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:: Izabel Telles :: Ontem eu passei por uma floricultura e entrei. Que imagem! Poderosas rosas vermelhas sorriam para mim e os cravos brancos piscavam alegremente suas pétalas macias e picotadas. Naquele momento pensei na Iolanda, uma amiga que está tão sozinha. O marido a deixou há alguns anos e ela nunca mais se recuperou. Ele está casado com a melhor amiga dela e os dois nunca mais se falaram. Ela murchou depois disso. Perdeu o brilho e a alegria de viver. Anda pela cidade contando seu dinheiro todos os dias com medo de ficar pobre. Porque abandonada ela já se sente. Dei um longo suspiro identificando a Iolanda em todas as mulheres que tem passado pela minha estrada se queixando da mesma solidão. Onde estão os homens, elas perguntam? Porque estou tão só? Fechei os meus olhos e enviei a Iolanda a imagem daquela floricultura. Imagino que a campainhia da casa dela toca e um entregador de flores oferece a ela uma imenso maço de flores coloridas. As flores abraçam ela e ela abraça as flores. A casa se enche de luz. Sinto que ela não esta mais só. Respiro e abro os olhos. São 10 horas de domingo. A Iolanda acaba de me telefonar perguntando se não quero pegar um cineminha com ela. Amo vocês. Bom dia!
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