Conspiração subatômica  
   

Conspiração subatômica

Autor Marco Moura - marcomoura@dao.com.br


Podemos observar uma ordem bem estabelecida no universo. Inegavelmente, o que sobe, desce, e vice-versa. Há dúvidas de que exista uma lei que opere o universo? Somente para aqueles que acreditam que tudo acontece ao acaso. Nesse modelo aleatório de universo, não cabem leis universais. Se jogássemos algo pra cima, poderia tomar qualquer direção. A física quântica diz que existem sim possibilidades infinitas, entretanto, o contexto existencial define certas probabilidades segundo leis de manifestação (causa e efeito).

Se existe uma lei regendo todos os fenômenos do universo, existe uma inteligência por trás. Podemos inferir que seja uma inteligência alheia ao universo ou inerente a ele. A ideia dualista de uma inteligência separada do universo que o comanda como um Deus onipotente que pune ou gratifica conforme o seu desejo vem sendo abandonada há tempos. Também indicaria aleatoriedade. A única opção coerente é que o universo seja autoconsciente.

Em um universo autoconsciente e interconectado, cada partícula subatômica tem consciência da totalidade e se move em sincronia com todas as outras numa espécie de dança cósmica. A lei da existência interconecta cada átomo, cada estrutura, cada movimento. Nada pode ser estabelecido fora do consenso geral, fora da consciência totalitária. Uma inteligência suprema opera cada transformação ocorrida. Cada fenômeno está se reorganizando continuamente desde o seu nível mais microscópico com base na suprema consciência. Em outras palavras, existe uma conspiração em um nível subatômico para que as coisas sejam exatamente como são. E essa conspiração é a própria lei do universo em operação.

Essa autoconsciência opera em um nível muito elevado no qual nenhuma criatura vivente pode conceber. Cada criatura, assim como cada fenômeno existencial, nada mais são do que elementos combinados segundo uma ordem coerente que obedece a uma lei. Embora a criatura humana seja regida por essa consciência maior que em determinado contexto cósmico permitiu a manifestação de estruturas sencientes, o nível de autoconsciência opera em sua própria estrutura somente. Ou seja, a estrutura sensível desse agregado, o cérebro, é capaz de observar as reações que ocorrem no aparelho corporal que ele opera e então, identifica-se com essa estrutura. Ingenuamente, a consciência cerebral (o ego) acredita que pode controlar as suas ações, mas ela não percebe que a supraconsciência é que rege todos os fenômenos. Tudo ocorre segundo a lei em sincronicidade com todos os fenômenos. Nem mesmo um dedo pode se mover por decisão do cérebro a não ser que a consciência determine. Então o ato de optar está fora dos domínios do cérebro, que só opera em correspondência com o domínio supramental. O dedo é movido causalmente antes do cérebro "decidir" movê-lo. Já foi decidido, o que o cérebro faz é tomar conhecimento do que se move a partir dele, mas não como agente causal e sim como um intermediário para uma ação (função) decidida em um departamento superior.

É curioso ver como o cérebro não se dá conta de que está sendo usado. Nas relações interpessoais, as pessoas ingênuas são influenciadas pelos outros e agem em correspondência com uma ideia implantada por um agente externo sem perceber. É isto: o cérebro é fecundado pela consciência maior sem perceber. Isso porque está desatento. Se permanecermos com atenção plena, podemos perceber que o fluxo do pensamento à ação na verdade tem origem bem antes - ele não se inicia no cérebro, mas é promovido por uma onda muito mais sutil na qual o pensamento é uma condensação dessa onda. Do mesmo modo que podemos dar vazão a alguns pensamentos e transformá-lo em ação, podemos antes disso dar ou não vazão a uma onda de consciência na esfera das possibilidades e decidir realmente o que manifestar. Trata-se da intenção verdadeira que ocorre no nível supramental. É a real decisão. A decisão que combina causas e condições para que você esteja vivo, para que você esteja exatamente onde está e para que se sinta assim como está se sentindo. Há uma combinação interminável de conexões que convergem para que seja assim. Tudo é uma grande conspiração com consenso de todos os elementos subatômicos do universo. Há um complô a nosso favor!

Marco Moura


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Autor: Marco Moura   
Marco Moura desenvolve no Centro Cultural do Templo Tzong Kwan (Vila Mariana, São Paulo) atividades para o desenvolvimento integral de corpo e mente através de terapias orientais, meditação e artes marciais. Fisioterapeuta, faz atendimentos de Acupuntura; ministra aulas de Tai Chi Chuan, Kung Fu e Meditação.
E-mail: marcomoura@dao.com.br
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Publicado em 22/08/2014
 

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