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:: Ilda Carvalho :: As superstições têm vida longa e controvertida desde a antigüidade e permanece através dos tempos. A relacionada com o número13, considerado como maléfico por uns e benéfico por outros, é um exemplo. Muito da negatividade do número 13, se deve ao fato de 13 pessoas terem participado da Última Ceia (Jesus e seus 12 apóstolos). Sabendo-se o que aconteceu com Jesus – que era o 13º comensal – depois da ceia, compreende-se porque da conotação como maléfico. O aspecto sinistro foi ainda reforçado pela ameaçadora figura estampada na carta de tarô de mesmo número: um esqueleto, com uma foice nas mãos, parecendo ceifar a vida humana, mas a interpretação simbólica desse arcano é a transformação necessária, o renascimento. Alguns povos antigos consideravam o 13 um número de poder que, se mal usado causaria a própria destruição. Nos Estados Unidos o medo infundado em relação ao 13 é tão forte que alguns edifícios deixam de usar esse número na seqüência de seus andares, saltando do 12 para o 14 e, pasmem, existem até pessoas que não trabalham quando o dia cai numa sexta-feira. O numerólogo Lloyd Strayhorn, aponta várias coincidências relacionando seu país ao misterioso número: os Estados Unidos começaram com 13 colônias e, por isso sua primeira bandeira apresentava 13 estrelas e listras; sua declaração de independência foi assinada por 13 pessoas; a pedra fundamental da primeira Casa Branca foi lançada num dia 13 de outubro. O 13 parece mesmo ser uma obsessão nacional. Somente na nota de um dólar é possível destacar: - Um escudo com 13 listras - 13 estrelas sobre a cabeça da águia - 13 penas em cada uma de suas asas - 13 flechas numa de suas garras - 13 folhas e 13 bagos no ramo de oliveira preso à sua outra garra - 13 letras na faixa que ela segura em seu bico (E Pluribus Unum) - 13 degraus na pirâmide estampada na cédula Crendice ou não o mal-amado número não impediu que os Estados Unidos desfrutassem do toda carga positiva emanada pelo 13.
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