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:: Izabel Telles :: Acabo de voltar de Nova Iorque e preciso contar para vocês o que vi lá. No Central Parque, tulipas abrindo vagarosamente como o sorriso de um bebê lindo e gordinho, cerejeiras em flor doando sobre cada um dos freqüentadores do parque uma luz púrpura em vibrações doces e quietas; narcisos amarelos sorridentes e cacheados dobrando seus beicinhos sobre o gramado verde e saudável. Vi homens tocando jazz no meio de bancos de madeira imponentes e firmes. Vi turmas de crianças uniformizadas passeando pelo parque com seus monitores. O sol estava tão quentinho e acolhedor que me deitei num destes bancos e dormi. Dormi no meio do Central Parque em Nova Iorque. Dormi, me senti segura e sonhei. Sonhei que dançava com as flores ao ritmo do jazz e que as cerejeiras mergulhavam cerejas vermelhas e maduras dentro da minha boca e eu ria, ria, ria desta imensa felicidade que é ser livre, se sentir livre, e acima de tudo não ter medo, não se sentir ameaçada. Quando acordei notei que havia dormido no banco preferido de um casal de pássaros e eles estavam pacientemente a espera de que eu saísse dali para que os dois pudessem pousar, nas madeiras resistentes, suas patinhas frágeis e delicadas. Levantei, me despedi das flores, agradeci ao homem do jazz, beijei as tulipas cor-de-rosa e lancei sobre todo aquele imenso céu o meu olhar agradecido. Esta é a imagem que trouxe comigo dos Estados Unidos. Amo todos vocês. Tenham um bom dia!
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