Artigo de Maísa Intelisano: ORAÇÃO AO PÉ DAS LETRAS - | Artigos do Clube
 
ORAÇÃO AO PÉ DAS LETRAS  
   

ORAÇÃO AO PÉ DAS LETRAS

Autor Maísa Intelisano - maisa@maisaintelisano.com.br


Porque, para orar, não é preciso falar difícil, mas falar com o coração.
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Prezado Pai nosso que estás nos céus:

Entendo bem que, se quiser falar contigo, tenho que folgar os nós dos sapatos e da gravata, mas, quando eu nasci, o chato de um querubim já, de saída, entortou minha estrada e, agora, vou até o fim.

Santificado costuma ser o teu nome e longe de mim contestar, mas domingo descobri que és um Deus triste, um Deus de incomparável tristeza. E tu sabes, não é? Tristeza não tem fim, já a felicidade, esta sim, tem logo um fim.

Ainda assim, venha a mim o teu reino, oh tempo rei, oh tempo rei... E ensina-me, oh Pai, o que eu ainda não sei, porque, daquilo que eu sei, nem tudo me deu clareza, nem tudo foi permitido, nem tudo me deu certeza.

Sei que a tua vontade é lei, assim na terra como no céu. De qualquer jeito, em nome de Nossa Senhora de Aparecida, venho aqui pedir-te, de romaria e prece, uma luz para o trem da minha vida.

Dá para mim hoje o meu pão de cada dia e afasta de mim esse cálice, que esse negócio de subir aos céus sem cordas pra segurar não é comigo, não.

Vê se consegue perdoar tanto as minhas dívidas como as minhas ofensas, que é melhor ser alegre que ser triste, alegria é a melhor coisa que existe, e quem não deve não teme, nem treme, não é mesmo?

Mas aqueles que me devem e os que andaram me ofendendo... Bem, terás que entender que onde queres família, sou maluca; e onde queres um lar, revolução.

Não me deixes cair nessa de tentação, que dentro de mim mora um anjo, que tem até unhas pintadas e passa horas no espelho do toucador.

E me livra do mal, principalmente do mau humor, que contra o mau olhado eu carrego o meu patuá!

E não te esqueças de que, enquanto eu inventar Deus, Ele (tu) não existe.

Sem mais, acho que chegou a hora de fazer valer o dito popular: desesperar jamais!









Referências:

Pai Nosso
Se eu quiser falar com Deus – Gilberto Gil
Até o fim – Chico Buarque
Deus triste – Carlos Drummond de Andrade
A felicidade – Tom Jobim e Vinícius de Moraes
Tempo rei – Gilberto Gil
Daquilo que eu sei – Ivan Lins
Romaria – Renato Teixeira
Cálice – Chico Buarque
Se eu quiser falar com Deus – Gilberto Gil
Samba da bênção – Vinícius de Moraes
Quereres – Caetano Veloso
Dentro de mim mora um anjo – Cacaso
É hoje – Caetano Veloso
Felicidade clandestina – Clarice Lispector
Desesperar jamais – Ivan Lins


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Autor: Maísa Intelisano   
Psicoterapeuta com formação em Abordagem Transpessoal, Constelações Familiares, Terapia Regressiva, Florais de Bach e Reiki II, é também tradutora e revisora; palestrante e instrutora em cursos sobre espiritualidade e mediunidade; e fundadora e presidente do Instituto ARCA de Mediunidade e Espiritualidade.
E-mail: maisa@maisaintelisano.com.br
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Publicado em 18/05/2014
 

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