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Revela√ß√Ķes  

Revela√ß√Ķes


:: Acid ::

Acredito que ter uma revela√ß√£o espiritual seja ao mesmo tempo uma d√°diva e uma tristeza. D√°diva de poder ver claramente aquilo que antes s√≥ era intu√≠do, ou ouvia falar. D√°diva de poder experimentar o gozo da lucidez, da unidade, de perceber detalhes da estrutura na qual voc√™ viveu a vida toda e nunca antes havia notado. E tristeza por saber que a maioria n√£o vai poder partilhar de sua descoberta, saber que a maioria estar√° imersa na ignor√Ęncia, sendo manipulada a se contentar com o "p√£o dormido" que mant√©m, mas n√£o nutre, n√£o desenvolve.

Quem acompanha o Meu Outro Blog j√° sabe da minha paix√£o por m√ļsica e imagem de alta qualidade, e quando eu descobri o DTS surround fiquei louco pra partilhar esta descoberta com o m√°ximo de pessoas, tipo "voc√™s acham que CD √© o m√°ximo da qualidade? Voc√™s nunca ouviram M√ļsica, assim como eu nunca tinha ouvido M√ļsica at√© ouvir algo em 5.1 DTS". Foi uma revela√ß√£o, n√£o do tipo espiritual, mas uma revela√ß√£o sonora. Da√≠ tiro o comportamento dos que t√™m revela√ß√Ķes espirituais de grande alcance, que procuram ao m√°ximo "converter" pessoas... O olhar de algu√©m que "achou Jesus" √© de puro j√ļbilo, de pura alegria, e a vontade dele √© que mais e mais pessoas compartilhem de sua alegria, afinal, √Č POSS√ćVEL ("Yes, we can!"). Geralmente esse tipo de a√ß√£o tende a ser reprimida socialmente, afinal n√£o √© todo mundo que gosta de ser impelido numa dire√ß√£o (eu mesmo n√£o gosto). Mas eu creio que a abordagem dos crentes n√£o √© das mais eficientes, e vou continuar utilizando o exemplo do DTS: Se eu vibro com a qualidade sonora desse formato, e quero compartilhar minha vibra√ß√£o com outras pessoas, vou esbarrar em uma s√©rie de dificuldades:
1¬ļ - Eu n√£o posso levar a m√ļsica at√© elas, porque depende de um aparato que inclui decoder, caixas de som (6 delas!), v√°rios softwares, etc. Com isso, a pessoa tem de estar PR√Č-DISPOSTA a ir at√© minha casa pra escutar m√ļsica de um artista que talvez ela nem goste.
2¬ļ - Uma vez em minha casa, tenho de faz√™-la sentar num ponto especial da sala (pois n√£o tem o mesmo efeito em toda parte) e coloc√°-la pra ouvir a m√ļsica em sil√™ncio, com aten√ß√£o, o que √© uma mudan√ßa de paradigma (Afinal, as pessoas normalmente n√£o ouvem m√ļsica com esse grau de comprometimento).
3¬ļ - Mesmo com tudo isso √© prov√°vel que ela n√£o note a diferen√ßa entre o DTS e um MP3, seja porque a audi√ß√£o est√° comprometida por anos de baladas, headfones e sons altos (que sabemos que destroem a sensibilidade para captar certas freq√ľ√™ncias) ou porque o ouvido n√£o foi "treinado" pra perceber certos sons. E a√≠ a pessoa vai dizer: "√© isso? legal, legal..." e sair dali pensando que sou ruim do ju√≠zo, que o fiz perder tempo, etc.

√Č geralmente nessas barreiras que a religi√£o esbarra. O seguidor pode estar animado como for, mas se ele chegar na fam√≠lia ou amigos falando das maravilhas de entendimento que alcan√ßou gra√ßas a determinada religi√£o, que p√īde se tornar uma outra pessoa, com uma nova vis√£o, todos v√£o achar √≥timo, mas v√£o ficar meio com um p√© atr√°s, tipo: "porque essa mudan√ßa toda? Ser√° que fizeram lavagem cerebral? Tem alguma coisa a√≠..." E os parentes e amigos v√£o at√© onde a pessoa transformada foi, ou v√™em de longe, colhem informa√ß√Ķes com terceiros, mas n√£o v√™em nada demais ali, naquele lugar, naquelas informa√ß√Ķes, e consideram a pessoa um caso de excentricidade (pra n√£o dizer loucura). O fiel perde o √≠mpeto inicial, se afasta do conv√≠vio familiar para procurar os "seus", e se fecha em sua revela√ß√£o. E a boiada segue.
Isso se d√° porque o "ouvido" espiritual das pessoas n√£o foi treinado pra perceber nuances religiosas. N√£o temos uma cultura religiosa rica, que deixe a forma de lado e se concentre no conte√ļdo. Sabemos mais ou menos que budismo √© a religi√£o do cara careca, islamismo √© do cara barbado de turbante, m√≥rmons s√£o os caras de gravatinha e que se vestem igual, cat√≥lico, anglicano e protestante √© tudo igual e os evang√©licos s√£o aqueles que andam com b√≠blia debaixo do bra√ßo gritando alto nas pra√ßas e incomodando os vizinhos com as cantorias nas igrejas. Esse √© o MP3 espiritual, √© tudo o que o cidad√£o m√©dio precisa pra viver e discernir em nossa sociedade. E tal "discernimento" s√≥ se aplica para, por exemplo, evitar cruzar o caminho de um isl√Ęmico, pois ele pode se explodir. Outros "ouvidos" ficaram insens√≠veis diante de tanto "som alto", de p√©ssima qualidade, que acabou danificando os "t√≠mpanos".

Jesus j√° advertia para os "ouvidos moucos" quando contou a par√°bola do semeador:

Eis que o semeador saiu a semear. e quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho, e vieram as aves e comeram. E outra parte caiu em lugares pedregosos, onde não havia muita terra: e logo nasceu, porque não tinha terra profunda; mas, saindo o sol, queimou-se e, por não ter raiz, secou-se. E outra caiu entre espinhos; e os espinhos cresceram e a sufocaram. Mas outra caiu em boa terra, e dava fruto, um a cem, outro a sessenta e outro a trinta por um. Quem tem ouvidos, ouça. (Mat 13:3-9)

Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e ouvindo, não ouvem nem entendem. E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, e de maneira alguma entendereis; e, vendo, vereis, e de maneira alguma percebereis. Porque o coração deste povo se endureceu, e com os ouvidos ouviram tardiamente, e fecharam os olhos, para que não vejam com os olhos, nem ouçam com os ouvidos, nem entendam com o coração, nem se convertam, e eu os cure. (Mat 13:13-15)

Ou seja, as par√°bolas funcionavam como um "Cavalo de tr√≥ia", adormecido dentro do "hardware", esperando um dia para ser REALIZADA (mais do que entendida). Por isso que a convers√£o se d√° de forma imprevis√≠vel e espont√Ęnea, e assim ser√° com todas as religi√Ķes, seja com as suras isl√Ęmicas - cujo conte√ļdo √© impenetr√°vel pra mentes que n√£o est√£o realmente interessadas - seja com os koans zen-budistas, seja com os ensinamentos sufi, enfim, todo progresso depende de um aprendizado, um desenvolvimento interno que possibilite a apreens√£o (mais do que compreens√£o) da mensagem.

No caso do DTS eu tive uma base musical bastante prop√≠cia, pois convivi com o LP (pra quem n√£o sabe, √© aquele bolach√£o preto de vinil). Poucos sabem, mas a gama sonora do LP √© muito superior a qualquer formato que a gente tenha hoje, pois √© anal√≥gico. Aprendemos a desvalorizar o anal√≥gico em favor do digital, mas o problema do anal√≥gico √© que n√£o t√≠nhamos equipamento (caro, diga-se de passagem) suficiente pra extrair qualidade do formato. O processo de prensagem do LP era tosco, o vinil era barato, a agulha era barata, o aparelho idem, enfim... mas ainda assim o LP se destaca por ter um som mais org√Ęnico, dif√≠cil de explicar. Isso se deve porque o som anal√≥gico atua nas mais diversas frequ√™ncias, at√© as que o ser humano n√£o √© capaz de ouvir, mas √© afetado por elas. No digital (CD) v√°rias freq√ľ√™ncias (especialmente as acima e abaixo do que podemos ouvir) s√£o eliminadas, e no MP3 de 128kbps s√£o cortadas 90% das informa√ß√Ķes sonoras (pra ficar com um tamanho de 10% do original), ou seja, as freq√ľ√™ncias originais s√£o trocadas por modelos ac√ļsticos, simulacros de baixos, baterias, voz, que um ouvido destreinado n√£o percebe. Quem conviveu com o LP e o CD sabe a diferen√ßa, sabe o que est√° trocando em favor da portabilidade, da praticidade, mas e quem j√° nasce na gera√ß√£o MP3, que vai viver na mais completa ignor√Ęncia do que √© uma M√ļsica (com M mai√ļsculo)? A coisa √© pior do que na caverna de Plat√£o, pois no conto pelo menos a inteira popula√ß√£o s√≥ conhece as sombras na parede, mas n√≥s conhecemos o "real" e optamos voluntariamente pela sombra, seja no MP3, seja nos JPGs de baixa compress√£o, seja no DIVX... estamos sub-utilizando nossos sentidos, estamos desprezando a beleza e a riqueza dos detalhes em favor da praticidade, tudo isso voltado pra uma sociedade de consumo fast-food, e isso se traduz em tudo, at√© nas rela√ß√Ķes. N√£o precisamos de um homem ou mulher para nos relacionar, nos envolver, basta um simulacro, um estere√≥tipo (e √†s vezes basta s√≥ uma roupa e maquiagem... n√£o √© mesmo, "Fen√īmeno"?). O virtual √© a palavra de ordem, mesmo que as coisas aconte√ßam aqui, no mundo f√≠sico.

Semana passada estava jantando, a TV do estabelecimento estava ligada e acabei assistindo a Malha√ß√£o e a novela das 6. O que mais me impressionou foi a atua√ß√£o afetada dos atores (todos eles!), que mais parecia que estavam entupidos de coca√≠na at√© o tampo, todos agitados, com movimentos exagerados e falando alto. Pela homogeneidade das atua√ß√Ķes (n√£o importando se era ator consagrado ou novato) cheguei √† conclus√£o de que se trata de algo planejado, estudado, pra atrair a aten√ß√£o de um certo p√ļblico, de uma certa faixa et√°ria. Nossos jovens (e n√£o t√£o jovens assim) j√° n√£o conseguem fixar a aten√ß√£o em algo "normal" (boring) e precisam cada vez de mais e mais est√≠mulo, assim como precisam de m√ļsica cada vez mais alta e barulhenta pra "agitar" nas festas, ou de outros estimulantes que n√£o o √°lcool ou mesmo os horm√īnios sexuais, tendo que apelar pra drogas de todo tipo.

Acho que pra muitos eu pare√ßo um velho falando, e talvez esteja me sentindo velho, mesmo. Valores como honra, lealdade e dec√™ncia, que ainda eram ensinados na minha gera√ß√£o, j√° foram para o brejo. Revendo os desenhos da minha inf√Ęncia encontro dezenas de valores morais ("n√£o desista de seus sonhos", ou "resista, resista com todas as suas for√ßas"), e olha que cresci na saudosa e politicamente incorreta d√©cada de 80, onde "Os Trapalh√Ķes" faziam piada com negros e nordestinos e "TV Pirata" consagrava Tonh√£o e Zeca Bordoada.

Mas o triste mesmo √© perceber que a coisa vai ficar cada vez pior. E nem √© coisa de velho ranzinza que tem lembran√ßas distorcidas do tempo em que se amarrava cachorro com lingui√ßa. √Č um fato constatado por qualquer um que a educa√ß√£o brasileira (diria at√© mundial) vai de mal a pior. Minha av√≥ estudou em escola p√ļblica, e teve uma excelente forma√ß√£o. Aprendia franc√™s, latim, piano, era incentivada √† poesia, √†s reda√ß√Ķes, bordado, enfim, ela teve a prepara√ß√£o de um ser humano integral. Minha m√£e j√° n√£o teve acesso a uma boa escola p√ļblica fundamental, mas beneficiou-se de uma excelente forma√ß√£o t√©cnica no n√≠vel superior. J√° eu, que estudei a maior parte da vida em escola particular, tive um ensino que foi uma piada, na escola p√ļblica. E a faculdade √© um desmantelo s√≥. Ou seja, atrav√©s de gera√ß√Ķes, ficou evidente o descaso do Estado para com o ensino, que √© uma das coisas mais importantes garantidas pela Constitui√ß√£o brasileira. Constitui√ß√£o esta que √© cada vez menos mencionada, pois n√£o √© interessante que o povo saiba que tem direitos (acabaram com aulas de Educa√ß√£o Moral e C√≠vica, com Filosofia, qualquer coisa que possa trazer uma luz de consci√™ncia e questionamento a esse mundo de trevas em que n√≥s vivemos.

Art. 6¬ļ - S√£o direitos sociais a educa√ß√£o, a sa√ļde, o trabalho, a moradia, o lazer, a seguran√ßa, a previd√™ncia social, a prote√ß√£o √† maternidade e √† inf√Ęncia, a assist√™ncia aos desamparados, na forma desta Constitui√ß√£o

E n√£o √© s√≥ educa√ß√£o: a sa√ļde nesse pa√≠s sempre foi tratada com desprezo, mas s√≥ se agrava com a forma√ß√£o dos m√©dicos, que cada vez mais se "especializam" e passam a tratar o paciente como um peda√ßo do corpo. Tente precisar da sa√ļde p√ļblica, que pagamos com o dinheiro dos nossos impostos, e voc√™ vai ser atendido num corredor de um hospital amontoado de outros doentes (alguns deles terminais). A moradia √© cada vez mais restrita, com pre√ßos exorbitantes que levam grande parte da popula√ß√£o a ficar literalmente marginalizada, formando conglomerados onde o Estado n√£o chega e impera a lei do c√£o. O que nos lembra da seguran√ßa (ou falta dela), que est√° sendo retirada progressivamente pelo Estado e posta nas m√£os de grupos privados. E estamos vendo tudo isso NESTA gera√ß√£o. Estamos como o sapo, que n√£o pula da √°gua quente se ela for aquecida aos poucos. Assistimos todo dia nos notici√°rios a not√≠cias escabrosas, sempre superadas por outras piores ainda, e acabamos por esperar qual vai ser a pr√≥xima como√ß√£o popular da semana, se vai ser outra crian√ßa jogada de um edif√≠cio ou um outro crime passional. Entre uma not√≠cia e outra vemos que os vereadores aumentaram seus sal√°rios em 20%, mas j√° estamos t√£o anestesiados com as not√≠cias ruins sobre nossos pol√≠ticos que n√£o atentamos para o fato de que nenhum sal√°rio de nenhum trabalhador do servi√ßo p√ļblico ou privado tem aumento de 20%. Novamente o povo prefere abdicar da informa√ß√£o em favor do MP3 das not√≠cias: r√°pido, indolor, e de prefer√™ncia acompanhado de algum coment√°rio divertido ou algu√©m que reclame por n√≥s (assim nos sentimos representados na sociedade).

A solu√ß√£o f√°cil pra isso n√£o existe. Revolta popular de 1 dia patrocinada pela Rede Globo n√£o adiantar√° (at√© porque n√£o interessa √† Rede Globo). Assim como um ouvido destreinado n√£o far√° quest√£o de mais do que um MP3, o povo n√£o abandonar√° seu estilo de vida, por n√£o ter um referencial, por n√£o ver a m... na qual est√° atolado at√© o pesco√ßo... afinal, ainda estamos respirando, n√£o estamos? Est√° bom assim. Sun Tzu, em seu livro "A arte da guerra", j√° dizia: "N√£o detenhas nenhum ex√©rcito que esteja a caminho de seu pa√≠s. Sob estas circunst√Ęncias, um advers√°rio lutar√° at√© a morte. H√° que deixar-lhe uma sa√≠da a um ex√©rcito cercado. Mostra-lhes uma maneira de salvar a vida para que n√£o estejam dispostos a lutar at√© a morte, e assim poder√°s aproveitar para atacar-lhes. N√£o pressiones um inimigo desesperado. Um animal esgotado seguir√° lutando, pois essa √© a lei da natureza". Nossos governantes sabem disso, e sempre deixar√£o uma brecha, sempre far√£o um paliativo ou encontrar√£o um bode expiat√≥rio pra extravasar nossa frustra√ß√£o, para que n√£o enlouque√ßamos e pressionemos os respons√°veis. O brasileiro √© acomodado por natureza, e isso facilita as coisas.

O texto abaixo é do filme Network, de 1976, dirigido por Sidney Lumet. Esta pérola esquecida voltou à tona graças ao documentário Zeitgeist, onde tem um brilhante trecho do filme. Há muitos outros discursos interessantes, contudentes e atuais, como esse que tem a ver com o post:

N√£o preciso lhes dizer que a coisa est√° feia. Todos sabem que est√° feia. √Č uma nova "depress√£o". Todo mundo desempregado ou com medo de perder o emprego; Um d√≥lar compra um quarto de d√≥lar; Os bancos est√£o quebrando; Balconistas guardam armas em baixo das registradoras; Punks vandalizando...
Ninguém em lugar nenhum parece saber o que fazer e não há fim para isso. Sabemos que o ar é insuficiente para respirarmos e a comida para nos alimentar.

Nos sentamos assistindo à nossa TV enquanto o apresentador nos diz que hoje tivemos 15 homicídios e 63 crimes violentos... Como se esse fosse o jeito que as coisas deveriam ser! Nós sabemos que as coisas estão ruins. Pior que ruim. Elas estão enlouquecendo. Tudo em todo lugar está ficando maluco. Então nós não saímos mais de casa. Nos sentamos dentro de nossas casas, e lentamente o mundo em que vivemos vai ficando menor.

Tudo o que dizemos é "Por favor, por favor, ao menos em nossas casas deixem-nos em paz. Deixe-me ter minha tostadeira, minha TV e minha calota cromada. Não direi nada. Só deixe-me em paz".

Pois eu não vou deixá-los em paz. Eu quero que vocês enlouqueçam! Eu não quero que vocês protestem ou façam um tumulto. Não escrevam para seu congressista. Porque não sei o que dizer pra vocês escreverem. Eu não sei o que fazer sobre a "depressão", a inflação, os russos e o crime nas ruas. Tudo que eu sei é que antes de tudo vocês têm que enlouquecer!

Vocês têm que dizer: "Eu sou um ser humano, diabos! Minha vida tem valor!"

Eu quero que voc√™s se levantem agora. Eu quero que todos voc√™s se levantem de suas cadeiras. Eu quero que se levantem e v√£o para suas janelas, abram-nas, enfiem suas cabe√ßas pra fora e gritem: "Eu enlouqueci e n√£o vou mais ag√ľentar isso!"

Abram elas, coloquem suas cabe√ßas pra fora e gritem: "Estou louco como o diabo e eu n√£o vou mais ag√ľentar isso!" Ent√£o voc√™s descobrir√£o o que fazer com a depress√£o e a crise do petr√≥leo. Primeiro, saiam de suas cadeiras, abram suas janelas, ponham suas cabe√ßas pra fora e gritem: "Eu enlouqueci totalmente e n√£o vou mais aturar isso!"

Mas antes nós temos que enlouquecer um pouco. Vocês têm que dizer "Estou louco, e não vou mais aturar isso!"

Esse post foi meio que motivado por uma epifania que tive quando, mexendo em meu computador, descobri uma configura√ß√£o de software que liberou um poder sonoro ainda maior para as minhas caixas ac√ļsticas. Ou seja, eu sub-utilizava minhas caixinhas por causa de uma limita√ß√£o de software que vinha configurada por padr√£o para a MAIORIA das caixas ac√ļsticas, ou seja, com uma gama de sons limitada. Eu nunca tinha atentado para o fato at√© hoje, quando resolvi fu√ßar nas configura√ß√Ķes e selecionei a op√ß√£o "full range". O som DTS passou de excelente pra impag√°vel e, uma vez aprendida com essa li√ß√£o, n√£o satisfeito em aperfei√ßoar, ainda descobri que desligando a op√ß√£o "upsampling pra 96kz/24-bit" (que teoricamente √© superior) o som fica ainda melhor. Ent√£o pensei: o quanto de limita√ß√Ķes em n√≥s n√£o se devem somente ao software que nos foi dado por default (padr√£o), com configura√ß√Ķes adaptadas √† MAIORIA e que ficam boas em n√≥s, mas poderia ser muito melhor se soub√©ssemos (quis√©ssemos) mexer nesse nosso software? A frase "Conhece a ti mesmo" ecoa em minha mente, seguida de "Todos s√£o Buda, s√≥ n√£o o percebem..."




 
 
Acid é uma pessoa legal e escreve o Blog (Saindo da Matrix).
"Não sou tão careta quanto pareço. Nem tão culto.
N√£o acredite em nada do que eu escrever.
Acredite em você mesmo e no seu coração."
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