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:: Wagner Borges :: (Nas Asas de uma Linda Amizade Espiritual) Você veio e me falou de Krishna e Rama. Lembrou-me da titânica luta que rola dentro do próprio homem. Onde o ideal não é competir com ninguém, mas vencer a si mesmo. Você falou-me de paz no coração e da grandeza da humildade verdadeira. Explicou-me que quem ama realmente agradece ao ser amado pela chance de amar. E que o amor jamais é orgulhoso... E faz o sol nascer nos olhos. Você me ajuda há tantas vidas, e eu nem sempre fui merecedor de sua amizade. Por vezes, você chamou minha atenção, sempre com respeito e consideração. Como um professor querendo o melhor do aluno; como um pai espiritual. Você jamais me pressionou ou quis impor nada. Pelo contrário, sempre foi cordial. Mesmo quando eu merecia uma bronca, você esclareceu-me com tranquilidade. E eu aprendi a ler no seu olhar silencioso. Aprendi que a força vem do equilíbrio. Você falou-me de uma estrela longínqua, de onde você veio há muito tempo. Explicou-me o significado da força de Rama e do sorriso de Krishna. E pediu-me para visualizar a estrela prânica sobre minha cabeça. Você ensinou-me a arte de ficar em silêncio, nas asas da meditação. Explicou-me sobre a força e proteção espiritual de Ganesha. Falou-me do Darma e da responsabilidade que vem com o conhecimento. Você veio, leve e gentil, e encheu meu lar de serenidade e compreensão. Falou-me da gratidão e admiração que os rishis têm por Brahman. Exortou-me a orar por todos os homens, sem julgar ninguém. Você iniciou-me nas vibrações de Hamsa, e falou-me dos vôos espirituais. Ensinou-me a amar e respeitar a arte das viagens espirituais conscientes. E pediu-me para, cada vez mais, falar aos homens sobre esse potencial. Você ensinou-me a respeitar a cada chacra como um portal espiritual. Falou-me das artes da cura e da riqueza que é encher as mãos de luz. E exortou-me a respeitar a todos, principalmente os que sabem menos na senda. Você me viu reencarnar e crescer, e velou secretamente pelo meu sono. E, às vezes, quando eu era criança, via uma linda estrela sobre meu berço. Eu não sabia, é claro, que você estava ali, invisivelmente cuidando de mim. Você nunca me disse que era a luz de nada; sempre falou-me da Luz de Krishna. Mas eu vi a luz das estrelas em seu semblante; eu vi o amor raiando em seu olhar. E, só de pensar em você, os meus olhos também brilham, de gratidão e respeito. Você projetou um campo de luz azulada em torno de mim. E pediu-me para abrir meu coração, com humildade, e orar a Krishna e Rama. Explicou-me que grandes assistências espirituais são feitas de silêncio e amor. Você contou-me que Rama flechou o coração de Sita com uma seta de luz. E que Krishna acertou o coração de Radha com uma flecha de amor. E que você também foi flechado, pelos dois, com a seta da espiritualidade. Você caminha com honra, meu amigo. E eu tento seguir o seu exemplo... Ah, quem me dera ter a sua serenidade... Mas, estou aprendendo. Se Krishna e Rama flecharam o seu coração, o meu também foi flechado, por você. Você é como um padrinho espiritual dos escritores das coisas do espírito. E sua inspiração faz o vento do espírito entrar nas palavras escritas. E o pó da morte é levado, varrido pelo esclarecimento consciencial. Você trabalha nos bastidores do Darma e não gosta de personalismos. Por isso, raramente aparece. Mas, aqui e agora, eu quero registrar sua presença. Sim, e agradecê-lo, por velar pelo meu sono. Por me amar. Por me fazer escrever. Você mostrou-me sua estrela longínqua, e disse-me: Um dia, nós iremos para lá! Mas, primeiro, o cumprimento do Darma na Terra. Antes, o trabalho de luz. Por Krishna. Por Rama. Pelo Eterno. Pelo amor que flechou nossos corações. Você, então, olhou-me nos olhos, e eu vi o amor que o move há tanto tempo. Eu vi o sorriso de Krishna em seu olhar, e a força e honra de Rama em sua aura. Eu vi sua saudade de casa, meu amigo. E o seu esforço para estar aqui, pelo Darma. Em lugar de sua estrela, lhe deram um cara como eu, para você cuidar e inspirar. Será que Krishna e Rama lhe pregaram uma peça? Ou tem algo bom rolando aqui? Oxalá, valha a pena para você. Porque, para mim, está valendo muito ter você aqui. Você veio e falou-me do valor da gratidão e da honra na senda, espiritual e humana. Ensinou-me que a grandeza está nas coisas simples e que humildade não humilha. O que faz isso é o orgulho. E, quem não agradece, rebaixa a si mesmo. Você veio e, novamente, pediu-me para pensar em Rama e Krishna. Eu pensei, e o amor encheu meu coração de gratidão, a eles, e também a você. E, agora, tem uma grande estrela pairando aqui em cima de minha cabeça. Ah, Vyasa, que lindo presente você me deixou. Eu vou deitar-me visualizando-a e pensando em Rama e Krishna. Para que a minha viagem espiritual seja honrada e de acordo com a Luz. P.S.: Que Rama e Krishna fortaleçam, cada vez mais, os estudantes espirituais que estagiam e trabalham por climas melhores entre os homens de todos os lugares. Que o momento de você voltar para a sua longínqua estrela esteja bem próximo, meu amigo. E que eu seja digno do seu esforço, para, quando você for, me levar junto. E aí, vamos levar o sorriso de Krishna e a força e honra de Rama para outros lugares do universo, no Darma. Vyasa, vamos flechar outros corações com as setas da espiritualidade, por aí... OM! Gratidão e Serenidade. Esclarecimento e assistência espiritual. Paz e Luz.
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