site stats
Categorias: Almas Gêmeas Astrologia Corpo e Mente Espiritualidade Oráculos Psicologia Vidas Passadas

Imprimir
O mistério da vida nas cartas do Tarô - Parte 1  
O mistério da vida nas cartas do Tarô - Parte 1

:: Elisabeth Cavalcante ::

A verdadeira origem do tarô está encoberta por um véu de mistério. Um dos mais antigos relatos data do Egito antigo, onde, de acordo com a lenda, foram encontradas no altar do templo de Ptah, em Mênfis, imagens gravadas em pratos de ouro, que se assemelhavam a algumas das gravuras dos Arcanos Maiores do tarô.

A hipótese egípcia tem inúmeros seguidores ilustres, dentre os quais Éliphas Levy, Paul Christian, Papus, e outros. Na opinião de muitos, o tarô teve a sua origem no misterioso e há muito desaparecido Livro de Thoth, atribuído ao Deus da sabedoria secreta, Thoth, mais conhecido pelo seu nome grego, Hermes.

Diz-se que o mito possui mais autenticidade do que a história porque lida com as realidades eternas da alma, e não com os pálidos reflexos dessas realidades na tela ilusória do tempo.
Portanto, recorramos à tradição mística, para aprofundar-nos um pouco mais na história do tarô. A tradição conta que depois da destruição da grande biblioteca de Alexandria, e no início da Idade Média, alguns sábios que se reuniram na cidade Fez, no Marrocos, decidiram criar um meio pelo qual a sabedoria iniciática da Antiguidade pudesse ser preservada para as gerações futuras. Através de sua visão profética, eles sabiam que a igreja medieval destruiria tal projeto se ficasse aparente que ele continha idéias e símbolos contrários ao que era aceito como cristão ortodoxo.

Esses sábios também estavam cientes de que a ignorância imperaria durante muitos séculos e que, conseqüentemente, uma transmissão verbal ou escrita da sabedoria seria inútil. Os sábios, diz a lenda, resolveram então elaborar um livro de gravuras que escaparia à atenção dos inquisidores, e continuaria durante anos a fio a lembrar aos homens e às mulheres as verdades mais profundas da vida e o caráter essencial do seu próprio ser.

As cartas, que é provável terem sido feitas originalmente em metal ou couro, eram utilizadas como uma forma de jogo e de divertimento e, desse modo, eram apreciadas por muitas pessoas que não davam valor à filosofia ou ao misticismo.

Por volta do século XIV, as imagens do tarô haviam chegado à Itália, à Espanha e à França e foram levadas para outros países pelos ciganos, que parecem haver utilizado suas gravuras principalmente com a finalidade de tirar a sorte. Existem vagas indicações, contudo, de que imagens semelhantes às do tarô já circulavam em várias formas bem antes do século XIV.

O baralho completo do tarô consiste em setenta e oito cartas, que estão divididas em dois grupos. São as cinqüenta e seis cartas dos chamados Arcanos Menores e as vinte e duas cartas dos Arcanos Maiores, esses últimos também conhecidos como Trunfos Maiores

As cinqüenta e seis cartas dos Arcanos Menores representam a origem de nossas cartas de baralho modernas. Elas estão divididas em quatro naipes, Pentagramas (Ouros), Taças (Copas), Gládios (Espadas) e Bastões (Paus), cada um dos quais composto de dez cartas numeradas de um a dez e de quatro figuras, que são o Rei, a Rainha, o Cavaleiro e o Pajem. O baralho eliminou a carta do Cavaleiro nas figuras da corte.

Além disso, as vinte e duas cartas dos Arcanos Maiores foram totalmente suprimidas, com exceção do Curinga, uma forma deturpada do Louco encontrado nos Arcanos Maiores.
De um modo geral, podemos dizer que as cinqüenta e seis cartas dos Arcanos Menores representam o eu exterior ou a personalidade do homem, enquanto a vinte e duas cartas dos Arcanos Maiores simbolizam o reino secreto do eu interior ou a individualidade.

Os Arcanos Menores são elaborados com base nos números quatro e dez, uma vez que existem quatro naipes, com dez cartas numeradas e quatro figuras para cada um. Os Arcanos Maiores baseiam-se nos números três e sete, visto que as vinte e duas cartas podem ser divididas de forma mais proveitosa em três setenários mais a carta zero, que não pode ser classificada, ou 3 X 7 = 21+0.
Podemos observar também que cada naipe dos Arcanos Menores possui quatorze cartas, e que quatorze é o número que Helena Blavatzky fornece em A doutrina secreta, como representando a totalidade da manifestação: Duas vezes sete é a soma total.

Por outro lado, os números três e sete quando somados ao invés de multiplicados, resultam no número dez, que é o número das Sephiroth na Árvore da Vida cabalística. Isso poderá indicar que o princípio dos números três e sete da forma como é manifestado nos Arcanos Maiores descreve a estrutura dos poderes divinos nas coisas, enquanto que o princípio dos números quatro e dez, na forma como se apresenta nos Arcanos Menores, simboliza o aspecto natural, ou o aspecto criado, da existência. O primeiro se relaciona com a vida enquanto o segundo indica a forma.

Tendo em vista que o principal objetivo do tarô é facilitar o autoconhecimento, é necessário que olhemos as cartas principalmente sob o aspecto de sua correspondência com funções e princípios psicológicos dentro da psique humana.
Assim, as dez cartas numeradas e as quatro cartas com figuras dos naipes dos Arcanos Menores juntas correspondem às quatro funções da consciência, conforme foram descritas por Jung: sensação (Ouros), pensamento (Espadas), sentimento (Copas) e intuição (Bastões).
Ao mesmo tempo, devemos ter em mente que as vinte e duas cartas dos Arcanos Maiores representam as imagens primordiais, ou os arquétipos, dento do inconsciente coletivo.


Gostou?
Imprima este Artigo Envie para um Amigo Outros Artigos desse Autor Adicionar aos Favoritos.


Leia Também:
O mistério da vida nas cartas do Tarô - Parte 2
O mistério da vida nas cartas do Tarô - Parte 3
O mistério da vida nas cartas do Tarô - Parte 4



Elisabeth Cavalcante é Taróloga, Astróloga,
Consultora de I Ching e Terapeuta Floral.
Atende em São Paulo e para agendar uma consulta, envie um email.
Conheça o I-Ching
Email: elisabeth.cavalcante@gmail.com

+ Artigos deste autor

Os Mitos e o Tarô
Os Mitos e o Tarô
A Sabedoria Ancestral nas Cartas do Tarô
A Sabedoria Ancestral nas Cartas do Tarô
© Copyright - Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução dos textos aqui contidos sem a prévia autorização dos autores.

 

+ Lidos na Semana anterior
1. Vende-se grande amor. Peça já o seu!
2. Seu coração é burro?
3. Aprender a esperar
4. Existe a hora de plantar e existe a hora de colher
5. Chico Xavier e a França
6. Como aceitar as mudanças impostas pelo destino?
7. A Vida pode nos surpreender
8. Sonhos, uma versão de muitas realidades

Atendimentos On-Line
Consulta de Tarô via Skype
Consulta de Tarô via Skype
Consulta de I-Ching via e-mail
Consulta de I-Ching via e-mail
  Veja Mais

 
 
NOSSO TRABALHO
Quem Somos
Nossa Missão
Cadastro Gratuito
Anuncie no Site
Arquivo
Depoimentos
Colunistas
CATEGORIAS
Almas Gêmeas
Astrologia
Corpo e Mente
Espiritualidade
Oráculos
Psicologia
Vidas Passadas
LOJA E SERVIÇOS
Clube Profissional
Clube Semestral
Holos
Atendimentos Online
Cursos Online
Eventos
Serviços
Escolas Parceiras
SOBRE O CONTEUDO
Artigos publicados
Horóscopo Semanal
Blog Diário
Interativos e Oráculos
 
MUNDO
STUM World
Somos Todos Uno
Siamo Tutti Uno
MAIS
RSS
Tablet
Widgets
Celular 3G
Mapa do Site
Edições anteriores
Músicas
Ajuda
Descadastrar-se
Copyright 2000-2014 SOMOS TODOS UM - O SEU SITE DE AUTOCONHECIMENTO. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS