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A vida alheia nos interessa?  

A vida alheia nos interessa?


por Flávio Bastos - flaviolgb@terra.com.br

Em muitos casos, a energia da inveja e do ciúme que a pessoa carrega consigo desde tempos imemoriais, é a origem de seus males disseminados -via somatização- pelo corpo físico.

Sem emergir à luz da consciência, a raiz de seu sofrimento pode permanecer por tempo indeterminado a fustigar-lhe a razão e o senso de equilíbrio psíquico-espiritual.

Esta inconsciência que interfere na capacidade de discernimento e alimenta processos obsessivos de origem anímica e espiritual, é a porta de entrada de muitas doenças que afetam a saúde do indivíduo, levando-o ao entorpecimento das potencialidades que são inerentes ao ser humano.

Quando a vida alheia passa a nos interessar pelo seu lado negativo, é indicação de que estamos envolvidos por uma densa energia que age inconscientemente contra a nossa capacidade de expansão da consciência, que é a razão da vida como oportunidade de aprendizado e crescimento.

O falar "mal" do outrem, sem justificativa no sentido da busca pela verdade, é reproduzir o que a humanidade vem fazendo há milênios através da fofoca, calúnia, difamação e traição que levaram inocentes à morte ou a padecer níveis de sofrimento.

Sentir prazer em fomentar conflitos pessoais, dúvidas, suspeitas e constrangimentos, revela um caráter enredado em uma teia existencial cujo fio de origem encontra-se preso a um ciclo vicioso de característica obsessiva. Terreno fértil para a geração de energia deletéria que pode levar o indivíduo a severos desequilíbrios bio-psíquico-espirituais.

No entanto, quando o nosso interesse pela vida alheia é voltado para a ajuda ao próximo, sem segundas intenções, o caminho vital é iluminado pela luz da consciência que gera a energia do bem e a decorrente sensação de equilíbrio bio-psíquico-espiritual.

Somos o que os nossos pensamentos e atos projetam sobre o nosso corpo, mente e espírito. E o campo áurico é a nossa verdadeira identidade revelada -e exposta- à energia do universo.

Nesta direção, podemos viver uma vida enclausurada por sentimentos mesquinhos que limitam consideravelmente a nossa percepção sobre o que a vida tem de melhor: o amor como aprendizado e evolução.

Quando escolhemos a inveja e o ciúme como companheiros de jornada, tornamo-nos reféns de nossas próprias limitações em perceber a vida além do egoísmo fundamentado em valores materialistas.

Nas raízes de muitos desequilíbrios psíquicos, encontramos a inveja e o ciúme como alavanca de processos depressivos, crises de cólera (estresse) que levam à internações e surtos que oferecem risco a integridade física do outrem.

O autoconhecimento, ou seja, um melhor nível de conhecimento de si mesmo na relação com o próximo e com o mundo à nossa volta, é a melhor forma de cortarmos a sintonia com um passado que estimula-nos a pensar e praticar atos inconsequentes e danosos à saúde.

O despertar para o senso de auto-responsabilidade e responsabilidade sobre o que falamos e praticamos, representa o desenvolvimento da sensibilidade humana nas relações interpessoais. Sem a "marca" da sensibilidade em nosso comportamento social, a insensibilidade ganha força e terreno para agir entre as sombras da inconsciência.

Portanto, a vida alheia nos interessa? Sim e não. A resposta dependerá de nossas intenções reveladas à luz da consciência ou de nossas intenções inconscientes transferidas para o outrem em forma de inveja e ciúme.

Informa-nos um dito popular que "a inveja mata". Subjacente a esta sabedoria encontram-se as nossas tendências de caráter, ou seja, de natureza negativa que muitos males causaram à humanidade ao longo de sua história.

Tendências que podem ser individualmente alteradas com um melhor nível de lucidez e discernimento a partir de si mesmo. E quando ativamos o processo interno de alteração de nossas tendências negativas, é porque começamos a abdicar do egocentrismo em favor do bem comum e de um novo olhar sobre a vida.



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por Flávio Bastos - flaviolgb@terra.com.br   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Psicoterapia Holística, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
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