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Retorno aos reais caminhos espirituais  
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Retorno aos reais caminhos espirituais

por Teresa Cristina Pascotto


Após um longo período de desconexão e desorientação, a humanidade passou a retornar aos caminhos espirituais. Porém, após este período de retomada do espiritual, a mente humana foi se adaptando à espiritualidade, e começou a fazer uso desse poder em seu próprio benefício. A mente passou a racionalizar cada conceito espiritual que foi adquirindo ao longo deste período.
Assim, quem se espiritualizou não foi o ser humano como um todo, mas sim a mente. Foi a mente que assumiu a frente nesta jornada e tomou posse dos recursos espirituais que adquiriu, e passou a ser uma “mente espiritualizada”. A mente precisa sim ser conectada aos aspectos e poderes da espiritualidade, mas isto não quer dizer que a pessoa tem que ser um ser racionalmente espiritual.

A mente sempre toma a frente na batalha que trava contra a alma. O ego, como a entidade que “toma corpo” e representa a mente limitada, é o senhor de nossa vida. É o ego que está no comando deste pseudodesenvolvimento da mente e, portanto, da consciência. O ego continua querendo ser apenas um ser pensante, que comanda o poder da mente, que usa o corpo físico como veículo de acesso às suas necessidades, que bloqueia e deforma o corpo emocional e se apropria do corpo espiritual, comandando-o nos caminhos de abertura para a espiritualidade, mas somente para que isso possa dar mais poder à razão. O ego humano atual, aprecia e acredita no poder da espiritualidade, ele hoje sabe que não basta ter uma mente extremamente racional, com um intelecto muito desenvolvido, se a pessoa também não estiver munida de poderes espirituais que são provenientes dos conhecimentos e desenvolvimentos espirituais adquiridos.

Então o ego, quando entra em aflições e desequilíbrios variados em sua vida, sem ter outra alternativa, se lança nos caminhos do autoconhecimento que hoje, para um grande número de pessoas, se faz juntamente com os caminhos espirituais que dão base e poder ao autoconhecimento. Portanto, neste processo, o ego participa ativamente do conhecimento que adquire sobre os seus conteúdos ocultos e também sobre as verdades divinas da vida espiritual e superior. Neste processo ele permite que a mente se “encha” de conhecimentos sagrados e de autoconhecimento, mas sua intenção nunca é no sentido de partir para a autotransformação, e sim, para ter cada vez mais poder mental – racional –, a partir dos poderes adquiridos pela mente no processo de conhecimento e devida racionalização de “cada palavra” que leu e ouviu sobre a espiritualidade como um todo.

A mente humana então se transformou numa mente racionalmente espiritual ou espiritualmente racional. Tudo foi conduzido pelo ego, no sentido de tirar a pessoa dos processos de elevação e de expansão de consciência para a devida transcendência. O ego somente permitiu que a pessoa seguisse essa jornada e vivesse essas experiências divinas, profundas e elevadas, para ter conhecimento dessas realidades paralelas e ocultas, e para poder assumir o poder dos recursos adquiridos nestes caminhos. O ego se tornou ganancioso no que diz respeito ao poder espiritual, principalmente no que diz respeito ao poder dos dons naturais e potencialidades sagradas que a pessoa traz em si e naturalmente também desenvolve ao longo desta jornada espiritual, mesmo que de forma racional.

* Quero esclarecer que quando repito algumas informações em um texto (e isso ocorre com frequência), é algo que faço natural e intuitivamente, porque sinto e sei – sem pensar sobre isso -, que todo ego faz de tudo para desviar a atenção da pessoa sobre os aspectos que mais lhe causam prejuízos, assim, naturalmente ao discorrer sobre um tema, falo de várias maneiras sobre a mesma questão, para prender o ego, para que ele não tenha como fugir do foco fundamental dos aspectos que sua alma deseja que ele tome consciência.

Quanto mais o ego foi racionalizando a espiritualidade, mais ele foi se afastando da verdadeira essência espiritual. Hoje, para inúmeras pessoas (mais do que possam imaginar, é quase a totalidade delas, inclusive ‘provavelmente’ você, pois não é à toa que chegou a este texto...), a experiência espiritual não passa de um caminho racional disfarçado de espiritual. Um exemplo disso é a meditação, que é uma ferramenta poderosa para os caminhos espirituais de retorno ao poder da consciência e não da razão, é usada pela grande maioria das pessoas como ferramenta de poder mental. As pessoas usam a meditação para fugirem de si mesmas, “subindo para o espiritual”, para não terem que “descer no seu inconsciente” e, com isso, não terem que confrontar sua realidade oculta no inconsciente, para se fingirem de “santos que buscam a espiritualidade” (dentre outras intenções de egos). Mas muito mais do que isso, usam para criar um “silêncio na mente”, porque descobriram que ao silenciá-la, ela se torna mais poderosamente espiritual, para ser mais inteligente e racional! Muitos, ao lerem isto poderão negar que fazem isso, mas se forem honestos consigo mesmos e se permitirem acessar essa verdade, ficarão chocados em descobrir que usam a meditação exatamente para esse fim.

A mente ficou “gulosa” por conhecimento, ficou viciada em conhecer mais verdades sagradas (para nada fazer de sagrado realmente com elas) e em ter até mais conhecimento de seus conteúdos sombrios, não com a intenção do ego em usar isto para se modificar, mas sim para usar isso para aprimorar seus aspectos sombrios, usando-os como ferramentas de poder para alcançar seus objetivos. Tudo a partir de uma racionalização, mesmo que seja de forma inconsciente.

Existem pessoas que ao conhecerem os poderes ocultos (são poderes da alma, usados de forma distorcida e para “fazer o mal” e/ou para obter vantagens sobre os outros) que usam para dominar e manipular o mundo, ao invés de aproveitarem o choque do desconforto que experimentam quando conhecem essa verdade, para então terem a intenção de se corrigirem, passam inconscientemente a aprimorar ainda mais esses recursos de poder, usados de forma distorcida e mesquinha pelo ego e pela identidade secreta que domina o inconsciente, para então fazerem ainda mais manipulações e obterem ainda mais benefícios dos outros. Seria como se o ego, ao saber que ocultamente, “vampiriza energeticamente” os outros, ao invés de tomar a decisão de fazer de tudo para parar de vampirizar, ele toma a decisão de se aprimorar na performance de vampiro, pois entende que se ao vampirizar a energia dos outros, ele conquistou “boas coisas” em sua vida, sendo inconsciente, imagina o quanto poderá gerar de poder em sua vida, usando esses recursos com mais propriedade e aprimoramento, agora que é consciente!

Atendo pessoas que são tão racionais – não há nenhuma crítica aqui, somente um relato sem nenhuma outra intenção que não seja para ajudar a esclarecer este tema – que vão às suas consultas com “fome de conhecimentos”, têm um apetite voraz por conhecimento, principalmente os "superiores", querem ter o poder do conhecimento sagrado. Mesmo que eu esteja fazendo uma leitura profunda do seu inconsciente, p.ex., de um aspecto “maligno” do seu ser, percebo nelas, em sua frequência, que estão “saboreando e mastigando prazerosamente” cada palavra. E fazem o mesmo quando estou fazendo a leitura de outros aspectos de seu ser, como do seu lado “vítima” ou de seu lado divino e sagrado. Existem algumas que querem gravar as consultas, mas não para depois perceberem as frequências dos poderes sutis de cada elemento abordado, para um trabalho de expansão de consciência e autotransformação, mas sim para racionalizarem com mais precisão tudo o que foi manifestado pela palavra, na tentativa de extraírem dos conteúdos expressos pelas minhas palavras, algo que escapou ao seu ego durante a consulta, porque ele estava muito ocupado em tentar manipular as energias do momento, na intenção de explorar os mais poderosos potenciais e extrair para seu próprio uso e, também, na intenção de desviar minha atenção – mas não consegue – para que eu “não veja o que ele tanto quer esconder”. Por conta dessa luta que o ego cria, ele desvia muita energia e atenção para esse fim e acaba não conseguindo estar atento o suficiente para racionalizar cada palavra que manifesto, a partir da leitura que faço dentro de cada dimensão da pessoa que sua alma direciona para que eu “adentre”. Isto só traz sofrimento para o ego.

Apesar disto parecer que então a pessoa “perde” os conteúdos preciosos que foram manifestados, ao contrário, a luta do ego favorece a alma, pois essa luta não impede que os caminhos propostos pela alma sejam trilhados e, assim, todos os trabalhos que realizo nos planos sutis e todas as palavras manifestadas com as informações que a alma da pessoa quer que eu transmita, enquanto o ego está distraído em suas pretensas manipulações, os recursos utilizados e as informações manifestadas pelo poder da palavras, são “inseridos” diretamente nos níveis de consciência da pessoa, sem que seu ego possa controlar e sabotar. E, principalmente, sem que possa racionalizar totalmente da forma que deseja. Esta inserção de recursos, frequências e vibração da palavra, por si só, já contém poderosas ferramentas de cura.

Muitas vezes a pessoa poderá sair da consulta “confusa, com tontura ou atordoada”. Isto se deve ao desespero do ego, por não conseguir “entender tudo racionalmente” e não conseguir ter recursos racionalmente “palpáveis” para então “fazer a mágica” para consertar sua vida. A alma “sai” satisfeita, mas o ego sai frustrado e desorientado.

Mesmo que um ego já esteja mais adaptado ao processo e resista menos, deixando a pessoa mais presente e, com isso, a pessoa consiga prestar atenção a cada palavra e racionalize todas as informações, ainda assim o mesmo processo de inserção ocorrerá.

Independentemente dos caminhos de autoconhecimento (e terapêuticos) que a pessoa faça, e mesmo que de outras tantas maneiras haja a possibilidade de inserção dos poderes das informações que a alma da pessoa necessita, ainda assim, o ego lutará contra e tentará pegar cada fragmento de informação que conseguiu racionalizar e formará a sua estrutura racional de seu processo. Ele fará de tudo para se afastar cada vez mais do poder da espiritualidade manifestada em sua jornada e para criar o maior poder espiritualmente racional. Isto para poder ter controle sobre sua vida, para controlar cada passo no caminho do autoconhecimento aliado à espiritualidade, e para poder ter ferramentas “mágicas” para criar a vida que ele idealizou.

Quanto mais a pessoa adquire de conhecimentos superiores e quanto mais ela deixa todo este poder nas mãos do racionalismo do ego, mais ela se distancia da essência inicial de sua jornada, da essência espiritual da jornada planejada por sua alma.

O resultado disso? Perturbações graves. Sim, ao invés destas pessoas se sentirem mais serenas, pelo poder adquirido em sua jornada (pseudo) espiritual, que deveria ocorrer no sentido de expandir cada vez mais sua consciência e criar uma maior comunhão com a mente, elas fizeram o caminho contrário, aprenderam a expandir a consciência em meditações ou terapêuticas, para depois “puxarem-na” para um estreitamento, para inserção e confinamento “dentro do contexto mental”. Seria o mesmo que dizer que o ego permite que a pessoa expanda sua consciência nos momentos adequados a isso, para imediatamente após, poder puxar a consciência para dentro da mente, trancando-a nesse “lugar” limitado. A mente “se enche” de consciência, ao invés de a consciência se expandir e ter poder, para permear a mente, sendo seu sopro de inteligência sagrada. A consciência passa a ser “rasgada, triturada e mastigada” pela limitada mente racional, na tentativa insana e desesperada de extrair o néctar, o poder sagrado da consciência divina que a pessoa contém. Como isto é impossível, a única coisa que o ego consegue é um racionalismo consciencial precário, uma caricatura da essência da consciência divina da pessoa, que não serve para nada e nenhuma cura real traz para a vida da pessoa. O resultado? O ego fica irado achando que foi enganado ao ser seduzido pelos caminhos espirituais – e pela própria espiritualidade -, pois achou que após sua jornada, a este ponto dela, já teria poderes suficientes para transformar sua vida em pura alegria e satisfação. Mas ao invés disso, conquista uma vida de mais sofrimento, frustração e fracasso.

A responsabilidade deste resultado é do ego. Se ele não teimasse em ser um “exímio pensador”, que tudo sabe, que é dono da verdade e que tem tudo sob controle em sua vida e na vida dos outros, ele não teria desviado o poder da essência dos caminhos espirituais, para um atalho medíocre e ilusório, da espiritualidade racionalizável e controlável. E o resultado hoje seria de maior satisfação e de aceitação da vida como ela é, para então ter discernimento e sabedoria para poder tomar decisões adequadas, de acordo com os planos de sua alma, para cada passo de sua jornada de vida.

Assim, a partir do sofrimento o ego adentrou os caminhos espirituais e, pelo racionalismo exagerado, se perdeu e se desviou totalmente desse caminho, entrando num caminho de mais sofrimento, pois o sofrimento quando somos inconscientes é suportável, mas o sofrimento após a tomada de maior consciência é muito mais doloroso e insuportável. E somente porque a teimosia do ego levou a pessoa ao sofrimento insuportável, é que o ego se renderá e sairá da trilha falsa, do desvio, e voltará novamente para a trilha original da espiritualidade sagrada, mas num ponto mais à frente do que quando iniciou. Mesmo com todas as lutas e desvios de poder da alma para si, ainda assim, houve progresso, seria o mesmo que dizer que os caminhos dos desvios do ego, estavam fora da trilha original, obviamente, porém, aconteceram paralelamente à trilha original. Mesmo nas distorções, houve avanços na jornada – a alma aproveita tudo, mesmo as mais graves deformidades que o ego cria para sabotá-la -, o que significa que na retomada do real caminho espiritual, o ego estará (para seu horror! Tanta manobra para nada!) no nível que deveria estar se tivesse conservado seus passos na trilha original da alma.

Se houver consciência e sabedoria, a pessoa então poderá conquistar uma espiritualidade sagrada e saudável, em ressonância com as frequências de sua alma, para poder permear a mente e transmitir para ela os códigos sagrados para a cura das deformidades da mente, criadas pelo ego, para então a mente poder ser um veículo sagrado para a expressão humana da alma.

Sugiro que você reflita sobre estas verdades, com humildade e honestidade, para que possa perceber o quanto seu sofrimento atual é proveniente das manobras insanas e dominadoras do seu ego. Somente tendo a constatação disto, você poderá iniciar uma nova etapa em sua jornada espiritual, retomando o caminho para a real espiritualidade, voltando a ser um ser consciente, que tem uma mente adequada e equalizada à sua consciência, e um ser essencialmente espiritual.

Após esta constatação – a tomada de consciência é sempre o passo fundamental para qualquer caminho de cura -, você expandirá suas percepções a respeito de seu ego e, pedindo ajuda à sua alma, poderá ter guiança e intuições a respeito dos próximos passos ou dos próximos recursos que te conduzirão ou te darão dicas dos próximos passos em sua jornada verdadeiramente espiritual. Com sua intenção, desenvolva sua intuição e aprenda a segui-la, isto te ajudará a ser cada vez menos racional e cada vez mais espiritual.

Texto Revisado



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Autor: Teresa Cristina Pascotto   
Atuo a partir de meus dons naturais, sou sensitiva, possuo uma capacidade de percepção extrassensorial em níveis transcendes. Desenvolvi a Terapia Transcendente, a qual objetiva conduzir à Cura Real e à libertação integral do ser. Sou uma pesquisadora do inconsciente profundo, para descobrir seus mistérios e as chaves para a libertação real. 
E-mail: crispascotto@hotmail.com
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Publicado em 06/02/2016

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