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A ansiedade na gestação pode ser solucionada com a prática da meditação!  
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A ansiedade na gestação pode ser solucionada com a prática da meditação!

por Roberto Debski


A ansiedade e o estresse são muito comuns durante a gestação, principalmente na primeira gestação.
A própria definição de ansiedade nos mostra que é uma expectativa do futuro, com um tom de preocupação se algo negativo irá acontecer.
A definição de estresse diz que ele aparece quando somos desafiados e necessitamos nos adaptar a uma situação que gera expectativas e mudanças. Estas reações apresentam componentes físicos, psicológicos, mentais e hormonais.

A gestação se encaixa perfeitamente nessa situação, apresenta esses sintomas e solicita um cuidado para que não comprometa a saúde da mãe e do feto. As mulheres devem controlar a ansiedade, evitando que se torne um problema ainda maior, como a depressão, o baby blues, e para isso a prevenção sempre é o melhor remédio.

O contínuo cuidado com a saúde física e mental, a nutrição equilibrada, a atividade física orientada, o equilíbrio emocional e o bom relacionamento de casal e com a família, os cuidados pré-natais, técnicas para gerenciamento do estresse como a meditação e o biofeedback, todas essas medidas devem atuar conjuntamente para que a gestante passe por esse período tão desafiante de maneira suave e com saúde e qualidade de vida.
A meditação é uma técnica muito aconselhada para as gestantes, assim como para as mulheres não gestantes.
As puérperas também podem meditar, aliás, todas pessoas devem aprender a meditar, já que os benefícios para a saúde física e mental são conhecidos há milênios no oriente, e desde a década de 60 no ocidente.

Como definir a meditação?
Desde a década de 60, com os estudos do Dr. Herbert Benson da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, temos conhecimento que a meditação é uma prática que elicia a conhecida “resposta de relaxamento”, tanto física, o relaxamento muscular, quanto mental, que é o relaxamento da “lógica” ou do pensamento.

Ocorre durante e após a prática da meditação o relaxamento muscular, a diminuição da atividade mental e o equilíbrio emocional, que também é consequência da redução dos hormônios do estresse como a adrenalina e o cortisol.
Quando meditamos, conseguimos reduzir e até zerar o grau de ansiedade e estresse e, consequentemente, os sentimentos e as emoções se aquietam e podemos estar mais conectados com o momento presente.

Também ocorre a melhora da atenção e do foco, melhorando a produtividade e reduzindo o risco de acidentes de trabalho, além de melhorar o desempenho em provas e concursos que exigem a presença de uma mente tranquila, atenta e focada, o que é impossível se houver ansiedade e estresse que geram uma reação de “fuga e luta” e o famoso “branco” que transforma qualquer esforço prévio em insucesso.

As gestantes podem ser muito beneficiadas pela prática da meditação, obtendo benefícios físicos e emocionais palpáveis.
Como a ansiedade e o estresse são muito prevalentes durante a gestação, qualquer prática que auxilie na prevenção e no tratamento, ainda mais natural e não medicamentosa, é bem-vinda.
A ansiedade é uma das doenças mais prevalentes dos nossos tempos, causada pela aceleração do pensamento, excesso de informações, sobrecarga de problemas, baixa resiliência e falta de treinamento em inteligência emocional.
As pessoas ansiosas vivem no futuro, preocupadas (pré-ocupadas) imaginando problemas que ainda não ocorreram mas que em suas mentes não terão solução.
O ansioso tem um “excesso de futuro”, um futuro tenso e negativo, vivido antecipadamente e que traz sofrimento.

Assim, o depressivo que tem uma falta de futuro (e excesso de passado) e o ansioso, que tem um excesso de futuro, ambos não têm conexão com algo que é fundamental para a saúde mental (e consequentemente física), que é a percepção do presente, a reunião do corpo e da mente, que é o significado em sânscrito da palavra Ioga, que significa União.
Meditar nos reconecta com o momento presente, o aqui e agora e impede ou diminui este fluxo desordenado de pensamentos e emoções negativas voltadas ao futuro e nos posiciona novamente com a possibilidade de agir racionalmente orientados para a solução de nossos problemas.
O bebê vive no ambiente físico e mental da mãe. Durante a gestação, e mesmo após o nascimento, sente-se intimamente conectado à mãe, percebendo inclusive, até cerca de seis meses de idade, que ele e sua mãe são uma individualidade, somente após essa fase começa a perceber a si próprio como uma pessoa distinta da mãe.
Sendo assim, tudo que a mãe fizer para sentir-se melhor, mais calma, relaxada, tranquila, favorecerá também o feto e o bebê após o nascimento.

Há dúvidas se mulheres agitadas conseguem meditar, já que a ideia que precisamos nos sentar imóveis para meditar assusta a muitos, que então evitam participar de qualquer prática meditativa.
O que ocorre é que algumas pessoas são tão ansiosas e agitadas que não se sentem bem nem conseguem se aquietar e ficar paradas consigo mesmas sem que alguma informação ou atividade esteja acontecendo para distraí-las.
O que as pessoas não conhecem é que, ao contrário dessas técnicas passivas de meditação, que exigem imobilidade e quietude, existem técnicas ativas de meditação, com movimento, com posturas corporais, e que são indicadas para pessoas mais agitadas que tem dificuldade em ficar quietas em um lugar.
Para cada tipo de pessoa há determinadas técnicas que podem facilitar sua participação, e cabe ao instrutor orientar e facilitar esse processo.
Em relação ao como meditar, a própria prática da meditação traz uma resposta progressiva e agradável de relaxamento.
Para as pessoas que estão no início do treinamento, e não conseguem ainda se aquietar, a prática de uma Meditação Ativa ou em movimento pode auxiliar e trazer resultados.

Oriento estas pessoas a meditar enquanto caminham, do seguinte modo: se possível em um lugar tranquilo e com natureza, com roupas mais confortáveis como um agasalho, comece a caminhar percebendo tudo o que sentem em seu corpo, os passos tocando o chão, o movimento das pernas e braços, o ritmo da respiração, o vento e o ar tocando sua face, tudo o que está acontecendo agora neste momento enquanto caminha.
Olhando para baixo cerca de 45 graus para não se distrair com estímulos externos continue com esta prática pelo tempo que for possível, 10 a 30 minutos, e repita diariamente, ou pelo menos 3 a 5 vezes por semana.
Se a pessoa já conseguir permanecer sentada por alguns minutos, pode sentar com a coluna ereta, porém relaxada, olhos fechados ou semi abertos, e prestando atenção na respiração, o ar entrando e saindo, e fazendo uma contagem da respiração, de um a três na inspiração, e novamente de um a três, na expiração.
Essa é uma prática simples, como muitas das técnicas de meditação. O que se torna difícil é manter o foco e a atenção na prática, pois nossa mente é inquieta e dificilmente permanece no mesmo local por muito tempo.
Com calma, cada vez que perceber que a mente foi para outro local, volte a atenção para a respiração e comece novamente a prática com foco.
Com o tempo, a prática será aperfeiçoada e os resultados aparecerão, na forma de maior tranquilidade, relaxamento e melhora de diversas condições prévias de saúde.

Se alguém não sabe como praticar algo e quer aprender, seja um idioma, uma prática esportiva, atividade artística ou profissional, e também a prática da meditação, deve ser orientado por um professor ou profissional que tenha experiência para transmitir conhecimentos específicos na área.
Eu oriento grupos de meditação ou pessoas individualmente há cerca de dez anos e observo que, no caso da meditação, se houver comprometimento, disciplina e dedicação, em poucas horas de treinamento por semana, qualquer pessoa pode aprender técnicas básicas e assim manter uma prática diária de meditação por si sós que irá se aprimorando e qualificando com o tempo, trazendo os benefícios esperados para a saúde e a qualidade de vida.

Outro dado interessante é o papel da meditação na prevenção e tratamento da depressão.
Estudos do Dr. Teasdale, da Universidade de Cambridge e do Dr. Goyal da Universidade, Johns Hopkins, dentre outros, demonstraram que em casos de depressão leve e moderada, a prática regular de meditação tem tanto benefício quanto os antidepressivos, alivia os sintomas da ansiedade, depressão e dor crônica e reduz em cerca de 50% as recidivas de novos episódios de depressão em quem está ou já esteve em tratamento com antidepressivos.
Nos casos de depressão crônica ou grave, a meditação pode ser uma prática integrativa e complementar que auxilia a reduzir os sintomas e acelerar a recuperação do paciente depressivo, e também pode ser utilizada isoladamente em casos leves e iniciais dos sintomas depressivos. Nos casos graves, ela fará parte do repertório composto de medicamentos, psicoterapia, hábitos de vida saudável e especialidades da medicina integrativa e complementar como homeopatia e acupuntura.

Dr. Roberto Debski

- Médico CRM SP 58806 – Psicólogo CRP/06 84803
- Coaching e Trainer em Programação Neurolinguística
- Orientador de grupos de meditação desde 2008 e Criador em 2012 do projeto ANDE (treinamento em grupo para Ansiedade, Depressão e Estresse) da Unimed Santos com meditação e biofeedback, o primeiro programa de saúde mental da Unimed no Brasil registrado na ANS (Agencia Nacional de Saúde) e na clínica Ser Integral.
- Facilitador em Constelações Sistêmicas e Familiares


Texto Revisado




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Autor: Roberto Debski   
O Dr. Roberto é médico (CRM SP 58806) especialista em Acupuntura, Homeopatia e tem formação em Medicina Ortomolecular. Também é psicólogo (CRP 06/84803), Coach e Trainer em Programação Neuro-Linguistica com certificação Internacional. Acompanhe nossos próximos eventos! 
E-mail: rodebski@gmail.com
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Publicado em 30/08/2017

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