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:: Silvia Malamud :: Se você ainda não se sente pronto para entrar em ambientes novos, com escolhas diferentes das que você tem vivenciado, isso pode significar que você ainda não compreendeu o significado total da experiência que está passando. A repetição das mesmas experiências em diferentes cenários pode servir para você se saturar e quem sabe - num destes momentos - perceber que já assimilou este aspecto da sua existência. Pense que as mudanças de cenário, podem funcionar como agentes impulsionadores para a consciência dar o pulo do gato e definitivamente sair de seu estado vicioso que gera uma espécie de sonambulismo crônico. Por outro lado, no instante mágico em que a consciência entende a experiência que está passando, ela elabora realizando uma síntese criativa de si mesmo, ou seja, percebe-se em novas nuances com possibilidades de expressão nunca antes imaginadas. Só mediante a sensação de êxtase numinoso provocado por um insight, é que a pessoa se ilumina habilitando-se a abandonar a sua antiga identidade construída dentro de um esquema repetitivo e efetivamente parte para muitos outros tipos de experiências. Penso que a grande sacada da nossa era será quando saímos do cenário - que nós próprios criamos de modo inconsciente - para lucidamente nos tornamos criadores autoconscientes de novas experiências. Isto, porém requer uma transformação da estrutura do eu cultural criado para esta nossa atualidade. O novo pode trazer um questionamento sobre a nossa identidade anterior e uma possível angustia sobre se o que virá poderá tirar os nossos pés de um território que por pior que fosse, nos era conhecido. A minha sugestão é que, antes que você acione um desejo para uma mudança de vida, você pesquise dentro de você mesmo o quanto está apto a mudar. Mudanças podem gerar transformações importantes em toda uma vida. Não é ruim, mas você deve pesquisar se está pronto. Se você está experienciando algo e, por mais que queira, não vê possibilidades de uma mudança, é sinal que você de algum modo ainda não está pronto para abandonar a experiência, então deve permanecer nela até sentir que pode escolher algo de diferente para si mesmo. Mas não sucumba nesta posição e lembre-se de que na maioria das vezes, você deve gritar para o seu corpo acordar de um vicio emocional que gera realidades repetitivas! Para efetivamente gerar uma mudança em sua realidade existem alguns pressupostos básicos de acionamento interno: - Acionar um desejo intenso de mudança, lembrando que o nosso corpo físico já está acostumado a interpretar a realidade de acordo com um comando anterior, e que portanto com certeza irá se opor ao novo, enviando emissores para a sua mente parar com qualquer idéia inovadora. Use sua força e em hipótese alguma desista. Lembre-se que de inicio, o seu desejo deve se sobrepor ao vicio emocional que gera uma imensa rede de respostas neurais. - Você tem o poder de gerar novas sinapses em si mesmo por intermédio de foco e desejo intenso. Vale a pena mudar um padrão repetitivo e enviar ao seu cérebro um padrão de constante mudança com cheiro de aventura autoconsciente! Para que este processo se de com eficiência, a regra básica é a de não se distrair nem por um instante de seus objetivos. Esteja no foco a todo momento! Se você fizer isso constantemente, perceberá que dentro de você se abrirá um novo tipo de sensação confortante. Perceberá como você detém o poder de mudar a sua vida e a cada nova percepção, a sua auto-estima reforçada, robustecerá novas intenções deliberadas. A quebra de padrões repetitivos nos coloca em cheque para nos perguntarmos a todo o momento, quem desejamos ser e como. E perceber os ecos antigos que nos davam a sensação de uma identidade - com cuidado para não sucumbirmos no antigo - até que este eco se esvaeça totalmente e você se crie deliberadamente com total autonomia. Conceba esta possibilidade de existir e faça dos seus desejos e intenções ações conscientes de transformação pessoal. Você pode. Você merece. Lembre-se: - Quem trilha o caminho do autoconhecimento está sempre se transformando e já não fica no tédio de sempre repetir as mesmas experiências. (Frase do amigo Ricardo Chioro)
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