Busque aquilo que não morre!  
   

Busque aquilo que não morre!

Autor Paulo Tavarez - paulo.tavarez@cellena.com.br


Você já percebeu quanto esforço empreendemos em vão, no afã de conquistarmos bens materiais, posições sociais elevadas e destaques efêmeros no mundo? Consegue notar o desespero absurdo que expressamos, quando nos lançamos de forma cega em busca de uma realização qualquer nessa existência ilusória?

Parece um conto de Ariano Suassuna, pois lutamos com todas as nossas forças para nos apoderarmos de uma porca cheia de dinheiro e quando alcançamos nossos objetivos, percebemos decepcionados que as moedas guardadas em seu interior já não valem mais nada.

Assim é a nossa vida, despendemos recursos energéticos preciosíssimos na conquista de fumaças, pois tudo aquilo que mais valorizamos é impermanente e transitório. O homem ainda não aprendeu a buscar aquilo que não morre, insiste equivocadamente em continuar armazenando ventos e não acordou para o fato que as verdadeira conquistas são aquelas da própria alma.

Só aquilo que não morre deveria nos interessar. O que não morre é a única realidade a ser buscada e representa nossa essência eterna e perfeita, todo o resto são energias revestidas de significados e imantadas de carga afetiva. Não deveriam ter toda essa importância, pois são absolutamente irreais. Esse mundo de representações, como diria o filósofo alemão, Arthur Schopenhauer, é feito de meras informações, nada mais, e elas surgem como paisagens em nossa experiência, portanto, não deveríamos valorizar tanto. Imaginem um rio que, ao invés de correr, ficasse parado observando a paisagem. Seria um desastre não é mesmo? Pois é justamente isso que fazemos, por isso convivemos com a  dor e o sofrimento.

É preciso perder o apreço pelo mundo, abrir mão do interesse pela matéria e tirar o significado de tudo aquilo que é impermanente. É preciso entender a importância do desapego, pois tudo aquilo que dermos importância e valor irá nos escravizar. “Onde estiver o seu tesouro, ali também estará o seu coração” Mt 6:21.

Os antigos diziam àqueles que se apegam demais às suas posses: “Cuidado, caixão não tem gavetas!” e isso é a mais pura verdade. As únicas conquistas que seguirão conosco serão percebidas através do desenvolvimento das nossas virtudes, ou seja, quão mais virtuosos nos tornamos.

A vida promove uma lapidação natural no indivíduo para que ele, através de muitas experiências, manifeste a sua verdadeira natureza e possa expressar a sua perfeição. Estamos aqui para nos submetermos a esse processo de lapidação e, assim, desenvolvermos a humildade, a confiança, a alegria, a coragem, a perseverança, a serenidade e a renúncia. Tudo que poderemos levar conosco é justamente o quanto foi possível avançar nesse desenvolvimento.

Procure por aquilo que não morre e você irá encontrar-se. Enquanto você insistir em inflar a sua personalidade de importância e viver em busca de uma condição de grandeza e destaque, você estará no caminho errado. É preciso perder a vida para encontrá-la.

Aqueles que vivem uma vida de profundas realizações, experimentam o sucesso e fama, tornam-se ícones e marcam a experiência da vida com toda a intensidade possível, estejam certos, terão dificuldade de desvencilhar-se do passado. Na verdade, quanto mais profundas forem as nossa pegadas, mais trabalhos teremos para removê-las.

A lógica da realização é o oposto daquilo que imaginamos. Não se encontra a felicidade e plenitude enquanto estivermos carregados de desejos e necessidades, mas apenas quando todo o interesse pelo mundo desaparecer.

Tudo aquilo que precisamos conquistar já existe, está pronto dentro da gente, a nossa espera. Só precisamos aprender a ser o que já somos.


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Autor: Paulo Tavarez   
Curso que estou ministrando: O Despertar da Consciência "http://cursos.eusemfronteiras.com.br/como-despertar-a-sua-consciencia" - - - - - - - - - - - Terapeuta Holístico, Palestrante, Psicapômetra, Instrutor de Yoga, Pesquisador e escritor
E-mail: paulo.tavarez@cellena.com.br
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Publicado em 18/06/2017
 

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