
(o que não costuma acontecer), tive vontade de voltar ao corpo físico.
De repente percebo uma consciência ao meu lado direito, um pouco à
minha frente, ela esta estava segurando um vidro transparente e nele havia uma
massa marrom esverdeada que eu percebia ter vida.
Mentalmente questionei sobre o que seria aquela "coisa" viva, e neste
momento a consciência que estava carregando o vidro mostrou-me numa das
cenas em que eu estava projetada percebendo os esquemas que envolvem esse planeta,
simultaneamente observei algumas partes minhas não conscientes transitando
por uma espécie de umbral, passando por estágios onde estão
o que se pode nomear de próto-vidas.
Estas são semi-consciências que já possuem vida, porém
sobrevivem de se alimentar energéticamente de outras formas de vida,
no caso de nós, humanos.
Esta próto-vida que estava no vidro, tinha sido capturada, estava em
mim antes, sugando minha energia vital, mudando assim o modo que eu podia sentir
e ver tanto o mundo como a mim mesma, deixando-me exausta e deprimida fisicamente.
Vi também que este tipo de próto-vida, quando estava em mim,
estava totalmente grudada em meu psicossoma, formando de modo inteligente um
escudo em meu peito, de um modo tão inteligentemente plasmado que até
então eu nada via.
Estava tomada por algo que não sabia poder existir.
Deste episódio pude tirar algumas conclusões, primeiro que o
que muitos pensam ser os conhecidos "encostos", muitas vezes podem
ser essas próto-vidas em ação, segundo, que novamente
fica confirmado para mim, que o caminho da consciência lúcida permite
que nós sejamos e que estejamos em nós mesmos de verdade.
Quantos podem estar sendo sugados "vampirescamente" por eras a fio
sem sequer terem a mínima noção de que estão servindo
de alimento a outras formas de vida?
Outro fator importante que descobri sobre essas próto-vidas, diz respeito
a como que são formadas e de que materialidade são criadas.
Pelas minhas pesquisas, este tipo de próto-vida é a materialização,
mesmo que seja em outra frequência, de formas pensamentos, formas estas
que por não se auto-sustentarem como existências (na verdade
são semi-existências), alimentam-se do tipo de vibração
que o seu criador emite.
Criam-se então, pela forma que se pensa, vários tipos de sub-vidas.
O interessante de saber, é que muitas vezes o emissor de tais formas
pensamentos as cria inconscientemente devido a um determinado momento emocional
de sua vida.
Essas próto-vidas, criadas pelo pensamento também podem se materializar
na forma humana quando elas aprendem que podem fazer esse tipo de transformação,
o problema é que estas podem encarnar num corpo humano, sendo que supostamente
se "humanizam", porém continuam na condição predadora
e vampiresca.
Não sabem o que significa ser existência auto-geradora, pois
não são consciência em seu sentido real.