Erva doce

Autor Valeria Trigueiro - valeria@valeriatrigueiro.com.br


... UM DOCE REMÉDIO

Em atenção aos meus clientes e leitores e em resposta a uma pesquisa pessoal em função desses, senti a necessidade urgente de falar um pouco sobre essa maravilha da natureza que é a erva-doce. Assim, vamos lá.

Da minha linha de perfumes faz parte um de nome “forgiveness” (= “perdão”) e apesar de manter uma boa média na comercialização de todos eles, desde o início este sempre foi o campeão. Ocorre que de um ano até a presente data, este perfume tem sido de longe o mais necessário, portanto, o mais usado. Explico: após as respostas do questionário ou mesmo como resultado do “teste do nariz” para determinar qual o perfume que um indivíduo deve usar para ajudá-lo em seus cuidados pessoais, tem dado o "forgiveness" “na cabeça”.

Como o principal componente deste perfume é o óleo essencial de erva-doce e os outros óleos entram apenas para ratificar e equilibrar suas funções, tenho que fazer justiça e falar da grande estrela do momento.

Poderia começar afirmando que é uma erva democrática, já que suas sementes são espalhadas através do vento ou carregadas pelos pássaros para qualquer lugar. Aqui muitas pessoas poderiam questionar se essa não seria mais bem definida como erva-daninha. Na Austrália diriam que sim, mas não os aborígenes, claro. A sabedoria da natureza carrega as sementes para onde elas são necessárias.

Se alguém que mora em casa ou sítio e de repente se deparar com uma planta que ali não semeou, que surgiu naquele lugar espontaneamente, preste atenção, pois certamente algum dos habitantes está precisando de algum dos componentes daquela planta. Isto é quase matemático e tenho algumas experiências para contar que, claro, ficam para outra oportunidade.

Entretanto, o importante aqui é falarmos de suas propriedades e de sua poesia. Estão totalmente interconectadas. Bem, deixemos de enrolação e vamos aos fatos, quer dizer, às propriedades.

A erva-doce é excelente desintoxicante, pois age diretamente no estômago, fígado, vesícula biliar e baço, ajudando a desfazer pedras e por sua propriedade diurética, ajuda a eliminar, via suor e urina, tudo aquilo que o organismo não mais necessita.

Além disso, sua composição é semelhante à do estrogênio podendo, portanto, ser usado como excelente repositor hormonal (pelo amor de Deus, consultem seus médicos!), além de no caso de amamentação, ajudar na produção do leite materno. Isto ocorre há séculos e até hoje o costume permanece em algumas culturas e por pessoas mais ligadas à Natureza. É o meu caso.

Como desfaz gases e é muito usado contra prisão de ventre, não preciso dizer que funciona como uma vassourinha no organismo e, portanto, no emocional. Nessa área é importante ressaltar que dá uma grande ajuda na tomada de decisões. É considerado o óleo das mudanças radicais.

É excelente para a visão interior, ou seja, a intuição. Algo interessante para demonstrar a poesia de suas qualidades analgésicas, é o fato de que as cobras quando estão trocando de pele correm para uma plantação de erva-doce comendo seus frutos a fim de aliviar a dor. Vale lembrar que antigamente era mastigado por pessoas de poucas posses para aliviar a sensação de fome. E por outro lado, é muito usado como digestivo após as refeições.

Seu aroma costuma evocar nas pessoas uma sensação de proteção. Talvez devido ao hábito de dar aos bebês um chazinho desta erva contra cólicas.

Talvez vocês estejam se perguntando: “o que isso tudo tem a ver com o perdão?” Pois é. Antes disso eu respondo: a erva-doce é uma erva de Mercúrio, o que equivale dizer que ajuda na comunicação, liberando o verbo. Sabe aquele bolo na garganta formado por gases, bolo no estomago idem? Muito comum a ocorrência disso quando estamos com assuntos paralisados, não digeridos, ou em linguagem popular, engolindo sapos. Uma boa dose de erva-doce ajuda na digestão no nível emocional também. Aqui vale aquela máxima junguiana “o que está dentro está fora” que é uma versão do “aquilo que está em cima é semelhante ao que está embaixo”.

Ah! É importante registrar que é contra-indicado em caso de gravidez ou de epilepsia.

Até breve!

Texto revisado por Cris


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Autor: Valeria Trigueiro   
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Publicado em 23/06/2007
 

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