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Amor e sexo: escolha a sua fantasia!  
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Amor e sexo: escolha a sua fantasia!

por Flávio Bastos


A fantasia convive com o homem desde seus primóridos e veio se adequando ao longo do tempo conforme as suas necessidades de sobrevivência, relacionamentos e apoio espiritual.
No rigor da natureza selvagem, a fantasia servia para afirmar a imagem do macho alfa, provedor, guerreiro, e da mulher valente que desafiava ao lado de seu parceiro os perigos de um cenário imprevisível e inóspito.
Com o surgimento da civilização, a fantasia se tornou mais individualista e controlada por mecanismos que ditavam o que era ou não permitido fantasiar. Fato que intensificou-se após o aparecimento da Igreja Católica Apostólica Romana.
No entanto, mesmo com a repressão dos poderes religioso ou político, amor e sexo associados à fantasia, jamais deixaram de influenciar tanto positiva quanto negativamente nas relações pessoais, profissionais e de poder, a ponto de serem determinantes nos desígnios de um reino ou de uma nação.
Com o avanço da informação e da tecnologia, a fantasia tornou-se uma ferramenta de exploração dos meios de comunicação, onde a libido humana passou a ser visada como garantia de retorno em forma de lucros.

Dessa forma, surgiram as revistas e autores "especializados" na abordagem de textos e imagens do nu feminino e masculino. Mais adiante, no mundo ocidental, sugiram os filmes de sexo explícito, cujas cenas mais picantes sofriam cortes da censura, até serem liberados na íntegra para canais de televisão de acesso privado e restrito a maiores de idade.
Porém, no mundo particular de cada um, a fantasia permanece livre para ser usada conforme a intenção de seu "usuário", e quando o uso corresponde à inerente pulsão da energia sexual, o saudável e o patológico podem se misturar e confundir a realidade.

Um exemplo típico de como funciona essa "confusão" entre o saudável e o não sudável no uso da fantasia é o limite de sua realização, ou seja: é muito comum na infância, adolescência, ou até mesmo na fase adulta, idealizar uma relação mais íntima com uma professora ou professor. Neste caso, normalmente o desejo associado à fantasia, perde a sua intensidade quando valores internalizados que trazemos da experiência educativa entram em conflito com um amor de âmbito passional ou platônico.

A propósito, o termo amor "platonicus" surgiu no Simpósio de Platão, onde o filosofo afirmou que o amor é a raíz de todas as virtudes e da verdade. Platão criou também a teoria do mundo das ideias, onde tudo era perfeito e que no mundo real tudo era uma cópia imperfeita desse mundo das ideias. Portanto, amor platônico se refere a algo que seja perfeito, mas que não existe no mundo real, no mundo das ideias. O amor platônico é entendido como um amor à distância, que não se aproxima, não toca, não envolve, é feito de fantasia e de idealização.
Nesse contexto, o problema se agrava à medida que desejo e fantasia se associam com o intuito obsessivo de satisfação a qualquer custo. E, independente da vontade do outrem, elabora-se um plano de levar a cabo intenções, que geralmente são acompanhadas de atos violentos contra a integridade moral e física da vítima, conhecido como assédio seguido de estupro.

A tênue linha que divide desejo/fantasia e satisfação sexual, está na mente de cada um, e pode ser reprimida pela ação do superego ou liberada pela interferência de um id fora de controle. A referência de "normalidade" ou patologia está na atitude do outrem em aceitar ou não o assédio. Se o objeto do desejo repelir mais de uma vez a tentativa de conquista, a insistência deve ser questionada. Caso contrário, o "insistente" pode estar ingressando no perigoso tereeno do assédio sem limites, de característica obsessiva, portanto, patológica. 
As experiências de regressão de memória iseridas em uma programação terapêutica, estão repletas de casos que abrangem os limites de um relacionamento no âmbito sexual, e que foram fundamentais para que a pessoa carregasse consigo o desequilíbrio psíquico-espiritual que se manifestou na vida atual em forma de sofrimento.

Um caso que me chamou especial atenção foi o de um indivíduo viciado em sexo. O viciado em sexo é capaz de qualquer coisa para saciar a sua obsessão, sem lhe importar as consequências que isso possa trazer. Contudo, isso não significa que esteja satisfeito com a situação: ele quer deter a sua obsessão, mas não consegue.
Pois bem, durante a regressão, em estado alterado de consciência, o indivíduo viu-se rodeado de pessoas nuas e seminuas. Aos poucos, à medida que a memória extracerebral permitia, ele foi reconhecendo o ambiente à sua volta e sentindo as emanações de uma energia gerada pela satisfação de desejos carnais praticados de forma coletiva: ele se encontrava em um bacanal da Roma Antiga! Perplexo com o que via e sentia, pois era um agente envolvido na cena, ele foi associando a sua situação pretérita com a situação atual, o que foi determinante para que, após a experiência regressiva, ele iniciasse um processo de reversão do quadro obsessivo (e doentio) que o acompanhava de outras vidas.

Como já me referi em outras situações, a regressão não opera milagres, mas pode ser fundamental no quesito conscientização, isto é, para que as mudanças que pareciam impossíveis tornem-se reais dentro de um processo psicoterapêutico interdimensional.
Quanto ao desejo acompanhado de fantasia, a criatividade segue sendo estimulante para relacionamentos saudáveis ou mesmo relacionamentos considerados "proibidos" que flutuam nos pensamentos e na esfera daquilo, que de forma íntima, julgamos como impossível na realidade, mas permitido na intimidade.

Texto Revisado



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Autor: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Psicoterapia Holística, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia. 
E-mail: flavio01bastos@gmail.com
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Publicado em 25/09/2017

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