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:: Wagner Borges :: Meu irmão e amigo, que sob a doce inspiração do Senhor Buda nós possamos intercambiar o melhor de nossas energias em prol de um bom colóquio espiritual. Possamos transcender os limites do sensório comum e adentrarmos nos salões da sabedoria em nossos próprios corações. Em meio à tristeza dos homens e ao nevoeiro cinzento das emoções exacerbadas, o Senhor Buda é como um sol de amor nos convidando para a viagem aos reinos da paz imperecível em nós mesmos. Palavras limitadas não podem descrever a compaixão além do ego nem nenhuma doutrina pode conter a sabedoria universal. Somente a luz do discernimento aliada à reflexão pacífica é capaz de criar a conexão correta para viajar no bojo da compaixão que emana do Senhor Buda a favor de todos os seres sensíveis. Consciente da responsabilidade de grafarmos temas grandiosos em expressões limitadas, sugiro algumas pequenas reflexões expostas de forma direta e resumida: - Pensamentos limitados e sentimentos pequenos jamais poderão erguer-se além da própria mesquinhez para alçarem vôo aos reinos da paz. - O Amor é grandioso e jamais poderá ser corrompido pelos arroubos emocionais do ego e seus tormentos. - O Amor não tem mestres. Ele é o mestre. - Paz íntima não se compra. - Os olhos da mente não conseguem ver o Senhor Buda, mas o coração amoroso poderá senti-lo no silêncio da meditação e nas emanações compassivas a favor de todos. - Pense no Amado como um sol de amor interpenetrando as células de seu corpo, de seu coração e dos seus pensamentos. Deixe a luz entrar serenamente para encontrar com a luz de seu próprio espírito. No seu templo interno o Buda encontrará o Buda! - Pense naquelas pessoas infelizes e compartilhe o sol de amor com elas, em silêncio. Jamais as julgue. Apenas permita o fluxo da paz fluir por você. Ajude-as anonimamente. O Senhor Buda estará com você nesse serviço solidário. - Mortificar o corpo não é sinônimo de sabedoria. Sanar os conflitos internos não é uma questão física, mas de pacificação emocional e de plenitude espiritual. - O Senhor Buda não é um deus. Ele é apenas um ser desperto. Faça como ele: DESPERTE! - Pense no egoísmo como uma doença. Cure-se disso! - Mágoas e culpas são fantasmas da mente. Não permita que eles o assombrem. Pense no Senhor Buda abençoando o seu ser. Permita que Ele o ajude a dissolver os fantasmas. - Não chame o Senhor Buda por intermédio de artimanhas egóicas disfarçadas de preces e mantras. DESPERTE! - Por favor, permita a compaixão unir-se com você. - Jamais se torne um canalizador de violência. Trabalhe em cima de suas pulsões básicos, com paciência e freqüência, e conscientize-se de que você é um Buda também, apenas precisa DESPERTAR! PS: Um sol de amor Desceu aqui. Nada pediu, só amou. Absorveu as dores da ignorância E transformou-as em Paz. Respirou o sofrimento E exalou suaves acalantos. Cantou a paz em seu silêncio E propagou-a nas dez direções. Chorou em silêncio a dor do mundo, E, mesmo assim, amou. E continua amando... Abraçando silenciosamente, Sem que o mundo o veja, Sem que a mente o aceite, Sem que o coração se abra... Mesmo assim, Ele ama! Pelas eras à frente, Ele continuará o seu trabalho. Até que tudo se cumpra, E a dor seja amor, E as consciências despertem Como Budas também. Om Mani Padme Hum.** Um Amparador Budista - (Recebido espiritualmente por Wagner Borges) * O primeiro texto está postado na seção de textos periódicos enviados pelo nosso site: www.ippb.org.br ** Om Mani Padme Hum (do sânscrito): O mantra da compaixão. Sua tradução literal é: "Salve a jóia no lótus". Esse é um mantra de evocação do bodhisattva da compaixão entre os budistas tibetanos e chineses. Om é a vibração do TODO. Mani é a "Jóia espiritual que mora no coração", ou seja, é o próprio espírito, atman, essência de Brahman. Lótus é o chacra cardíaco que envolve energeticamente essa jóia sutil. Hum é a vibração dessa compaixão do TODO vertendo a luz pelo chacra cardíaco a favor de todos os seres. Nota de Wagner Borges: "Buda, meu amigo. Como você já deve saber, recebi ainda agora alguns escritos passados espiritualmente por um dos seus trabalhadores extrafísicos. Daí, olhei para o belo céu azul sobre a cidade de Salvador e pensei em você. E o meu coração derreteu de amor, cara. Sabe, há coisas que não se explicam, só se sentem, não é mesmo? Daqui a pouco vou iniciar um curso onde vou tentar passar para a turma um pouco da sintonia dos seus ensinamentos. De forma universalista, vou tentar projetar para o pessoal um pouco da luz do esclarecimento sobre muitas coisas que você apontou. Porém, agora que você derreteu o meu coração, como é que eu vou explicar alguma coisa? Será que a turma vai entender esse choro quietinho? Como vou explicar um amor desses? E essa imensa bola de luz, que não vejo, mas sinto aqui por cima da cabeça? Eu gostaria de poder chegar no curso e ficar quietinho, só sentindo esse amor e essa luz, tentando compartilhar isso com a turma, mas sei que muitos não irão pegar a carona espiritual, pois estarão sedentos de conhecimentos só com a mente, prescindindo da abertura do coração, que poderia levá-los em viagens incríveis de pura sintonia na sua graça. Contudo, mesmo assim eu vou tentar. Vou colocar uma música legal, um CD com mantras budistas, e pedir para o pessoal relaxar e abrir o coração, para ver o que rola... Quem sabe a galera entre na sintonia e sinta esse amor e essa luz de forma simples, nas luzes do coração? Buda, meu amigo, quem sabe hoje seja a hora do reencontro de nossos corações com o seu? Tomara... Por aqui, só sei que o meu coração já derreteu, e eu não sei mais o que dizer. Só posso agradecê-lo, por toda inspiração, por toda proteção, por nunca ter esquecido de nós, por jamais nos julgar, por nunca ter forçado a barra antes de estarmos prontos para o despertar de nossas consciências, e por nos esperar de braços abertos, independente de raça, credo, sexo ou condição existencial. Muito obrigado, querido." Om Mani Padme Hum. Notas do texto: * O primeiro texto está postado na seção de textos periódicos enviados pelo nosso site - www.ippb.org.br ** Om Mani Padme Hum (do sânscrito): O mantra da compaixão. Sua tradução literal é: "Salve a jóia no lótus". Esse é um mantra de evocação do bodhisattva da compaixão entre os budistas tibetanos e chineses. Om é a vibração do TODO. Mani é a "Jóia espiritual que mora no coração", ou seja, é o próprio espírito, atman, essência de Brahman. Lótus é o chacra cardíaco que envolve energeticamente essa jóia sutil. Hum é a vibração dessa compaixão do TODO vertendo a luz pelo chacra cardíaco a favor de todos os seres.
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