Ninguém pertence a ninguém - Flávio Bastos
 
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Ninguém pertence a ninguém

por Flávio Bastos - flaviolgb@terra.com.br

Nós, pessoas comuns, reencarnamos como uma nova oportunidade de repararmos erros cometidos no passado e de nos reconciliarmos com espíritos que foram familiares, amigos, conhecidos ou desconhecidos e até inimigos. Mas, acima de tudo, reencarnamos como uma nova oportunidade visando a nossa escalada evolutiva.

Embora pertençamos a um clã familiar original, somos espíritos livres em essência, com identidades e trajetórias específicas e próprias, pois temos a nossa liberdade assegurada pela orientação intuitiva do livre arbítrio. E assim vivemos a vida e nos inter-relacionando pessoal e socialmente.

À medida que voltamos à dimensão da matéria, retornamos para mais um teste na escola da vida onde a repetição de erros anteriormente cometidos poderão ser inevitáveis, mas as lições e aprendizados, por outro lado, poderão também significar avanços.

Muitas vezes, nesta intrincada teia de convivências sociais e familiares, acontecem reencontros de antigos desafetos ou de antigas paixões mal resolvidas. No entanto, as relações desses reencontros situar-se-ão na razão direta de como se estabelece a intensidade dessas sintonias: poderá ser possessivo-obsessivo nos casos que envolvem as paixões ou somente obsessivo nos casos que envolvam antigos desafetos. Ou, ainda, se houver mútua aprendizagem nos relacionamentos haverá crescimento e, havendo crescimento, a sintonia elevar-se-á tornando-se positiva e enriquecedora para todos os envolvidos.

Os reencontros, portanto, são verdadeiros testes para os espíritos procurarem, através da convivência diária ou por intermédio dos relacionamentos em seus diversos níveis, resgatarem suas dívidas do passado e, desta forma, tentarem estabelecer a harmonia e o equilíbrio nas relações.

Somente evoluímos no sentido consciencial quando nos desvinculamos dos sentimentos negativos arcaicos (incluindo o sentimento de posse) que nos une pela sintonia do pensamento fixo a outra pessoa. É através da conscientização, ou seja, da libertação da sintonia de tais sentimentos e pensamentos que conquistaremos a nossa ideal liberdade de espírito.

"Tus hijos no son tus hijos, son hijos e hijas de la vida, deseosa de si misma...", já dizia Khalil Gibran, filósofo considerado "o poeta do amor", em seu livro "O Profeta". E dizia mais a respeito de "Os filhos": "...No viven de ti, sino através de ti y aunque estén contigo no te pertencen. Puedes darles tu amor, pero no tus pensamientos, pues, ellos tienem sus proprios pensamientos. Puedes abrigar sus cuerpos, pero no sus almas, porque ellas, viven en la casa del mañana, que no pueden visitar ni siquiera en sueños. Puedes esforzarte en ser como ellos, pero no procures hacerlos semejantes a ti porque la vida no retrocede, ni se detiene en el ayer. Tú eres el arco del cual, tus hijos como flechas vivas son lanzados. Deja que la inclinación de tu mano de arquero sea para la felicidad".

Psicanalista Clínico e Reencarnacionista
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Texto revisado por Cris

por Flávio Bastos - flaviolgb@terra.com.br   
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