Quando a caneta mergulha para baixo, para o centro da terra, se concentra nas
coisas da terra e isso se conecta com a sobrevivência e as áreas
tangíveis pelos cinco sentidos. Tem a ver com o nosso lado instintivo
e animal.
Lembrando a trindade não podemos dizer que alto é bom e baixo
é ruim e que se o nosso traço mostra concentrações
de energia na zona inferior somos pessoas menos evoluídas. Podemos ser
artistas, atletas ou mil outras coisas de que o Universo precise.
As funções do animal e do ser material são fundamentais
ao nosso bem estar, mas as outras duas zonas devem ser mantidas em equilíbrio
para que o todo não sofra. O passarinho que não desça para
a terra seguramente não sobreviverá. Como seres humanos fomos
projetados para viver em todas as três zonas e precisamos daquilo que
elas tem a oferecer.
Mudanças bruscas na formação da zona inferior podem indicar
alterações na saúde da pessoa; distorções
dos traços inferiores estão relacionadas com frustração
física e dificuldades sexuais.
Ligações diretas com reais traumas físicos nos artos são
controversas, mas alguns grafologos insistem que doenças especificas
podem ser indicadas nas três zonas da escrita.
Zona inferior estendida (comprida)
Uma zona inferior que com ou sem alça apareça demasiadamente grande
com referência às outras zonas, mostra orientação
pela vida através do material, do tangível, e dos sentidos. Essa
pessoa será provavelmente intolerante com o misticismo e o idealismo
de outros seres.
Traços inferiores para a esquerda, especialmente quando muito grandes
mostram sensualidade.
Quanto mais forem reduzidos, para a direita ou encurtados teremos um bom grau
de autocontrole físico.
Tendências sexuais são um estudo a parte; o aumento da zona inferior
indica sobretudo que grande parte da energia da pessoa é dirigida para
apetites corporais ou expressão física.
A zona inferior diminuída (curta)
Se a zona inferior é pequena quando comparada com as outras duas, pouca
energia é expressa fisicamente.
Se os traços para baixo são fracos e se afunilam no fim das palavras,
teremos que o escrevente não tem interesse nos aspectos terrenos da vida.
Quando os traços inferiores forem terminados com as finais duras, como
que esmagadas, poderemos ter bloqueios de energia com risco de problemas de
saúde.
Vendo o traço como um impulso elétrico que vem do cérebro,
é fácil verificar como abruptamente a caneta se retira da zona
inferior, indicando pouco conforto no físico e predominância da
mente sobre o corpo, como que negando a si próprio o conforto ou a distração
do que é puramente material.
Muitas vezes, a correta consciência do corpo leva a aprecia-lo com plenitude
e permite melhorar o uso dele.
A grafologia faz o retrato da concentração das nossas energias.
