Sofrimento psicológico do paciente com câncer. Psicologia o oncologia
Autor: Karin Veronica Teixeira da Silva - karinveronica@uol.com.br

Sofrimento psicológico do paciente com câncer. Psicologia o oncologia
O diagnóstico de uma doença grave é sempre um fator que quebra o equilíbrio homeostático e provoca desequilíbrio psicológico do individuo. O Câncer por suas características e pelo estígma imbuído na nossa sociedade, é uma das doenças que mais provoca um sofrimento psicológico concomitante com o sofrimento físico e orgânico originado pela doença.
Este acontecimento provocará um desequilíbrio nas várias representações do mundo imaginário do indivíduo. O diagnóstico de câncer, mesmo em estágios iniciais, é ameaçador. Em maior ou menor intensidade, porém, neste estágio, os pacientes querem falar sobre a doença, sobre o diagnóstico e qual será o tipo de tratamento. Quando o câncer já se encontra em um estágio mais avançado, o paciente tende a se isolar, desenvolvendo pensamentos ligados a morte e teme por ela; sua autoestima desaparece no meio de tanta dor, a confiança que é depositada no médico, se transforma em desesperança e o silêncio toma conta do ambiente que o paciente se encontra .
Essas realidades têm implicações na vida social e emocional dos pacientes. O medo de ser estigmatizado e rejeitado, ao tornar-se público um diagnóstico, aumentando sua preocupação com a possível propagação da doença, as alterações do estado psicológico da perda de cabelo pela quimioterapia, a incerteza sobre o futuro, a alteração na sexualidade, no relacionamento social, os filhos, os aspectos financeiros e enfim, toda vivência dentro do ambiente hospitalar fazem parte de uma grande variedade de indagações do paciente com câncer .
Uma pesquisa sobre o sofrimento psicológico de pacientes com câncer avançado, realizado através de uma entrevista semi-estruturada, com pacientes de ambos os sexos, constatou que os sujeitos sentem dificuldades em lidar com a falta de identidade e com a impessoalidade com que são tratados, dificuldades em solicitar ajuda, desejo intenso de morrer, sentem medo da dor, da mutilação, futuro da família e dependência. Os dados obtidos mostraram que é tarefa dos profissionais de saúde diminuir o sofrimento físico, psíquico, social e espiritual, favorecer autonomia e facilitar uma comunicação eficaz entre o paciente, família .
Há uma concordância entre três aspectos que podem estar diretamente relacionados ao desenvolvimento da doença psicológica do paciente, além da biológica já existente no sujeito tais como; a própria tendência biológica que poderá promover a distorção de pensamentos ligados diretamente a desesperança e a morte, os próprios pensamentos do sujeito que poderão se tornar disfuncionais associando-se a doença e o


Valor: Consulte


Karin Veronica é especialista em Neuropsicologia, trabalhando com Transtorno Afetivo Bipolar, Transtorno de Ansiedade, TOC,PÂNICO,TDAH,PSICOONCOLOGIA,STRESS. Trabalha com grupos semanais, trabalhando no stress através de técnicas de relaxamentos e hipnose. Trabalha com grupos de adolescentes. Orientação Profissional. Gerontologia
E-mail: karinveronica@uol.com.br
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