Artigo de Bernardino Nilton Nascimento: Use o poder da imaginação - | Artigos do Clube
 
Use o poder da imaginação  
   

Use o poder da imaginação

Autor Bernardino Nilton Nascimento - bn.nascimento@uol.com.br


A imaginação desempenha um papel preponderante na formação dos pensamentos. A origem de todos os grandes feitos foi a partir da imaginação. É ela que idealiza planos, que formula projetos e que concebe obras arrojadas.

Tudo que é grande e belo foi, antes de se concretizar em realidade, uma simples faísca despontando, luminosa impetuosamente, no mais profundo da alma humana. Sem esta capacidade maravilhosa, o ser humano seria quase uma máquina, na falta de um poder criador.

Os períodos mais fecundos da vida são aqueles em que o ser humano revela maior poder imaginativo: a mocidade e a idade adulta. Cada pessoa com imaginação rica de variedades representa, geralmente, os mais ativos e trabalhadores, os mais úteis à coletividade e os de maiores iniciativas.

Uma das características frisantes da velhice consiste, precisamente, no progressivo enfraquecimento da imaginação. Não pare de imaginar e se mantenha útil até a hora da morte.

A imaginação, em vez de contrariar a ação, como muitos pensam, é indispensável, e colabora em todos os nossos princípios de atividade. É impossível renunciar à imaginação, quem falar ao contrário estará desistindo da própria vida. A imaginação precede, naturalmente, a ação. Antes de tomar qualquer iniciativa, o ser humano pensa no assunto que o preocupa: prepara os seus planos até aos mínimos detalhes. Este trabalho de prévia elaboração mental, quase sempre demorado, silencioso e obscuro, afeta-nos muito em nosso íntimo e é a imaginação quem o realiza, recorrendo a novas associações de imagens, criadoras de novas ideias e de combinações com os pensamentos.

O ser humano destituído de imaginação nunca pode deixar de ser um subalterno, porque se limitará a seguir na esteira dos outros. Se o pensamento é uma procriação, não resta dúvida que na essência desse pensamento, existe sempre, a animá-lo e a dar-lhe vida. A imaginação chega bem perto da materialização. Então, fica claro que o que pensamos e imaginamos com fé e com confiança, um dia, acaba sendo realizado.
Não há melhor prova de juventude em um ser humano, mesmo com certa idade, do que perceber que ele ainda usa sua imaginação; podemos considerar que ela é o motor de toda nossa atividade, ela constitui toda força do espírito.

Uma pessoa pode atuar em outra, de maneira a mudar qualquer situação e quando quiser, à vontade, usando a força da imaginação.
A imaginação constitui, igualmente, um poderoso fator autossugestivo. O ser humano vê tudo quanto o cerca, através da sua imaginação. Sendo ela positiva ou negativa, assim também cada um julgará as coisas pelo bem ou pelo mal. O mesmo acontecimento ou o mesmo fato podem ser encarados de modo contrário, porque dependem do significado que a imaginação pessoal lhes atribuir. O mundo é sempre tal e qual nós o supomos ou imaginamos. Mediante a imaginação bem disciplinada e educada podemos, muitas vezes, dominar nervosismos absurdos ou primeiras impressões desequilibradas. Um meio de suportar a maior parte das contrariedades consiste em imaginar que uma verdadeira desgraça foi, possivelmente, evitada pelo acidente de que nos queixamos.

Para quem ainda possui dúvidas sobre sua imaginação, é bom lembrar que todos, de certa forma, já colocaram ela bem forte em seus pensamentos estimulantes.

Devemos, sim, fazer uso da imaginação e empregar as imagens sensíveis, mas de jeito que a razão governe sempre. Visto que a imaginação auxilia muito a inteligência. Claro é que, para tornar-se uma pessoa hábil, em suas atividades e outras mais, em uma combinação dos pensamentos e imaginações, sabendo separar e ao mesmo tempo unir as duas forças, vamos colocar para fora mais da inteligência e do raciocínio.
A razão deve, pois, frear e corrigir os desmandos da imaginação, habituando-a a trabalhar com possível calma. O raciocínio será como um poder moderador dessa força eminentemente dinâmica renovadora. Sempre que ela se afaste do bom caminho, sempre que ela desvarie, convém reconduzi-la, de qualquer maneira, ao ponto de partida.

A imaginação que nos faz mal, em sua maioria das vezes, aparece de noite; quando as insônias nos afligem é que a imaginação mais trabalha. O silêncio, a escuridão da noite e o próprio fluido enigmático, ainda inexplicável, das horas mortais da madrugada, tudo influi sobre esse estado de espírito, de minutos contados, assombrado pelo descontrole da imaginação. Durante os longos e infindáveis minutos, em que o sono se recusa a vir em nosso auxílio, a imaginação trabalha a cem por hora, numa vertigem insensata e estúpida: lembra-se de coisas monstruosas, que nunca surgiriam ao espírito em outras circunstâncias, tem pavores ridículos, fórmulas hipócritas absurdas e infantis, das quais, no dia seguinte, à luz do dia, sorri com magnífico desprezo.

Devemos lutar contra estes desvios da imaginação, que podem afetar o equilíbrio da inteligência. Orar, meditar, pensar e depois imaginar coisas boas, são verdadeiros remédios para a alma e voltar a controlar os pensamentos e naturalmente as imaginações.

O entusiasmo é uma força por excelência e, portanto, com um altíssimo poder sugestivo. Os que não sabem entusiasmar-se não sabem pensar, porque, a convicção forte ou o desejo apaixonado são sempre eloquentes. O entusiasmo enobrece as almas, porque as leva a admirarem, com justiça, todas as grandes virtudes, sacrifícios e heroísmos da vida.

Eu acredito que devemos demostrar a necessidade de estimular, pensar, imaginar e admirar por tudo quanto é justo, nobre e bom, ao passo que ao nos adiantarmos na vida, cristalizamos o hábito de desejar a felicidade do próximo, admirar e praticar muitíssimas vezes a bondade. Bom é provocar a admiração pelas grandes personalidades de nobre caráter, enquanto a natureza é prática e aberta às imaginações, porque, se os bons não forem admirados, quais os heróis serão admirados e imaginados pelos nossos jovens?

BNN



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Autor: Bernardino Nilton Nascimento   
-Não seja um investigador de defeitos e, sim, um descobridor de virtudes.
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Publicado em 16/08/2015
 

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