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:: Miriam Carvalho :: Após uma agradável e aconchegante reunião durante um de meus cursos, fiquei meditando e refletindo sobre os inúmeros pontos de vista abordados, sobre a forma de interpretar um questionamento através do Tarô. Considero extremamente interessante este aspecto e espero possa clarear um pouco a mente dos nossos leitores... Muitas alunas, depois de algum tempo de estudo e de me conhecer mais a fundo, afirmam que eu gosto de dourar a pílula... Sabemos todos que deixar de cumprir com a verdade significaria não estar em sintonia com a ética e ainda desrespeitar o Tarô, esse instrumento consagrado com fé e carinho. Por outro lado, o Tarô é um veículo que abre a intuição e ela (intuição) é muito importante, diria até fundamental, no momento da leitura. Além da técnica decodificada pela simbologia e os arquétipos, a intuição é a mágica do Eu Superior. No entanto, outras considerações essenciais se fazem presentes e gosto de lembrar Madre Tereza de Calcutá que dizia: Não devemos permitir que alguém saia de nossa presença sem sentir-se melhor e mais feliz. Desta forma, no meu ponto de vista, não se trata absolutamente de dourar a pílula, e sim de acreditar que a Esperança e a Fé possam realmente modificar um determinado padrão e fazer acontecer o Milagre. Existe uma fábula do Rei que sonhou perder todos os dentes. Para quem ainda não a conhece é a seguinte: Um rei, depois de sonhar que havia perdido todos os dentes, acordou amargurado e mandou chamar dois sábios para interpretar seu sonho. O primeiro disse: Que desgraça, Majestade... representa a perda de vossos familiares! - O Rei, indignado, disse: como se atreve a dizer tal coisa e ordenou recebesse 50 chicotadas. O segundo sábio disse: Que felicidade Majestade! Indica que terá vida longa e que irá viver mais do que todos os seus familiares! - O Rei ficou feliz e mandou dar ao sábio 50 moedas de ouro. Ambos os sábios estavam certos e cumpriram com a verdade. Tudo depende da maneira de dizer as coisas. Esse é o grande desafio! É daí que vem a felicidade ou o desconforto. É tudo muito delicado, pois primeiramente é preciso sentir ou intuir como a pessoa receberá a leitura das cartas, pois as pessoas são diferentes em sua essência, uns são mais fortes, podendo suportar melhor e outros são mais sensíveis e frágeis. Nesta estória o Rei não estava emocionalmente preparado para avaliar as leituras. Portanto, a verdade deve sempre ser colocada. A forma como é revelada é que faz a diferença. Escolher com carinho e sabedoria as palavras para expô-la é uma arte. Por outro lado, não existe verdade absoluta. A vida é uma grande ilusão. De ilusão em desilusão vamos fazendo de nossa existência um grande acontecimento. Existem, ainda, verdades desnecessárias cuja revelação nada acrescentaria. Garimpar sempre o ponto de luz que existe no quarto escuro é a chave da questão... Pontuo esse fato todos os dias. A Esperança é uma dimensão da alma, a âncora da fé em algum ponto do Universo além de nossos horizontes, que transcende e realiza. (Infelizmente desconheço o autor).
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