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:: Silvia Malamud :: Há quem diga que a vida não vale a pena de ser vivida, há quem diga também que tudo o que passamos aqui não passa de pura ilusão. A questão central parece ser não este tipo de percepção e sim o que leva as pessoas a se sentirem de modo tão avesso à própria escolha que fizeram ao mergulharem neste esquema tridimensional de experimentação, que é a nossa própria vida daqui da terra. Não adianta reclamar dizendo que não se pediu para nascer, pois todos os que estão aqui, na certa não estão por acaso. A vida não é um acidente de percurso. A vida é uma opção. Todos os que aqui estão, de uma maneira ou de outra, buscam se experimentar no melhor que estão podendo. Desistir nunca foi e nem nunca será solução para nada. Lamentar-se menos ainda. Atentem que a força gerada no lamentar-se também pode ser observada como um meio de vida. O mais importante de se perceber é que todos estes mecanismos são fatores preponderantes numa busca de se obter prazer na vida, mesmo que seja de um modo distorcido, como pelo sofrimento. Existem pessoas que só encontram a sensação do eu existo através do automartírio. Numa crença cega de que o prazer genuíno e a bem aventurança só serão passíveis de ocorrer no pós-morte... Será? O problema é que até hoje ninguém veio de lá confirmar esta crença. Viver bem e feliz começa aqui, posto que a única certeza que temos está no nosso agora e isso é tudo. Lembre-se de que você é o ponto central de sua existência e mostre a si mesmo que você é um ser em expansão, sem limites. Mostre a si mesmo que você é constituído da mais pura arte e que neste momento você é a síntese de seu próprio sistema criativo que é dinâmico por excelência. Somos arte em movimento, esta é a nossa principal característica, por isso a constante necessidade de auto-expressão. Ao caminharmos dentro deste enfoque existencial, em nossas sínteses de momento, sempre estaremos integrando o novo no antigo, fazendo uma releitura de cada momento experienciado. A nossa existência é uma aventura que deve ser levada a sério, porem de modo criativo, prazeroso e extremamente leve. Atente para situações penosas que você pode estar se auto-impondo. Observe a qualidade de vida que tem e lembre-se sempre de que você é o protagonista de todas as suas histórias e que estas não obrigatoriamente devem ser um drama. Você pode mudar o seu cenário.
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