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O que a culpa faz com a gente  
   

O que a culpa faz com a gente

Autor Keli Soares - kelisoares@hotmail.com


Este negócio de culpa é complicado. Quando você comete um erro e não é um psicopata, o padrão normal aprendido em nossa cultura é se sentir culpado.
Segundo Daniel Amem em seu livro “Transforme seu cérebro, transforme sua vida” torturar-se com culpa e culpar os outros e/ou situações pelos seus problemas são dois pensamentos-formiga que devem ser eliminados e substituídos. Os pensamentos-formiga são pensamentos negativos automáticos. (Automatic negative thoughts / ANT – formiga em inglês).
Os pensamentos negativos automáticos (formigas) podem fazer com que as pessoas fiquem depressivas, negativas, melancólicas, mal humoradas, infelizes.

De repente, você se sente inadequado, como se estivesse fazendo algo errado e não pudesse se sentir bem porque não merece. Quando se sentir assim, investigue quais pensamentos está criando e ative o seu “tamanduá mental”, seu “matador de formigas”, identifique o pensamento negativo gerador de culpa e troque por pensamentos que o absolvam, que o façam sentir melhor.

A culpa é um sentimento inútil e não é saudável para o sistema límbico profundo. Ela geralmente faz com que você deixe de ser autêntico e faça coisas que realmente não quer fazer. Se a culpa fosse produtiva e ajudasse de alguma maneira tudo bem, mas não é o caso. Ela contribui para aumentar sentimentos de menos-valia, mina a motivação e atrapalha a autoestima.

Toda vez que você pensar ou falar usando palavras como: “Eu tenho que”, “tinha que”, “deveria” você estará pressionando a si mesmo e criando um formigão para lhe picar. Você não tem que nada – VOCÊ PODE, VOCÊ QUER, VOCÊ ESCOLHE e caso você realmente não queira e esteja se torturando com culpa, no estilo: “eu não quero fazer, mas “tenho que” fazer porque...”, não é uma escolha realmente, é hora de começar a ser mais fiel a si mesmo e deixar de fazer o que não quer. E você talvez me diga: Eu tenho que trabalhar. E eu lhe direi que você trabalha porque quer e você me dirá: não, eu preciso trabalhar para me sustentar, sustentar minha família. Ok, mas tem muita gente que escolhe não trabalhar e não sustentar a família. É uma escolha que a pessoa faz e uma escolha tem as suas consequências.

Ao invés de repetir para si mesmo que você “tem que” e gerar pressão, culpa, mal-estar e angústia, você pode pensar: eu não tenho que trabalhar, eu escolho trabalhar e caso você não goste do seu trabalho, do que está fazendo atualmente, vá a luta, mude, reinvente a sua vida.

Absolva-se da culpa e deixe de fazer o que não quer. Troque “eu tenho que” por “eu quero” , “eu posso”, “eu escolho”, “eu decido” e verá que esta pequena diferença na forma de pensar terá um impacto muito positivo em sua vida.

Se você tem o hábito de culpar o outro ou as situações da vida pelos seus problemas, saiba que colocar-se como vítima da vida não só o atrapalha como também atrapalha seus relacionamentos. Quando você culpa o outro pelos problemas da sua vida, você se coloca em uma posição de impotência e impede a si mesmo de mudar a situação. Se você quer mudar qualquer coisa em sua vida, assuma 100% de responsabilidade pela solução dos seus problemas, assuma o poder que é seu.

Fora Culpa!
Responsabilidade Já!

Esteja atento aos seus pensamentos e elimine as formigas, limpe a sua mente porque assim você poderá ter clareza do seu valor e da importância de experimentar a vida, de desenvolver consciência com prazer e alegria!

Abraços

Com amor,

Keli

Texto Revisado


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Autor: Keli Soares   
Pós-graduada em Gestão de Pessoas; Graduada em Psicologia; Formação na Abordagem Ericksoniana, Abordagem Estratégica; PNL e Coaching. Psicoterapia, hipnoterapia, terapia breve. Analista de PI (Predictive Índex) – Arquitetura Humana – Brasil. Treinamento e consultoria na área de Gestão de Pessoas.
E-mail: kelisoares@hotmail.com
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Publicado em 06/06/2014
 

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