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Breve histórico sobre a Bioeletrografia (antiga foto Kirlian)  
   

Breve histórico sobre a Bioeletrografia (antiga foto Kirlian)

Autor Maísa Intelisano - maisa@maisaintelisano.com.br


Bioeletrografia, antiga foto Kirlian, é a imagem da ionização dos gases e/ou vapores exalados pelos poros da pele, e as cores e imagens geométricas que nela aparecem nos proporcionam um recurso auxiliar no diagnóstico de problemas orgânicos e/ou psíquicos.

Hoje sabemos que, como resultado do metabolismo celular de nossos corpos, diversas substâncias químicas são liberadas e exaladas sob a forma de gases e/ou vapores pela pele, na forma de suor, ureia, CO2, NH4, SO2 etc. Esse fenômeno pode ser demonstrado por meio de aparelho que faz análises químicas muito precisas, conhecido como espectrofotômetro.

Conforme seja a composição química desses gases e vapores exalados pelas papilas digitais e ionizados na máquina bioeletrográfica, surgem, nas fotos, as diversas cores e imagens geométricas. Como esses gases e/ou vapores são produzidos pelo metabolismo celular, podem dar indícios de como se encontra o estado de saúde orgânica e psíquica da pessoa.

Atualmente, a Técnica Bioeletrográfica, além de ser utilizada como auxílio diagnóstico na área médica, para identificar problemas de saúde orgânica e/ou psíquica, está também sendo usada em pesquisas nas áreas de agronomia, mineralogia, fitoterápicos, acupuntura, veterinária, homeopatia, psicologia e terapias complementares diversas.

1777 – Alemanha – GEORGE CHRISTOPHER LICHTENBERG

Obtém, em partículas de poeira, com o uso de eletricidade estática, aquilo que poderíamos considerar uma primitiva “imagem bioeletrográfica”. Esses registros foram por ele batizados de “eletrográficos”.

1880 – Estados Unidos – NIKOLA TESLA (Croata)

Apresenta, publicamente, um halo luminoso ao redor do corpo humano, quando este é exposto a um campo eletromagnético de alta voltagem e alta frequência. Batizou o fato de “efeito corona”, considerando-o apenas curiosidade científica.

1904 – Brasil – PADRE ROBERTO LANDELL DE MOURA

Padre, físico e engenheiro politécnico, inventa, em Porto Alegre (RS), uma máquina fotográfica que batiza de “máquina de bioeletrografia”, fazendo uma série enorme de fotos, nas quais chama o halo em torno dos seres humanos de “perianto”. Realiza pesquisas sobre o assunto por oito anos, até 1912. Podemos considerá-lo o pioneiro mundial das pesquisas científicas e sistemáticas na área da bioeletrografia. Por motivos doutrinários e preconceitos, foi impedido pela Igreja Católica Romana da época de continuar seus estudos.

1939 – Rússia - SEMYON D. KIRLIAN

Em Krasnodar, na extinta URSS, reinventa a máquina Kirlian e começa a fazer pesquisas sistemáticas e científicas com a ajuda de sua esposa e de vários cientistas soviéticos. Suas pesquisas só foram divulgadas para o mundo a partir de 1960.

1968 – Brasil – Prof. NEWTON MILHOMENS

Professor de Física, fabrica, em Brasília (DF) no final de 1967, sua primeira máquina Kirlian, a partir de um esquema soviético, iniciando suas pesquisas científicas em 1968, em clínicas psicológicas e, posteriormente, em hospitais. Muda-se para o Rio de Janeiro (RJ) em 1981, onde continua suas pesquisas.

1969 – Alemanha – Dr. PETER MANDEL, PhD

Engenheiro e físico, constrói sua máquina Kirlian e começa a realizar pesquisas tirando fotos em preto e branco, pois achava que as cores podiam atrapalhar na interpretação. Interessam-lhe apenas as estruturas fractais das estrias para diagnosticar problemas de saúde orgânica, usando os pontos da acupuntura chinesa. Por esse motivo, tira fotos simultâneas somente das mãos e dos pés.

Devido à publicação do livro Experiências Psíquicas Além da Cortina de Ferro, de Sheyla Östrander e Lynn Schroeder, o trabalho de Semyon Kirlian populariza-se por todo o mundo e centenas de pessoas, em todos os países, constroem máquinas Kirlian e começam a fazer pesquisas, alguns de maneira amadorística e outros de forma sistemática e científica. Infelizmente, o assunto ganha a imprensa mundial com muito sensacionalismo e apelo ao misticismo “barato” e ao sobrenatural.

1970 – Brasil – Dr. PAULO DE CASTRO TEIXEIRA

O Dr. Paulo de Castro Teixeira, farmacêutico homeopata de São José do Rio Preto (SP), constrói sua máquina Kirlian e tira inúmeras fotos de diversas pessoas, antes e em intervalos de 15 após a ingestão de medicamentos homeopáticos, encontrando modificações de diversos tipos. Publicou diversos livros sobre seus achados.

1972 – Brasil – Dr. HERNANI GUIMARÃES ANDRADE

Engenheiro, constrói sua máquina Kirlian em São Paulo (SP) e tira diversas fotos de plantas e seres humanos, divulgando suas pesquisas apenas em revistas e congressos espíritas, principalmente no Estado de São Paulo.

1974 – Estados Unidos – Dr. STANLEY KRIPPNER, PhD

Psicólogo e parapsicólogo, autor de vários livros, entre eles The Kirlian Aura (não traduzido para o português), no qual faz uma resenha geral de tudo o que existia, à época, em âmbito mundial, sobre a bioeletrografia e o efeito Kirlian.

1975 – Estados Unidos – Dra. THELMA MOSS, PhD

Psicóloga e professora da Universidade da Califórnia, inicia suas pesquisas em bioeleterografia e publica o livro The Probability of the Impossible (A Probabilidade do Impossível), em que relata suas pesquisas iniciais. Posteriormente, publica O Corpo Elétrico (já traduzido para o português), onde relata o restante de suas pesquisas, até seu afastamento definitivo da universidade, por puro preconceito.

1983 – Brasil

Publicação do livro Fotos Kirlian – Como Interpretar, do Prof. Newton Milhomens, o primeiro, no mundo, a ensinar como fazer diagnósticos de problemas de saúde orgânica e psíquica usando a bioeletrografia. O livro é resultado de suas pesquisas a partir de 1968. Atualmente, está desatualizado e não mais será editado, por recomendação expressa do autor.

O Prof. Newton Milhomens funda, em Curitiba (PR), sua indústria de máquinas Kirlian e começa a fabricar os primeiros modelos vendidos, inicialmente, para pesquisadores em Parapsicologia e terapeutas alternativos, e, posteriormente, para médicos e psicólogos.

1985 – Rússia – Dr. KONSTANTIN KOROTKOV, PhD

Físico, professor da Universidade de São Petersburgo, após inúmeras pesquisas com uma equipe de cientistas daquela universidade, descobre que o efeito Kirlian é o resultado da ionização de gases e vapores emanados pela nossa pele, pelos poros. Batizou esse modelo de GDV (Gas Discharge Visualization) ou, simplesmente, Técnica GDV.

1986 – Brasil

Realização, em Curitiba (PR), do I Congresso Brasileiro de Kirliangrafia, com a presença de mais de 250 pesquisadores em bioeletrografia de todo o Brasil. Durante o Congresso, é aprovado, por unanimidade, o “Padrão Newton Milhomens” como o Padrão Brasileiro Oficial de Bioeletrografia.

1987 – Brasil

É publicado, na Revista do Hospital das Forças Armadas, o artigo científico Diagnóstico Oncológico Kirliangráfico, dos médicos militares Drs. Júlio Grott e Hélio Grott Filho, os primeiros, no mundo, a descobrir um sinal que diagnostica o câncer em seres humanos, que batizam de “fratura”.

1987 – Argentina

O Prof. Newton Milhomens realiza palestra sobre bioeletrografia no Congresso de Parapsicologia realizado em Buenos Aires, Argentina. A partir desse evento, tem início o estudo científico da técnica naquele país.

De 1987 a 1995

Durante esse período, centenas de artigos, trabalhos de pós-graduação e livros são publicados em diversos países do mundo, inclusive no Brasil. Alguns desses livros são considerados amadores. Outros, porém, são escritos de maneira séria, com muita fundamentação científica e acurado tratamento estatístico. Inicia-se, assim, a consolidação científica da bioeletrografia.

1987 – Finlândia

É fundada a IUMAB – International Union of Medical and Applied Bioelectrography (ou, em português, União Internacional de Medicina e Bioeletrografia Aplicada), o órgão máximo da bioeletrografia no mundo, reconhecido hoje pela UNESCO/ONU.

1989 – Portugal

O Prof. Newton Milhomens é o convidado de honra de um Congresso de Parapsicologia patrocinado pela Escola Superior de Biologia e Saúde (uma Faculdade de Medicina Naturista), de Lisboa. Após sua palestra, a Kirliangrafia é introduzida como Disciplina Oficial naquela universidade, onde ele também ministra Curso de Interpretação de Bioeletrografias para os alunos de Naturopatia.

1990 – Portugal

O Prof. Newton Milhomens retorna a Portugal para ministrar um curso mais detalhado de Bioeletrografia para os alunos da Escola Superior de Biologia e Saúde, em Lisboa. Vários jornais locais noticiam o fato e a TV da Agência Tass, da Rússia, faz com ele uma entrevista, transmitida para todo o território russo, para registrar que um brasileiro estava ensinando, num país europeu, uma técnica que havia sido inventada por um russo, Semyon Kirlian.

1995 – Rússia

Após muitos anos de pesquisa, o Dr. Konstantin Korotkov consegue fabricar uma máquina Kirlian que dispensa o uso do filme fotográfico e coloca a imagem diretamente na tela de um computador. É um novo marco na história da bioeletrografia.

1996 – A “coqueluche”

Motivados pelo sucesso das pesquisas na área da bioeletrografia, radiotécnicos do mundo inteiro começam a fabricar máquinas Kirlian de “fundo de quintal”. Como seu interesse é meramente comercial, a qualidade e o padrão dessas máquinas deixam muito a desejar. E como nenhum desses “fabricantes” tinha qualquer conhecimento científico sobre o processo, confundem os leigos e desinformados, provocando nova onda de descrédito nos meios científicos.

1998 – A internet

Com o desenvolvimento da internet, a troca de informações, em âmbito mundial, torna-se muito fácil e logo começam a aparecer diversos sites sobre bioeletrografia, muitos deles visando apenas interesses comerciais e alguns outros, apenas “misticismo barato”. Entretanto, sites sérios, de divulgação ou de troca de informações científicas, começam a surgir, como é o caso da página do Prof. Newton Milhomens, no Brasil; do Dr. Peter Mandel, na Alemanha; e do Dr. Konstantin Korotkov, na Rússia;, todas elas falando do efeito Kirlian de maneira séria e sob o mais puro enfoque científico. Inicia-se aí o intercâmbio internacional sobre a bioeletrografia.

1998 – Nova Zelândia

O Prof. Newton Milhomens vai à Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, para proferir palestras de cunho científico sobre a bioeletrografia, a convite do Dr. Robert Beasley. Lá, conhece o Dr. Tom Chalko, PhD, professor de Física e pesquisador em Bioeletrografia da Universidade de Melbourne, na Austrália.

1999 – Rússia

No início do ano, o Ministério da Saúde da Rússia reconhece oficialmente a bioeletrografia como fato científico comprovado e recomenda sua utilização na prática médica. No mês de setembro, a Academia de Ciências da Rússia, durante a realização de um congresso em Moscou, com a presença de mais de 300 dos mais renomados cientistas russos, reconhece oficialmente a bioeletrografia, pela Técnica GDV, como sendo um fato científico comprovado.

1999 – Brasil

Realiza-se, em Curitiba (PR), o IV Congresso Brasileiro de Kirliangrafia, com a presença de 200 pessoas, tendo, como convidado internacional especial, o Dr. Konstantin Korotkov, PhD.

2000 – Rússia

O Prof. Newton Milhomens é o convidado de honra de congresso realizado em São Petersburgo, na Rússia. Durante um jantar, num navio, no Lago Ládoga, é homenageado por ter sido o primeiro pesquisador do mundo, ainda na década de 1970, a conseguir diagnosticar problemas de saúde orgânica e psíquica usando a bioeletrografia.

Sob os auspícios da IUMAB, realiza-se também, em Curitiba, o V Congresso Mundial de Kirliangrafia, com a presença de 350 pessoas, sendo 48 europeus. Estão presentes cinco conferencistas de diversos países da Europa e cinco conferencistas brasileiros. Durante a realização do evento, realiza-se reunião da IUMAB e são declarados e reconhecidos como mundialmente oficiais apenas três “padrões” de máquinas Kirlian, a saber:

1. Alemanha – “Padrão” Peter Mandel
2. Brasil – “Padrão” Newton Milhomens
3. Rússia – “Padrão” Konstantin Korotkov

Durante a mesma reunião da IUMAB, é eleito o Dr. Konstantin Korotkov para Presidente da IUMAB, por um período de quatro anos, por ser um cientista profissional e por residir na Europa, onde está localizada a sede da IUMAB. Durante o Congresso de 2000, a Diretoria da IUMAB, por unanimidade, decide mudar, a partir do dia 01/12/2000, o nome da técnica de kirliangrafia para bioeletrografia, em homenagem ao Padre. Landell de Moura, o primeiro a utilizar esse nome e a pesquisar o assunto, de 1904 até 1912. É realizada homenagem ao Pe. Landell com a entrega de um busto dele ao Dr. Korotkov pela Profa. Vania Abatte, Curadora do Museu Landell de Moura, de Porto Alegre (RS), à época.

2000 – Rússia e Brasil

Carta do Dr. Korotkov, como Presidente da IUMAB, prometendo entronizar o busto do Pe. Landell no Museu da Kirliangrafia, na Rússia, o que realmente aconteceu.

2000 – Rússia

O busto do Pe. Roberto Landell de Moura é entronizado solenemente no Museu da Kirliangrafia, na Rússia, ao lado dos bustos do casal Kirlian, juntamente com um livro, em português, que trata da biografia do ilustre cientista brasileiro, e outro, em russo, em que o trabalho do casal Kirlian é narrado em minúcias.

2001 – Brasil

A Bioeletrografia é ensinada como disciplina oficial para uma turma de alunos do Curso de Terapias Holísticas da Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro (RJ), ministrada pelo Prof. Newton Milhomens e por sua esposa, a Dra. Selma Milhomens. Esse é o primeiro Curso de Interpretação, em caráter oficial, para a primeira turma daquele Curso de Terapias Holísticas.

2001/2002 – Pelo mundo

O Dr. Korotkov viaja por diversos países da Europa e também pelos EUA, proferindo palestras e divulgando a Bioeletrografia como fato científico.

2002 – Brasil

Diversos professores de universidades brasileiras adquirem máquinas Kirlian, “Padrão Newton Milhomens”, e realizam pesquisas sérias em diversas áreas, utilizando a bioeletrografia como instrumento auxiliar às suas pesquisas. Também vêm a Curitiba fazer Curso de Interpretação de Bioeletrografias.

2003 – Brasil

A Dra. Selma Milhomens, psicóloga e esposa do Prof. Newton Milhomens, começa a lecionar a bioeletrografia na UNIABEL – Universidade Aberta de Ensino Livre, em Curitiba (PR), como disciplina curricular para as turmas de Bioterapia daquela Universidade curitibana.

2004 – Colômbia

A Dra. Edith Torres Noboa, médica equatoriana, radicada em Cali, Colômbia, especialista em doenças degenerativas e ex-aluna do Prof. Newton Milhomens, passa a utilizando a bioeletrografia como instrumento auxiliar no diagnóstico de seus pacientes com muito sucesso.


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Texto revisado

 

 



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Autor: Maísa Intelisano   
Psicoterapeuta com formação em Abordagem Transpessoal, Constelações Familiares, Terapia Regressiva, Florais de Bach e Reiki II, é também tradutora e revisora; palestrante e instrutora em cursos sobre espiritualidade e mediunidade; e fundadora e presidente do Instituto ARCA de Mediunidade e Espiritualidade.
E-mail: maisa@maisaintelisano.com.br
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Publicado em 14/10/2014
 

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