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:: Violaine Fourcroy :: A osteopatia é antes de mais nada a história de duas pessoas
extraordinárias: o doutor Arte, Ciência e Filosofia, a osteopatia repousa sobre bases simples. O fio de Ariadne do procedimento osteopático é encontrado numa frase muito simples: "Encontrem e suprimam a causa, então o efeito desaparecerá". O osteopata busca esta causa e a trata utilizando as mãos como utensílio de análise e de tratamento, através de seus conhecimentos profundos em anatomia e fisiologia, respeitando o princípio da unidade e da globalidade do ser, a relação mútua entre a estrutura e a função, e a capacidade de auto-cura do corpo humano. Quando o Dr. A.T.Still fundou a Escola Americana de Osteopatia em Kirksville (American School of Osteopathy), no Missouri, em 1892, o movimento ganhou uma grande extensão, sendo então reconhecido pelo que ela é realmente: uma verdadeira ciência médica e não um conjunto de técnicas, sejam elas vertebrais, viscerais ou cranianas. Um dos alunos do "Velho Doutor", o Dr. J.M .Littlejohn, voltou à Inglaterra para fundar a Escola Britânica de Osteopatia (The British School of Osteopathy), que constituiu a origem de toda a corrente osteopática européia. Mas foi necessário esperar até 1946 para que o Dr. W.G.Sutherland fundasse a Associação da Osteopatia Craniana, "que fez entrar o conceito do crânio no domínio das técnicas osteopáticas reconhecidas". Pouco antes de sua morte, o Dr. W.G.Sutherland fez o Dr. Harold Magoun, autor do livro " Osteopathy in the Cranial Field " (A Osteopatia no Campo Craniano: a bíblia da osteopatia craniana), prometer que ele iria introduzir a osteopatia craniana na Europa. O Dr. Magoun foi primeiro para a Inglaterra, mas os ingleses permaneceram fechados em suas técnicas de manipulação vertebral. Foi então na França, em 1964 que alguns osteopatas deram ouvidos à seus argumentos e acabaram dando origem ao constante desenvolvimento desta técnica neste país.
Regulamentada há mais de 50 anos nos Estados Unidos; reconhecida como profissão na Inglaterra desde 1993; em via de reconhecimento oficial na Bélgica, França, Suiça, Áustria; em pleno desenvolvimento na Itália, Alemanha, Holanda, Suécia, Dinamarca, Finlândia e Noruega; fazendo os primeiros passos na Espanha e Portugal e praticamente desconhecida no Brasil, a osteopatia responde à uma demanda da população, seduzida por sua simplicidade e eficácia. Esta simplicidade aparente, necessita de 6 anos de estudos e de muitas, muitas horas de trabalho pessoal para os alunos que pertençam à profissões médicas ou para-médicas: médicos, quinesiterapeutas, parteiras, ginecologistas, etc. Portanto, o osteopata não é um médico (ele não prescreves receitas) e não quer se tornar um. Ele é "Doutor em Osteopatia", consciente de suas competências e de seus limites. Na França, muitos osteopatas trabalham em conjunto com médicos, ortopedistas, pediatras, obstétras, ginecologistas, no maior respeito e tolerância, pelo benesse maior dos pacientes.
A vida toma as vezes alguns caminhos estranhos para nos levar lá onde devemos estar. Eu fui uma "Obstetriz" (Diploma médico de Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Paris V-1985), durante 7 anos num hospital no norte de Paris, onde tinha sob minha responsabilidade a sala de partos e onde eu praticava os partos normais, que representam mais de 90% dos partos na Europa. Em contato permanente com os recém-nascidos, seja na sala de parto ou nos dias imediatamente posteriores ao nascimento, me senti imediatamente sensibilizada pelo sofrimento e pelo mal-estar de alguns recém-nascidos. Impotente, mas tendo sido eu mesma e meus filhos tratados com a osteopatia, retomei o caminho da universidade, ao mesmo tempo que continuava meu trabalho, e obtive em 1993 o meu Diploma de Osteopatia e de Medicina Manual da Faculdade de Medicina de Bobigny-Paris Nord. Durante estes anos, eu havia estudado as técnicas vertebrais e viscerais,
mas não as técnicas cranianas. Então, ao mesmo tempo que
trabalhava em meu consultório em Paris como osteopata, retomei os estudos
de 3 anos em osteopatia craniana, com um aperfeiçoamento em osteopatia
geral no C.O.F. (Collège Ostéopathique Français). No Brasil há mais de dois anos, eu tenho atualmente somente um desejo para a osteopatia, e vocês podem adivinhar qual é...
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