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:: Vilma Ruho :: Procurando a chave da felicidade, corremos de um lado para o outro. Esperamos que tudo o que nos preocupa se resolva num passe de mágica e afirmamos que a vida seria tão diferente, se pelo menos fôssemos felizes. E, assim, uns fogem de casa para serem felizes e outros fogem para casa para serem felizes. Uns se casam para serem felizes; outros se divorciam para serem felizes. Uns fazem viagens caríssimas para serem felizes; outros trabalham além do normal para serem felizes. Nunca a Lua está ao alcance da mão. Nunca o fruto está maduro. Nunca o vinho está no ponto. Alegrias, sombras, lágrimas. Nunca estamos satisfeitos. Mas, há uma forma melhor de viver...... A partir do momento em que decidimos sermos felizes, nossa busca da felicidade chega ao fim. É quando percebemos que a felicidade não está na casa nova, no carro novo, naquela carreira, naquela pessoa e por incrível que pareça, jamais está à venda. Quando não conseguimos achar satisfação dentro de nós para ter alegria, estamos fadados à decepção, aborrecimentos, doenças. A felicidade não tem nada a ver com conseguir. Consiste em satisfazer-nos com o que temos e com o que não temos. Para um homem sábio, poucas coisas são necessárias para a felicidade. O pouco para ele satisfaz, ao mesmo tempo que nenhuma fortuna satisfaria a um inconformado. As necessidades de cada um de nós são poucas. Enquanto nós tivermos alguma coisa para fazer, alguém para amar, alguma coisa a esperar, seremos felizes. Saiba: A única fonte de felicidade está dentro de nós, e deve ser repartida. Repartir nossas alegrias é como espalhar perfumes sobre os outros: sempre algumas gotas acabam caindo sobre nós mesmos.
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