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:: Wagner Borges :: (Texto postado originalmente na lista Sintonia em resposta ao e-mail de um amigo sobre imortalidade) Olá. Tudo bem aí, cara? Está aqui ao meu lado um dos amparadores que está ligado a mim há várias vidas. Acabei de ler seu e-mail e dos demais amigos que opinaram sobre vida após a morte, experiências de quase-morte (EQM) e projeção da consciência. Pensei em postar mais alguma coisa sobre o tema, mas ele me ditou espiritualmente os escritos que vem a seguir. Entenda: isso não é uma psicografia. Ele está aqui ao meu lado e vejo-o pela clarividência. Pela clariaudiência "escuto mentalmente" o que ele sugere. E vou digitando tudo, bem consciente. Não tenho nenhuma dúvida disso! Por isso minha postura é de extrema segurança e certeza quando falo sobre esses temas. Não estou viajando na "maionese do plano astral", como muitos teóricos de estudos conscienciais diriam, mas estou bem sereno e consciente, usando as capacidades do corpo mental superior, e com a sintonia ligada ao "BUDDHI" (1). (Há alguns anos um dos espíritos ensinou-me várias práticas a respeito). Meus chacras estão acesos, principalmente o cardíaco, o frontal e o coronário, e olhe que nem preciso ficar decorando ou fazendo mistérios com seus bija-mantras (2) específicos (como muitas ordens esotéricas e espiritualistas fazem). Inclusive, outro dia dois caras, um deles ocultista e o outro estudante de um certo grau avançado de estudos teosóficos, falaram comigo que estavam abismados por eu estar explicando numa palestra aberta (cerca de 200 pessoas presentes) a natureza e aplicação prática dos bijas-mantras na ativação consciente dos chacras. Que posso fazer? Para mim isso tudo é absolutamente natural. Não é necessário nenhum mistério para trabalhar com a minha consciência e seus potenciais. E nem nenhuma dúvida quanto à presença desse amigo extrafísico aqui do meu lado. As percepções podem ser ilusórias, ou melhor, distorcidas pela ação de "Maya" (3), principalmente quando os centros de força estão bloqueados e limitando a lucidez da consciência. Porém, quando acesos mediante estudo e desenvolvimento consciente, abrem portas interdimensionais que franqueiam o acesso a outros planos de manifestação (denso, etérico, astral, mental, causal, búdico, nirvânico etc.) Isso é evolução e faz parte do processo o contato com outros seres (de vários planos) situados em outras freqüências vibracionais. Vivendo num universo com tantas dimensões é praticamente impossível estar solitário em alguma atividade espiritual. Sempre achei um absurdo alguém estudar sobre planos não-físicos (que interpenetram as dimensões mais densas) e negar a interdependência vibracional entre seus habitantes. Negar a passagem de informações (pela via que manifestar-se: intuitiva, mediúnica, projetiva, intelectual ou artística) de uma dimensão a outra é simplesmente querer trancar vibratoriamente cada um na sua faixa espiritual (o que destrói o conceito de sintonia e de integração consciencial entre todos os seres). É possível pessoas extrafísicas passarem conceitos elevados (principalmente se são oriundos de dimensões mais avançadas, e isso pode ser comprovado pelo nível e qualidade da informação em questão) às pessoas do plano físico. E é possível, também, projetar-se para fora do corpo até outros planos e colher informações extrafísicas pertinentes. É possível alguém enganar-se nisso? É óbvio que sim, como em qualquer outra área, principalmente se faltar discernimento e amor na avaliação das vivências (há muitos fanáticos e ególatras como exemplo claro disso). Contudo, lastreado por discernimento, vontade de crescer, alegria, simplicidade, sentimentos verdadeiros e profunda vontade de servir ao "Amor Maior Que Governa a Existência", é possível caminhar espiritualmente sob a ação da própria divindade que mora na câmara secreta do coração (em sânscrito: "Anahata": "Invicto ou Inviolado") e saber com certeza o que é real naquela manifestação interdimensional. Como diria o sábio Shankara, autor do célebre "Viveka Chuda Mani" ("A Jóia Suprema do Discernimento"): TUDO É UM! TUDO É BRAHMAN! E O ATMAN (4) SABE DISSO EM SEU CORAÇÃO! É por transitar conscientemente por outras dimensões e estar com as antenas "em sintonia", sem medo ou teoria que bloqueie meus potenciais, que o meu chacra do coração parece um sol e os chacras da cabeça parecem duas turbinas ligadas a uma lucidez ampliada, pelo menos enquanto escrevo essas linhas. Quando falo da certeza em relação à sobrevivência além da morte do corpo (mero descarte do veículo de manifestação denso) não é motivado por alguma crença ou por achar que isso é assim e pronto. Não! A Terra gira em torno do Sol (e o Galileu Galilei quase dançou por isso). Isso não é relativo (lembrei-me do Einstein lendo os livros da "Doutrina Secreta" de Blavatsky), é certo! Da mesma forma, para mim a imortalidade é plena certeza. Digo isso não somente por estar lastreado nas minhas próprias experiências e nos estudos que faço de todas as áreas espiritualistas, mas sobretudo porque é o meu coração espiritual que proclama isso dentro de mim. Seguem abaixo os escritos passados pelo amparador extrafísico aqui presente, que é o sábio Vyasa. Um abraço. PÉROLA DE VYASA "EU SOU! (5) Dentro ou fora do corpo, SOU EU mesmo. Na Terra ou no espaço, EU SOU! Mortal e imortal, estrela e carne, Grande e pequeno, raso e profundo, Mestre e discípulo, humano e espiritual, Tudo junto em mim mesmo. Tudo e nada, O TODO em tudo, Em meu ser procurando ser. Essa é minha certeza inabalável: EU SOU! Em qualquer lugar ou condição, Com corpo ou sem corpo, Minha chama espiritual está acesa. EU SOU a luz revestida de experiência, Forma e sem-forma manifestando-se na Criação. EU SOU, e sei de um Amor Incomensurável Que preenche todo meu ser, além de qualquer escala. EU SOU, e meu coração comprova Que não nasço e nem morro. Há inumeráveis estrelas e universos à minha frente, E também dentro de mim. Viajo por esses universos, dentro e fora da carne, Por incontáveis eons. A única certeza que tenho É que EU SOU! E o meu coração-estrela atesta isso Nas ondas do Amor multidimensional. OM TAT SAT! (6) - Vyasa - (Recebido espiritualmente por Wagner Borges - São Paulo, 05 de março de 1999; às 07h34min). - Notas do sânscrito: 1. Buddhi: É o eu espiritual, intelecto, entendimento, conhecimento, intuição, discernimento, razão; o poder pensante por si só, independente das impressões vindas do exterior; a faculdade de julgar, discernir e resolver; a potência que transforma em conceitos claros e perfeitos as impressões procedentes dos sentidos". (Definição extraída do "Glossário Teosófico"; página 91; Editora Ground). Certa vez, um dos amparadores hindus me deu a seguinte explicação sobre a natureza do Buddhi: "Buddhi é a origem e causa da perfeição em si mesmo; os poderes divinos sob o comando da razão; é a alma da vontade que impele o ser ao objetivo escolhido; é a força de caráter que leva o ser à plena consecução de sua tarefa no mundo. No dizer dos rishis (do sânscrito: "sábios") que compilaram "Os Upanishads" (do sânscrito: "é a parte final dos Vedas, as escrituras sagradas e mais antigas e importantes da Índia"), Buddhi é a força espiritual que permeia o coração e é também a chama espiritual, o sol interno, que vivifica e leva o ser na rota do SOL DE TODOS: BRAHMAN!" 2. Bija-mantra: Núcleo vibratório de um mantra; Mantra semente; Senha vibratória para evocação de uma determinada freqüência espiritual. 3. Maya: Ilusão. 4. Atman: Essência espiritual; Centelha divina; Espírito; Pedacinho de Deus. 5. EU SOU! (em sânscrito: "So Ham"): Frase afirmativa da natureza do atman; Frase afirmativa da natureza divina do ser; Mantra da certeza inolvidável da natureza espiritual do ser; Como diria Shankara: "É o bija-mantra de Brahmatman" (ou seja: O atman é Brahman!) 6. OM TAT SAT: Tríplice designação de Brahman; Mantra de origem vedantina de poderosa vibração nos chacras.
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