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A imagem de Deus  

A imagem de Deus


:: Elisabeth Cavalcante ::

CAPÍTULO 4 DAS LIÇÕES DO GUIA

No capítulo quatro do livro O caminho da auto-transformação, o Guia aborda um dos mais importantes temas a ser trabalhado pelo ser humano: a imagem de Deus.

Esta imagem não se refere a uma pintura ou estátua em que Deus seja retratado mas sim à imagem interior de Deus que cada ser humano carrega dentro de si.

De acordo com o Guia, as crianças experimentam o primeiro conflito com autoridade numa idade bastante precoce. Elas também aprendem, que Deus é a mais alta autoridade.

Portanto, não é surpreendente que as crianças projetem a sua experiência subjetiva com autoridade sobre a imagem a respeito de Deus. Uma imagem é formada e o que quer que a criança e, mais tarde o adulto, relacione com autoridade, a atitude dele ou dela para com Deus, será, muito provavelmente, colorida e influenciada por esta relação.

Crianças experimentam todas as formas de autoridade. Quando são proibidas de fazer algo de que gostam muito, elas experimentam autoridade como algo hostil. Quando a autoridade dos pais é indulgente com a criança, autoridade para ela será sentida como algo benigno.

Quando há predominância de um tipo de autoridade na infância, a reação a ela virá a ser a atitude inconsciente para com Deus. Em muitas circunstâncias, entretanto, as crianças experimentam uma mistura de ambas. Então, a combinação destes dois tipos de autoridade formará a sua imagem a respeito de Deus.

O grau em que uma criança experimenta medo e frustração será o mesmo grau de medo e frustração que ela inconscientemente sentirá com relação a Deus. Então Deus será visto com punitivo e severo, freqüentemente até mesmo como uma força injusta e desleal, com a qual uma pessoa deve lutar.

De acordo com o Guia, no trabalho do Caminho somos convidados a encontrar as reações emocionais que não correspondem a todos os nossos conceitos conscientes. Quanto menos conceitos inconscientes coincidirem com aqueles conscientes, maior será o choque quando a pessoa compreende a discrepância.

Todos estamos fadados a encontrar injustiça humana no curso da nossa vida, tanto na infância quanto na idade adulta. Se estas injustiças são perpetradas por pessoas que ocupam posição de autoridade, e são, portanto, inconscientemente associadas com Deus, a crença inconsciente na severa injustiça de Deus é fortalecida.

Tais experiências também intensificam o medo de Deus. Tudo isto forma uma imagem que, se melhor analisada, faz de Deus um monstro. Esse Deus, vivendo na sua mente inconsciente é realmente mais do que um Satã.

A sua alma está impregnada com similares conceitos errados? Se e quando um ser humano no seu processo de desenvolvimento se torna consciente de tal impressão, ele não entende que este conceito de Deus é falso e que Deus não é aquilo que é experimentado na psique. Então a pessoa se retira totalmente de Deus, não querendo a parte do monstro descoberto, pairando sobre a sua mente.

Isto é, muitas vezes, a verdadeira razão para o ateísmo de algumas pessoas. A retirada é tão errônea quanto o extremo oposto de temer a um Deus que é severo, injusto e cruel.

Sabemos que pais excessivamente indulgentes satisfazem todos os caprichos da criança. Eles não instilam na criança um senso de responsabilidade. A imagem de Deus resultante de tal condição pode, à primeira vista, estar mais próxima de um conceito verdadeiro de Deus – bom, amável, indulgente.

Isto induz a personalidade a, inconscientemente, pensar que uma pessoa pode escapar dos olhos de Deus, pode enganar a vida e esquivar-se de sua própria responsabilidade.

Iniciando desse modo, a criança sentirá muito menos medo. Mas uma vez que a vida não pode ser enganada, e o seu próprio plano de vida não pode ser escamoteado, esta atitude errada produzirá conflitos e então o medo será gerado por uma reação em cadeia de pensamentos, sentimentos e ações erradas. Uma confusão interior surgirá, uma vez que a vida real não corresponde à imagem inconsciente e ao conceito de um Deus indulgente.

Muitas subdivisões e combinações destas duas categorias, podem existir numa mesma alma. A imagem não apenas depende do tipo particular de autoridade predominantemente experimentada na infância, mas também das características que cada entidade espiritual individualmente trouxe para esta vida. Quanto mais a entidade já tiver desenvolvido muitos padrões de encarnações nessa área, menor será a influência da psique.

A imagem do Deus indulgente não é simplesmente adicionada à imagem do monstro, mas é freqüentemente uma reação e compensação para o conceito falso. A personalidade deve lutar entre estes dois conceitos, inconscientemente tentando achar qual é certo, e nunca vencendo a batalha porque ambos os conceitos são falsos.

É muito importante encontrar o que a sua imagem de Deus é. Esta imagem é básica e determina todas as outras atitudes, imagens e padrões por toda a sua vida.

A sua imagem de Deus reflete toda a escala entre os dois pólos opostos, - da desesperança e desespero, acreditando que o Universo é injusto -, para a auto-indulgência, rejeição da própria responsabilidade, e a expectativa de que Deus o favorecerá e mimará você. Agora a questão que surge é como dissolver semelhante imagem.

Primeiro você deve tornar-se plenamente consciente do conceito errado. Embora você deva estar consciente da imagem em algum grau, você não consegue reconhecer todas as implicações, efeitos e influências sobre a sua personalidade.

Este deve ser o primeiro passo. Você pode estar consciente de uma imagem, mas muitas vezes você não está consciente de que ela é falsa. Na sua concepção intelectual você está parcialmente convencido que a imagem-conclusão é correta.

Formule o conceito certo. Então estes dois conceitos podem ser comparados. Você precisa constantemente comparar o quanto ainda está desviado emocionalmente do conceito intelectual correto.

Faça isto calmamente, sem ansiedade ou raiva de si mesmo porque suas emoções não seguem seus pensamentos tão rapidamente quanto você gostaria.

Compreenda que suas emoções precisam de tempo para ajustar-se. Enquanto isso, faça tudo o que estiver em seu poder para dar-lhes a oportunidade de crescer. Isso é melhor alcançado pela constante observação e comparação entre o conceito certo e o errado.

Observe também sua resistência para mudar. O eu sombrio da personalidade humana é muito astuto. Seja sábio com ele.
As emoções resistentes não se preocupam se o conceito apropriado é óbvio ou não. Em ambos os casos elas encontrarão caminhos e significados para tentar esquivar-se de uma mudança interior de atitude.

Mas tão logo o seu entendimento Intelectual seja alcançado, você deve diferenciar entre os dois tipos de conceitos: aqueles que são óbvios se você pensar a respeito deles e os que requerem entendimento interno, iluminação interior que tem de ser alcançada, de modo a formular o conceito apropriado igualmente em seu intelecto.

O Guia nos ensina que rezar por reconhecimento é importante. Quando você reza, observe o quão sinceramente você deseja a resposta. Você deve respeitosamente rezar pelo reconhecimento de suas concepções erradas, mas no interior há um bloco de resistência que você pode sentir se procurá-lo.

Então, finalmente, você aprende que você mesmo obstrui a luz e a liberdade, não Deus. Então você pode começar argüindo com aquela parte em você que persiste em ser infantil e irracional.

Finalmente o conceito apropriado de Deus é percebido, esta é certamente uma das mais difíceis conscientizações de se alcançar, porque ela é a mais preciosa. O que quer que você imagine a esse respeito, é por aí que você deve começar.

Se você está convencido de injustiça, então é porque você não pode ver, factualmente, que esta convicção é errada. O remédio é encontrar na sua própria vida, como você tem causado acontecimentos que parecem inteiramente injustos.

Quanto mais você compreender a força magnética das imagens e a poderosa força de todas as correntes psicológicas inconscientes, melhor você compreenderá e experimentará a verdade destes ensinamentos e profundamente será convencido de que não há injustiça. Encontre a causa e o efeito de suas ações interiores e exteriores.

O Guia nos recorda ainda que se fizermos a metade do esforço que usualmente fazemos para achar as falhas dos outros, para reconhecer nossas próprias falhas, veremos a conexão de nossa própria lei de causa e efeito.

Perceberemos então que não é Deus, não são os fatos, não é um mundo ordenado injustamente, onde temos que sofrer as conseqüências das imperfeições de outras pessoas, mas a nossa ignorância, nosso medo, nosso orgulho e nosso egoísmo, que direta ou indiretamente, causam aquilo que estava distante demais para vir ao nosso encontro sem que o tivéssemos atraído.

A apropriada e construtiva atitude para com nossas próprias imperfeições é a chave para a dissolução deste e de todos os outros círculos viciosos que devemos cortar.

De acordo com o Guia, Deus é, entre muitas outras coisas, vida e força vital. Pense nessa força vital como uma corrente elétrica dotada de inteligência suprema. Esta “corrente elétrica” está em você, ao redor de você, fora de você. Esta corrente de poder é um importante aspecto de Deus.

As leis de Deus são feitas de modo a conduzir você finalmente para a luz e a felicidade, não importa o quanto você se desvie delas. O amor da lei, e portanto, de Deus, está também contido no fato de que Ele deixa você se desviar, se você quiser. Que você é feito à imagem e semelhança dele, significa, segundo o Guia, que você é completamente livre para escolher como desejar.

Pense em Deus como o Grande Poder Criador à sua disposição. Por essa razão, não é Deus que é injusto, como o seu inconsciente deve acreditar, mas sim o seu uso errado da corrente de poder à sua disposição.

Tente encontrar onde você tem abusado dessa corrente de poder e conecte estas instâncias com as injustiças das quais você se queixa. Você não tem idéia do que esta descoberta significará para você. Quanto maior for a sua resistência inicial para aceitar isso, maior será a sua vitória.

Você compreenderá completamente a maravilha da criação dessas leis que deixam você com o poder para criar a sua própria vida da maneira que desejar. Isto lhe dará confiança e o profundo e absoluto conhecimento de que você não tem nada a temer.

Reflita sobre a interpretação mística do Hexagrama I do I Ching, O CRIATIVO:

DEUS É O ESPÍRITO VIVO TODO-PODEROSO, A ÚNICA PRESENÇA, CAUSA, PODER E SUBSTÂNCIA. QUANDO VOCÊ SE JUNTA MENTALMENTE A ESSE PODER SUPREMO, ELE SE TORNA ATIVO E POTENTE EM SUA VIDA.

 
 
Elisabeth Cavalcante é Taróloga, Astróloga,
Consultora de I Ching e Terapeuta Floral.
Atende em São Paulo e para agendar uma consulta, envie um email.
Conheça o I-Ching
Email: elisabeth.cavalcante@gmail.com
 
 

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