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ENTRE VIRTUDES E DEFEITOS - Parte II  
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ENTRE VIRTUDES E DEFEITOS - Parte II

por Maísa Intelisano


Acontece que as religiões, manifestações humanas que são, nunca foram perfeitas e, influenciadas pelas culturas e a época em que surgiram, acabaram por dar às virtudes definições e conceituações distorcidas, exarcerbando suas características, tornando-as inacessíveis, difíceis de serem vivenciadas pelas pessoas comuns, transformando-as em coisas para santos, anjos, iluminados, avatares, missionários, iniciados, etc.

Assim, as Religiões falham e não conseguem explicar e dar um fim ao conflito vivido pelo homem, aliviando o desconforto espiritual em que vive. O homem perde o interesse pelas virtudes e por tudo o que é espiritual, e volta ao seu passado materialista.

As igrejas, por sua vez, criadas e habitadas por homens também em conflito, tanto quanto o próprio povo que tentam orientar, receosas de perder o controle sobre seus fiéis, criam mecanismos e leis que só fazem aumentar a culpa, o medo e o constrangimento da consciência humana. Apontam defeitos sem ensinar como cultivar virtudes. Acusam fiéis sem lhes dar o verdadeiro perdão, o perdão que vem de suas próprias consciências. Desse modo, as virtudes, além de não serem compreendidas, ainda são desvalorizadas, ridicularizadas e praticamente esquecidas, sendo consideradas utopias, coisas de gente ingênua, crédula e ignorante.

O homem, cansado de ir e vir, continua lutando consigo mesmo, percebendo que existe algo errado, mas sem saber como corrigir. É nesse estágio em que se encontra hoje a humanidade. O homem moderno, pelo excesso de materialismo, perdeu a referência divina de sua própria criação e, ao mesmo tempo, não se contenta mais apenas com a referência violenta e animalizada de seu passado. Ele não quer voltar a ser o que foi e ainda não conseguiu enxergar ou entender o que deve vir a ser, ou o que está destinado a ser. Com a falta de compreensão de sua natureza divina e as distorções criadas com o passar dos séculos, o homem continua a agir de forma equivocada, manifestando defeitos que não são dele e que se tornam cada mais evidentes para si próprio.

Mas e o que são, então, os defeitos? Nada mais que manifestações da ignorância humana em relação à natureza divina do homem, agressões a essa natureza virtuosa latente com que foi criado desde o princípio, agressões à sua própria consciência.

Uma vez que as virtudes são parte de sua natureza - aspectos naturais de seu caráter, potenciais divinos em todos nós para o nosso sucesso e plenitude espirituais - o homem entende que o único caminho natural para a sua felicidade é a prática constante e consciente dessas virtudes, pois com essa prática cessam o conflito, o desconforto, a insatisfação.

E o que são as virtudes? Virtudes são atributos divinos colocados em estado latente em todo ser humano, no momento de sua criação, para fortalecê-lo em sua caminhada rumo ao progresso espiritual, reconduzindo-o à posse de sua natureza divina, libertando-o de seu passado de ilusões, distorções e enganos.

A nossa atitude natural, portanto, deve ser cultivar virtudes e não combater defeitos. Cultivando virtudes, os defeitos naturalmente deixarão de existir, de forma gradativa, pois eles não são partes de nós. São apenas manifestações de nossa ignorância em relação à nossa natureza, à nossa origem divina, são reflexos da nossa agressão às nossas características naturais latentes: as virtudes. Essas, sim, partes da nossa essência original.

Mas é importante que essa prática não se transforme em obsessão, pois poderia levar a um dos defeitos mais graves: o fanatismo. A busca das virtudes deve ser natural, gradativa, sem sofrimento, sem sacrifícios, sem exigências. O que não quer dizer que não implique algum desapego, algum esforço.

Para realmente assumirmos a nossa natureza virtuosa será necessário abrirmos mão de alguns interesses pessoais, alguns apegos, algumas crenças arraigadas, alguns preconceitos, mas tudo de forma natural, sem que nada seja forçado ou imposto. Sem que nos tornemos fanáticos obsecados por nossa própria transformação.

Também não podemos, na ânsia de assumir o comando de nossas virtudes, virar as costas aos defeitos que existem, dentro ou fora de nós. A melhor forma de evitar um obstáculo ou perigo real é conhecê-lo, saber onde está, como é, como se comporta, quando se manifesta, como age, etc. Devemos, portanto, conhecer os nossos defeitos, reais e potenciais, para melhor saber que virtudes cultivar no sentido de superá-los, e não simplesmente evitá-los a cada vez que ameacem se manifestar.

Aceitar os próprios defeitos com naturalidade sem se decepcionar ou desanimar. Eis aí uma forma serena e realista de lidar com o nosso lado sombrio. Precisamos entender que os nossos defeitos são características naturais do estágio em que nos encontramos agora. Precisamos deles, precisamos manifestá-los para que possamos nos compreender e conhecer melhor, saber quais são nossas maiores necessidades. Foi por meio de nossos defeitos, percebidos consciente ou inconscientemente, que chegamos até aqui e iniciamos o trabalho em busca de algo melhor, de paz de espírito, de esclarecimento, de algo mais. Vamos, portanto, agradecê-los, pois eles é que têm sido, na verdade, os nossos maiores guias nesta imensa e linda jornada chamada vida.


Texto revisado por Cris



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Autor: Maísa Intelisano   
Psicoterapeuta complementar com formação em Terapia Regressiva, Abordagem Transpessoal, Florais de Bach, Reiki II e Bioeletrografia, com consultório em São Paulo. Fundadora e presidente do Instituto ARCA, mantém também cursos práticos de bioenergias, estados ampliados de consciência e mediunidade. Saiba mais em www.maisaintelisano.com.br. 
E-mail: maisa@maisaintelisano.com.br
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Publicado em 2/12/2006

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