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Cura dos Afetos  
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Cura dos Afetos

por Paulo Rubens Nascimento Sousa


Se os seus pais verdadeiramente amaram um ao outro, desejaram você e o criaram até a puberdade com um fluxo de amor incondicional e não-possesivo, desta experiência então, você estabelece sua relação com o amor, e vai nisto buscar as formas de ser amado. Você se sente então preenchido e desfruta de autoestima e autossatisfação. Você não cria impedimentos à sua própria realização e desempenho. Você vai aceitar seus pais por eles serem quem realmente são e não manter ressentimentos conscientes ou inconscientes contra eles. Você desfruta de relações profundas, duradouras e satisfatórias. Você sempre age com o coração, com segurança e espontaneidade. Você vai refletir na vida adulta toda sua vivência em relação ao amor de seus pais e o reflexo disto em você. Esta é sua marca no amor e vai ser através deste olhar que você vai ver a vida, e assim tecer suas experiências e busca de afeto, que pode ser em relação de amor de Tânatos ou de Eros. Amores de morte, autodestruição; ou amores de vida, de transformação. E assim vamos levar, pela vida afora, nossa forma de nos relacionar com a vida ou com a morte, a partir desta marca do amor em nossas vidas.

Refletindo a sua situação como criança, totalmente dependente de seus pais ou seus substitutos, como você se sentia perante o poder e a sua impotência infantil frente à forma de seus pais ou tutores o faziam se sentir amada ou insegura, invadida, violentada na sua maneira de ser cuidada por seus pais.
Toda criança tem uma vida muito difícil, seja rica, seja pobre, ela está num mundo novo em que ela não criou; do seu ponto de vista, ela é controlada por pessoas grandes e poderosas que são incompreensivas para ela, inconsistentes, assustadoras, hipócritas, frias, negligentes e em muitos casos, abusivas, brutas e violentas. A criança vive sob uma perspectiva limitada. Ela acredita que os adultos e seus pais estão sempre fazendo a coisa certa, e aprende para a vida que aqueles sentimentos primevos que ela sentiu na sua primeira infância, vinda de seus pais e de adultos ao seu redor, serão a visão com as quais ela formará sua ideia de si e do mundo, e vai ser com esta ideia que ela vai se relacionar pelo resto da vida. Assim, vamos dar o que recebemos em nossa infância, vamos dar amor se tivermos recebido amor. Os adultos são os donos do mundo, da verdade, logo, tudo o que os adultos fazem é o correto, é verdadeiro e é o que a criança vai reproduzir na vida adulta.

Nossos problemas de vida são o resultado desta distorção com o que a vida realmente se apresenta nos seus mais variados setores de nossa existência humana. Desta maneira, todos os nossos problemas se formaram desde a hora de nossa concepção, e vamos ser o resultado daquilo, ou seja, do desejo que uniu os nossos pais naquele momento de nossa concepção. Se os pais se amam, é bem provável que eles vão criar bem estes filhos até a puberdade, com aprovação incondicional e com um incessante fluir de amor não-possesivo e não-sufocante, contribuindo com nossa estima e autoimagem, evitando uma distorção em nossa maneira de ver o amor e nas formas de sermos amados.  A criança vê em sua totalidade o que não vemos mais, o que escondemos de nós mesmos e com esta forma dela se relacionar com o amor inicial de seus pais, ela vai levar para as suas relações com a vida, seja na área financeira, das amizades, da profissão, dos afetos, a sua forma de amar segundo a sua experiência com seus pais, buscando nas relações formas em que se sintam dignas ou indignas de serem amadas.

Muitas vezes o que os pais dão aos seus filhos não é o que aparenta ser. Muitas pessoas aparentam ser mães amorosas, dando como provas inúmeros sacrifícios, gestos de amor, sacrifícios mascarados em tempo e dinheiro, quando muitas vezes por trás são gestos nefastos contra a formação da identidade da criança, como vemos no caso de mães alienadoras, que criam toda uma realidade falsa e distorcida para a criança em relação ao pai ou sua situação real de vida, cobrindo-a de amor e de gestos sacrificiais em seu favor, mas no fundo abusa e aliena aquela criança de seus verdadeiros afetos parentais. Muitas crianças têm pais presentes e muitas vezes ausentes emocionalmente, o resultado é o mesmo. Com abandono físico ou não, você não recebeu o fluxo consistente do amor incondicional de seus pais que atuaria no seu processo de formação humana.  Por isso muitas vezes você sente que não merece amor. Foi assim que surgiu o seu sentimento de baixa autoestima e de invalidação em sua vida. A sua capacidade de amar foi violada pelo flagelo da saúde mental de seus pais, ou que não sabiam lhe dar amor, porque era aquilo que eles haviam recebido ou não se amavam o suficiente para lhe desejar, lhe amar e cuidar num fluxo de amor natural entre ambos. Não importa o quanto as coisas e a vida financeira dos seus pais vão indo bem, o que importa é o fluxo do amor em sua vida.

A origem da palavra latina affectus significa disposição, estar inclinado a; a raiz vem de afficere que corresponde a "afetar" e significa fazer algo a alguém, influir sobre; isto quer dizer, aquilo que influi ao que me predisponho hoje, ao que amo, ao que desejo. Desta maneira é que formamos a nossa personalidade, nossa afetação, aquilo que nos afeta a alma. Enquanto você não consegue inventariar e processar sua tripulação interior, seus símbolos e significados, você vai estar fadado a repetir padrões e comportamentos compulsivos que promovem a infelicidade e o sofrimento em sua vida. Você precisa explorar seus estados emocionais e mudar a forma como se relaciona com eles, para alcançar outro nível de clareza de sua situação “Biopsicoespiritual”.  Inventariar o processo e compreendê-lo é encontrar o caminho de saída do labirinto do não-merecimento, do vazio e do não se sentir amado. Ensina como recompor o seu direito ao amor, roubado e alienado pelo desamor de seus pais, e assim colocar um fim nos seus conflitos internos - isto quer dizer, solucionar todos os seus padrões de somatizações, depressões, ansiedades. Alcançando um estado de realização e compreensão de todas as suas situações, elevando sua consciência à compaixão e ao perdão. Desta maneira, aceitando o que nossos pais puderam ser, acolhendo nossa criança e se responsabilizando por amá-la e cuidá-la e, desta forma, curando sua criança interior e a memória profunda de suas raízes afetivas. Assim, sua criança poderá gozar de paz interior e ser verdadeiramente livre de suas feridas e frustrações infantis, encontrando assim, autossatisfação e alegria em nós mesmos.

Originalmente publicado em: http://www.equilibriocdh.com.br/2905/cura-dos-afetos/

Texto Revisado



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Autor: Paulo Rubens Nascimento Sousa   
PSICOTERAPEUTA JUNGUIANO, ATUA COM HOMEOPATIA, TERAPIA FLORAL E FITOTERAPIA. PROFESSIONAL E SELF COACHING 
E-mail: pauloaleph@hotmail.com
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Publicado em 16/11/2017

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