Artigo de Fernanda Luongo: O que nós levamos daqui? - | Artigos do Clube
 
O que nós levamos daqui?  
   

O que nós levamos daqui?

Autor Fernanda Luongo - fernanda_luongo@hotmail.com


Certo dia estava a pensar sobre a transitoriedade das coisas, dos próprios sentimentos, pensamentos, teorias, conceitos e principalmente da vida quando cheguei a certa conclusão.
Nós não levamos nada daqui. Nós deixamos. E esta constatação foi tão impactante que por si só mudou tudo em questão de segundos. Ainda ecoa em minha mente a mensagem que os grandes mestres que caminharam nesta Terra deixaram: servir é o propósito.
Sim, o serviço. Porque diante da constatação de que nada levaremos quando ao pó de estrela retornarmos a única coisa que realmente terá valor serão as sementes plantadas de nossas ações.
Sob este prisma, conseguimos analisar com maior profundidade os motivos por trás de nossas ações e oferecer uma reavaliação dos mesmos.

Se o que conta é o que deixamos, então, precisamos pensar se estamos plantando sementes das quais teremos orgulho no futuro. Estas sementes são as palavras que saem de nossas bocas, nossa linguagem corporal, nossos pensamentos, sentimentos e, especialmente nossas ações.

Imagine como se o mundo inteiro estivesse sob sua custódia. Você é o/a Presidente deste planeta. Seu mandato tem um período pré-estabelecido de vigência. O que faria neste período? Que sentimentos emanaria? Que palavras, que tipo de melodias vibraria pela atmosfera? Que tipo de atitudes estimularia a humanidade a adquirir? Que postura adotaria perante às situações difíceis para que servisse de exemplo para os demais? Que pensamentos seriam encorajados a viajar pelo espaço do inconsciente coletivo influenciando a todos? Que tipo de notícias permitiria que trafegasse pelas tvs, rádios e internet?

Se sua imagem, seu Eu, sua persona (personalidade) é apenas um veículo para servir, como usá-lo da maneira mais eficiente possível?

Como usar os sentimentos e os relacionamentos desta personalidade, suas escolhas profissionais e pessoais de modo que sirvam a algo ainda maior do que seus próprios desejos egóicos?

Como enxergar o quadro maior incluindo-se a si mesmo sem correr o risco de alimentar um egocentrismo disfarçado ou um estado de escapismo e negação?

Reconhecendo os pontos positivos desta personalidade (dons, talentos e habilidade naturais) e usando-os para melhorar sua comunidade, sua cidade, seu país, seu planeta. Colocando-se à disposição com aquilo que você trouxe de melhor e adquirindo consciência sobre os pontos negativos aplicando-lhes uma vontade feroz autocontrolada e direcionada, transformando o negativo em positivo ou simplesmente neutralizando este aspecto.

Se você conseguisse enxergar que sua vida é apenas um veículo para a realização de algo maior do que a pequenez do “si mesmo” talvez a jornada fosse facilitada.
Aquelas muralhas que construímos ao nosso redor e ao redor dos demais, cheias de limitações e padrões arcaicos de autopreservação, nos impedem de enxergar além.
Se por um lado nossa mente nos conduz do passado ao futuro, da depressão à ansiedade nos tirando do estado presente, nosso corpo com sua densidade material e nossos órgãos dos sentidos nos ilude com suas artimanhas sonoras, visuais, sensoriais etc. Sabemos, ainda melhor hoje, que nem tudo é exatamente como parece.
Einsten já dizia:

“A realidade é apenas uma ilusão, ainda que muito persistente”.

Já que a mente e corpo podem nos iludir por qual motivo costumamos achar absurda a ideia de que de alguma maneira nós já somos aquilo que almejamos? Por qual razão nos distanciamos tanto da fonte divina (Deus) e nos tornamos menos do que a própria imagem e semelhança Dele? Qual é o propósito de ferir o meu irmão, de conspirar contra o próximo, ou de menosprezar sua vida ou importância no desenrolar da história como um todo quando na realidade eu e ele somos frutos da mesma árvore? Como posso envenenar o solo no qual as raízes que trazem os nutrientes para este meu irmão são as mesmas que me alimentam e esperar que ele pereça e eu não?

Não tem como. Se eu envenenar o solo, matarei a árvore que nutre a ambos. Se envenenar a árvore para mata-lo morrerei também.

Pare e pense agora. Amanhã pode ser tarde demais.

O que você vai levar daqui? Imóveis? Carros? Iates? Ouro? Nem sua memória você vai levar. Quem é você?

Dono de qual empresa? Compositor de qual grande canção? Inventor de qual grande revolução tecnológica? Faxineiro de qual grande mansão? Empregado de qual celebridade? Escravo de quem? Vítima de quem? Morador de qual planeta? Por quanto tempo? Quantos éons?

Quem é você? Tem certeza que deve se preocupar com o que levar? Levar para onde? Preste mais atenção ao que está deixando por aqui enquanto está vivo.

Preste atenção agora e plante suas sementes como um homem desperto. Acorde!

Texto Revisado


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Autor: Fernanda Luongo   
Cantora, escritora, autora de três obras literárias já publicadas no país, terapeuta holística, registrada no Conselho Nacional de Terapia Holística CRT: 46.801 e originadora do Método Akhenaton®.
E-mail: fernanda_luongo@hotmail.com
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Publicado em 10/04/2017
 

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