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Mãe dominadora, o que fazer com este fardo?
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Mãe dominadora, o que fazer com este fardo?
:: Wilson Francisco ::


- Há algum tempo, Ester participa do Projeto Mutação. Sempre se ocupando dos filhos e marido, querendo principalmente que a filha se projetasse na vida, realizando uma existência independente e segura, com marido e filhos. Aliás, ela não é a única com esse projeto. Eu, no entanto, observava sua performance e procurava administrar nela um processo para tirar a filha de seu universo. Não podia dizer isso a Ester, pois ela entendia que a filha é que era a dependente. O processo durou alguns meses, até que Ester apareceu para o processo no Instituto Alvorecer trazendo um semblante de apreensão e sofrimento. Contou-me que na semana anterior tinha tido um transtorno estranho no estômago, inclusive com o intestino se alterando. Era como se algo se soltasse dela, como que tirassem uma coisa de seu chakra do plexo solar. Para espanto da Ester, eu informei que tudo o que vivenciara fora um processo de desligamento em relação à filha: ela estava soltando a menina que trazia ainda em seu corpo. Ficou feliz por entender o que aconteceu e a consciência desse processo trouxeram para ela uma paz de espírito intensa e um alívio muito grande.

Na primeira oportunidade que teve, foi conversar com a filha, sem tocar diretamente no assunto. E o que viu e ouviu deu a ela a certeza de que realmente soltara a filha, quando esta lhe falou: Mãe, acho que meu tempo de morar aqui em sua casa já terminou. Eu e meu marido vamos arrumar uma outra casa e nos mudarmos.

- Diana tem dificuldades de relacionamento com namorado. Convive com ele há algum tempo e ele sempre diz que ela age com hostilidade, tratando-o de maneira muito estranha. Ela não sabe mais o que fazer para recompor a relação e está muito preocupada, pois o Carlos já decidiu que ele e ela vão morar em outra cidade, fora de São Paulo, longe da mãe dela. Ela entendeu o recado, a mãe não teria espaço na nova casa.

Sem que ela se referisse a esse problema, detectei de pronto as causas do seu sofrimento e dos desentendimentos. E o que recomendei, deixou-a apalermada. Sugeri que ela deixasse a mãe, pois a agressividade dela acontecia justamente porque ele ameaçava tirar sua mãe. E isso a irritava. Fiz um exercício de desligamento do útero materno, cortando o cordão umbilical virtual e energético que ela mantinha. Hoje está feliz e convive bem com a idéia de deixar a mãe para viver integralmente com o marido. E sabe que longe da mãe e bem estruturada se relacionará muito melhor com Carlos e ainda poderá amar e auxiliar muito mais sua mãe.

- Paulo está com a mãe internada numa clínica de repouso numa cidade do interior. Chegou ao Instituto dominado por uma ansiedade que o colocava à beira de uma depressão grave. Fizemos um inventário de sentimentos contidos, de palavras-comando e atitudes de dominação da mãe em relação à sua vida emocional. E, na resenha que sempre mostro para os integrantes do Projeto, relatei que sua mãe na realidade está muito bem, garantindo o domínio sobre ele, utilizando seus truques (desajustes comportamentais). Por que sair daquele estado de aparente demência e correr o risco de perder o controle sobre o filho querido? Ele ouviu com atenção tudo o que eu falara e confirmou que sua esposa dissera a mesma coisa, que ela, sua mãe, o dominava com suas fobias, evitando com isso que ele se dedicasse apropriadamente aos filhos e esposa.

A consciência desse processo trouxe ao Paulo um alívio muito grande. A ansiedade está bem controlada, mas ainda sente dificuldades quando está perto da mãe. A energia que ela irradia é predominante e ele sai da clínica quase derrubado, sentindo-se culpado.

Na verdade, a mãe é uma figura importante na vida de todas as criaturas. Este ser divino, procriador, que nos dá a oportunidade de renascer, pode influenciar bastante no comportamento de suas crias. No entanto, a mulher que se relacionou com nosso pai, gerando nosso corpo, pode ser um fator de tropeço e de impedimentos na vida dos filhos. Porque, como todo ser humano, esta mulher também tem necessidades e mistura tudo num caldo psicológico e emocional que confunde e prejudica a sua missão de estruturar a vida daquele ser que Deus colocou em sua vida.

Costumo dizer nesses processos que é necessário que odiemos intensamente e sem culpa as atitudes da mulher, respeitando e amando a Mãe. É preciso separar uma da outra, irradiando energia de carinho e perdão para a Mãe, este ser sublime que muitas vezes abdicou de si mesma para nos apoiar e fazer crescer.
Mas agora Paulo já está crescido, é um homem e, no entanto, a mulher, que é sua mãe, insiste em dominá-lo, chantageá-lo com a intenção de ainda dirigir sua vida, de forma que tenha garantido a sua paz e felicidade. É impossível conviver com uma situação destas... Então, o corte tem de ser feito, sem piedade, mas com perdão e compaixão.



Wilson Francisco é Terapeuta Holístico e colaborador do Site.
Atendimento individual de 2ª a 5ª - à tarde e a noite; Grupo de Pessoas: oficinas multidimencionais e cursos, mínimo 10 pessoas no Instituto Alvorecer, residências, clubes, instituições religiosas ou sociais; Internet: apoio e orientação a distância.
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Email: wilson153@itelefonica.com.br


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