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Previna-se contra o amor autoritário  
   

Previna-se contra o amor autoritário

Autor Bernardino Nilton Nascimento - bn.nascimento@uol.com.br


A definição da palavra “amor”, no dicionário da vida, é tudo de melhor que se pode conquistar, porém, nessas conquistas pode surgir o amor autoritário.
O amor é um sentimento reconhecido como uma emoção que pode trazer alegria e prazer de viver, mas também pode se transformar em poder, uma força invisível que descontrola o ser humano, exigindo obediência, medo e devoção.
Toda a essência da definição do amor está no reconhecimento de que o ser humano é dirigido por um poder, uma energia, um sentimento de amor, que até os “ateus” sentem profundamente sua presença.

O amor autoritário é um sentimento que individualiza a personalidade de cada um, que define a ideia do poder; devido ao controle que exerce, acredita-se ter direitos, obediência de quem o ama, e a quem acredita amar. Porém, isso não é o verdadeiro e puro amor.

Podemos compreender que a razão desta devoção, desta obediência e que traz o medo constante não pode ser chamada de amor. Esses sentimentos não habitam nas qualidades do amor verdadeiro e altruísta. Isso pode nos levar a uma definição de que o amor no sentido divino é livre, equilibrado e de mútua confiança. No amor autoritário reside: o poder, o egoísmo, o medo e o sofrimento.

No amor altruísta, mora a justiça, a simplicidade do poder divino que podemos deixar dirigir nossas vidas, quando se entrega de verdade o coração ao verdadeiro amor, sua devoção, deixar amar e ser amado por todos e também pelo companheiro(a), de forma a não sufocar e nem tirar sua liberdade de pensamentos e ações, porque na liberdade encontra-se a justiça, o respeito, a compaixão e a humilde devoção de desejar a felicidade do próximo.

Portanto, o elemento essencial no amor autoritário está nas experiências que vêm dos nossos antepassados, onde este amor em seu valor principal é a obediência cega, e seu maior pecado: a desobediência. Enquanto se postula como onipotente e onisciente, na verdade, quem está enquadrado nesse amor autoritário, está dentro da classe dos fracassados e covardes de caráter.

Somente quando se sente em estado de liberdade, é amparado pelo o amor divino, graças a seu amor altruísta, pode o ser humano sentir-se forte, sábio e equilibrado.

O sentimento de um amor autoritário nos faz pensar que somos poderosos, porém, constitui um dos meios de fuga ao sentimento de solidão e mostra as limitações humanas. No ato de um amor puro e verdadeiro, o ser humano encontra sua independência e a integridade de ser capaz para fazer não só seu companheiro(a) feliz, mas todos que estão à sua volta, encontrando este amor altruísta, temos a recompensa do sentimento de estar protegidos por um poder que inspira respeito, alegria e segurança.

Quem está usando este amor autoritário, não pode falar em humildade, e admitindo que seja uma coisa qualquer, não estará pensando como deveria a seu próprio respeito, se não desprezar profundamente quaisquer traços que julgam a sua personalidade, a humildade passa longe de quem se sente dominado por uma profunda certeza da sua miséria. E quem se deixa dominado pelo amor autoritário, está se julgando constantemente fraco, incapaz, medroso e que se deixar levar ao sofrimento. Quem aceita o amor autoritário não pode pensar que tudo é aceito pelo amor, o amor divino e altruísta nos traz a coragem de reagir ao sofrimento que em primeiro lugar se liberta, e depois vai para a estrada contrária ao amor autoritário.

O amor secular, autoritário, segue até hoje o mesmo princípio de todo poderoso(a), querendo ser o objeto de domínio sobre o ser amado.

O bem-estar, no amor altruísta, no desejo de ver o próximo feliz, sem se separar do seu amor direcionado aos amigos, a pessoa amada que lhe traz alegria e prazer.

O amor puro e verdadeiro, mesmo sendo um sentimento único, ele mesmo se dividiu em diversas direções, porém, todos se encontram na estrada da evolução humana.

O amor humanista, ao contrário, está centralizado pele ideia do ser humano e das suas potencialidades. O ser humano deve desenvolver a força da sua razão, para que possa entender a si próprio, as suas relações com os seus semelhantes e o lugar que ocupa no universo. Nós devemos reconhecer a verdade, tanto no que se refere às suas limitações, como as suas potencialidades. Cabe a cada um de nós, desenvolver a sua capacidade afetiva, não apenas em relação ao próximo, como também a si mesmo, e experimentar a solidariedade por todas as coisas vivas.

Naturalmente, precisaremos de equilíbrio e amor, para seguir em direção às experiências que a vida nos presenteia diariamente, nessa espécie de amor, as experiências de união com o próximo e com o universo, as boas energias nos concedem e sentem nosso objetivo maior, de atingir a compaixão, a energia mágica da sabedoria e o prazer de viver no amor.

A virtude é a realização pessoal, e não a passividade da obediência autoritária. A fé no amor divino alicerça-se na certeza da convicção obtida através das experiências das boas práticas e dos bons pensamentos emocionais de satisfação.

No amor autoritário, o humor predominante é de tristeza e culpa; no amor altruísta, o tom emocional prevalecente é de prazer e alegria.

BNN



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Autor: Bernardino Nilton Nascimento   
-Não seja um investigador de defeitos e, sim, um descobridor de virtudes.
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Publicado em 23/11/2014
 

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