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O poder dos gestos sagrados: Mudras
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O poder dos gestos sagrados: Mudras
:: Bel Cesar ::


Este texto contém trechos dos livros Ngel So Autocura Tântrica II" do Lama Gangchen Rimpoche (Ed.Gaia) e Viagem Interior ao Tibetede Bel Cesar (Ed.Gaia)

A maior parte das pessoas expressa sua energia e suas emoções por meio de gestos físicos. Hoje em dia, há muitas informações sobre a linguagem do corpo, em livros e cursos. Nos países latinos, por exemplo, as pessoas usam muitos gestos para exprimir suas emoções. Na maior parte das vezes, porém, esse uso é quase inconsciente e, com freqüência, os gestos são usados para comunicar emoções e pensamentos negativos. Podemos usar o poder do movimento para criar tanto energias e mentes positivas como negativas.

Os gestos de mão, chamados mudras são usados para aumentar e canalizar positivamente a energia de nosso corpo e mente. Por meio da terapia dos gestos, começamos a ter mais consciência dos movimentos de nosso corpo físico e a usá-los de uma forma mais benéfica.

Os mudras são gestos considerados sagrados por despertar a autocura profunda. Quando movemos os braços e as mãos criamos um circuito de energia sutil eletromagnética. O mandala de nosso corpo contém o mesmo circuito de energia eletromagnética que o planeta. Portanto, o macrocosmo e o microcosmo são reflexos um do outro e, por isso, ao curarmos nosso corpo e mente, curamos também o planeta.

Os mudras usados nas praticas de meditação do budismo tibetano são gestos associados ao potencial das qualidades dos Buddhas. Eles são utilizados como um meio para criar uma ligação com a energia do Buddha sobre o qual se está meditando, recitando mantras e fazendo visualizações. Na prática de Autocura Tântrica II, elaborada por Lama Gangchen Rimpoche, usamos conscientemente gestos para expressar energias e emoções positivas. Concentrando-nos nos cinco gestos básicos dos Cinco Buddhas Curadores para despertar, desenvolver e estabilizar a paz interior.

Quando nos referimos a um Buddha Curador, não estamos nos referindo a um ser específico, mas ao estado mental puro daquele que atingiu a Iluminação. Por exemplo, com o mudra do Buddha Ratnasambhava geramos a energia da generosidade: sentados com as pernas cruzadas mantemos, sobre o joelho direito, a palma da mão direita voltada para cima e a mão esquerda sobre o colo. Com este gesto despertamos em nossa mente uma atitude de abertura e disponibilidade o que nos leva a aprender a dar e receber ao mesmo tempo.

Os gestos sagrados também cumprem a função abençoar. Os mestres tibetanos possuem um conhecimento profundo sobre a natureza sutil dos cinco elementos: o espaço, o ar, o fogo, a terra e a água. Através de visualizações, da concentração correta, dos mantras, mudras e do sopro, eles podem purificar os cinco elementos e imantá-los com energia positiva e poder de cura.

Simplesmente saber cantar os mantras e fazer os mudras não é suficiente. Temos que desenvolver uma profunda experiência interna dos mantras e mudras e de seus significados relativos e absolutos. Se praticarmos continuamente a Autocura, gradualmente aperfeiçoaremos as técnicas e a experiência de profundo relaxamento e regeneração interna autocurativa Ngelso da Ioga do Método e da Sabedoria.

Bel Cesar é terapeuta e dedica-se ao atendimento de pacientes que enfrentam o processo da morte.
Autora dos livros Viagem Interior ao Tibete, Morrer não se improvisa, O livro das Emoções e Mania de sofrer pela editora Gaia.
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Email: belcesar@ajato.com.br


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