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Aprendendo a amar a si mesmo  
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Aprendendo a amar a si mesmo

por Paulo Rubens Nascimento Sousa


Como fomos amados? Como foi nossa primeira experiência de amor?
Este é o começo de tudo, nossa origem no amor, como fomos amados e aceitos por nossos pais. Eu conheço pessoas que vivem completamente loucas em busca de amor, de alguém que as preencha, mas estão completamente vazias. Outras, que mesmo tendo quem as ame, estão sempre buscando palavras de afirmações de amor sem encontrar resposta que as sustente. Acredito que este é o maior impulso que move nossas vidas, o sentido do amor. Num mundo como o que vivemos, não é difícil encontrar pessoas com problemas nesta área da vida. Somos oriundos de relacionamentos humanos falíveis e precários e nisto constituímos nossa carência ou plenitude. Somos o resultado das nossas experiências infantis com nossos pais. Quando nascemos, carecemos de muito amor e cuidado, e nossos pais na maioria das vezes por não estarem prontos para nos colocar num fluxo contínuo e equilibrado de amor, acabam por nos sufocar ou são negligentes conosco; destas marcas vamos tecer nosso comportamento e nossa relação com o amor ao longo da vida.
Crianças que crescem em lares desestruturados, violentos, entendem que o amor é caótico e violento, e vão reproduzir este comportamento ao longo da vida na busca de encontrar satisfação no amor. Crianças de pais ciumentos, passionais, que vivem calorosamente em torno do amor, geram filhos que vão entender que o amor é controle, posse e, na verdade, são agressão e violência. Vejo adultos completamente vacilantes e inseguros no amor porque lhes faltou isto na vida e se sentem terrivelmente inseguros nas relações amorosas, sempre buscando comparações com os outros onde eles sempre se depreciam. Compulsivos sexuais que por terem alguma alteração de convívio ou deformidade com algum dos pais vão buscar na porneia, na compulsão sexual, um retorno a este elo perdido ou super estimulado. A porneia é o nosso primeiro impulso de amor, é o amor oral, o amor ao seio materno, ao alimento; os problemas nesta fase da vida infantil levam os adultos aos transtornos alimentares, à compulsão oral, ao abuso de drogas. Vejo adultos presos a sofrimentos infantis que os atormentam até um estado depressivo compulsivo, de alta ansiedade, transtornos de personalidade dentre outras mazelas, como as doenças de pele, alergias.

Ainda esta semana, eu atendia uma senhora de 64 anos que veio encaminhada por um dermatologista que dizia já ter feito tudo por ela e que era um problema emocional que ela devia tratar; ela achava que não havia esta possibilidade, sua vida era normal e feliz, até ela me contar sua história e encontrarmos a raiz de sua problemática.
Em nosso último encontro, ela dizia que estava muito sensível, segurando o choro e repetindo “eu era apenas uma criança”. Aquela senhora alegre, espirituosa, era simpática demais para achar que tinha um problema emocional para resolver com um terapeuta, e fomos investigando o fundo emocional da causa de sua alergia.
Por alguns comportamentos que escapava, eu percebia que ela pagava um preço muito alto por aquela candura toda, e contrapunha algumas ideias que a faziam entender a trama de sua história psicossomática e a relação com sua vida infantil.

Em outra sessão, ela me contara que o pai era um homem duro e castrador que ela tinha medo até de passar perto, um homem rude e austero que nunca lhe dera afetividade. Por ser terapeuta junguiano, comecei a comparar outras histórias pra ela fazer suas associações e, numa delas, ela começa a chorar e a entender onde estava seu ferimento, e vi seu rosto, marcado, suavizar e esmaecer um vergão.
Numa sessão seguinte, ela chega ainda sensibilizada e diz ter acontecido algo na escola em que trabalhava; os alunos demonstraram uma situação de rejeição e desafeto e ela reagira como nunca na vida, e fomos, a partir deste episódio, entendendo o preço que ela pagava por aquela falta afetiva do pai e da mãe; o pai que era violento e da mãe que era omissa, deixaram-lhe um buraco profundo na alma que ela buscava compensar sempre com um sorriso atento, um olhar solícito, um gesto tolerante e simpático que suportava todos os agravos e desafetos com pronta compreensão e resiliência. Os abusos da vida que ela só conseguia frear com a feiúra da pele em carne viva que afastava de si as pessoas temporariamente. Aquele fora um surto de cura, a primeira vez que conseguiu indignar-se, chorar, e vir ao terapeuta para dizer o que aconteceu. Só assim ela pôde dar atenção ao seu coração. Eu a olhava como se pudesse ver aquela menina assustada, ferida, desconfiada de todos e da vida. Aquele era o único jeito que ela achava de lidar com o abuso que vinha das pessoas, porque ela não sabia emocionalmente lidar com situações adversas, nas quais ela tivesse que se colocar, dizer, não, dar seu tempo, e aquela fora a forma que encontrara.
Cada um de nós tem uma ferida no amor e tentamos nos ajustar na vida da nossa forma, e cada um faz como sabe e pode. Uns é se autodestruindo, outros,  através de situações de autonegação, outros ainda, em apelos de amor não correspondidos, relacionamentos difíceis e destrutivos; outros, porém, têm mais sorte e conseguem lidar melhor com seus conteúdos internos, direcionando-os para relações afetivas construtivas, colaborativas, parceiras de negócio, empregos e situações diversas da vida, com mais positividade do que outros. Podemos lidar melhor com as situações diversas da vida e com nossa ferida no amor, voltando ao nosso centro ao nosso EU.
Quando passamos a nos relacionar melhor com nosso EU, acordamos e passamos a ver o que não víamos na vida, estamos mais atentos e conectados à nossa história e àgrade história. Quando nos conectamos à fonte de nosso eu, cura-se toda a nossa ilusão de carência, medo, ou ansiedade, encontramos o centro de segurança e paz dentro de nós e nosso corpo e nossa vida se curam.
Podemos sustentar e amar aquela criança que fomos, cuidá-la e amá-la, como ela de fato merece ser amada, e nossa vida toda muda e se expande. Quando nos deparamos com nosso verdadeiro eu, nossa história ganha outro sentido e se conecta à Grande História e somos levados pela lei de sincronicidade a nos relacionar com histórias felizes e cheias de realização. O caminho é: ame-se você primeiro, entenda-se, aceite-se e terá dado grande passo na sua jornada de cura e autoconhecimento.

Texto Revisado



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Autor: Paulo Rubens Nascimento Sousa   
PSICOTERAPEUTA JUNGUIANO, ATUA COM HOMEOPATIA, TERAPIA FLORAL E FITOTERAPIA. PROFESSIONAL E SELF COACHING 
E-mail: pauloaleph@hotmail.com
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Publicado em 29/08/2017

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