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Ter que refazer!

por Paulo Salvio Antolini - pauloantolini@terra.com.br

Ter que refazer!
Você já teve que refazer um trabalho que, após estar pronto, se perdeu? O que você sentiu? O que você fez? Por que o trabalho se perdeu?
Perdeu-se por não ter sido bem feito. É uma das possibilidades e muito comum até. Quando as pessoas se dispõem a fazer algo com má vontade. Fazem ou para agradar a outros ou porque são obrigadas. Quando vão "entregar" o solicitado, não é aceito e começa tudo de novo, ou não, às vezes quem está fazendo abandona o que pretendia só para não ter que fazer de novo. Quem costuma fazer dessa forma dificilmente assume que não está fazendo bem feito. Acha sempre que são os outros que são implicantes, são persecutórios, não reconhecendo o que quem fez chama de "esforço".
Mas será que há algum esforço em fazer algo imbuído desse estado de espírito, ou seja, fazer só para atender? Há sim. Quem faz não percebe que ele próprio está se impondo atender a exigência e para tal, mesmo fazendo mal feito, despende grande energia. Muitas vezes é uma energia muito maior que a do fazer bem feito. Em treinamentos de qualidade dado em empresas, é apregoado que o responsável pela qualidade é quem faz e não quem fiscaliza, quem confere, e a melhor forma de fazer com qualidade é fazer certo na primeira vez.
Perdeu-se porque não houve o cuidado com o preservar o feito. E aqui se abre também "ene" possibilidades onde, em todas elas existe uma dose de descuido e excesso de confiança. "Isso nunca vai acontecer". Um exemplo bem simples: Após varrer todo o terraço, juntando as folhas caídas, deixa para recolhê-las depois, pois "não está ventando", como se tivesse o controle sobre a estabilidade do tempo. Preciso dizer que ventou e esparramou tudo de novo? Outro exemplo: O texto ou relatório digitado, pronto e revisado que só falta imprimir ou enviar via email. O vírus, o travamento do equipamento, e tudo teria sido evitado se a pessoa tivesse usado o "pendrive", o CD, se tivesse, enfim, feito o tão apregoado "back up". Alguns momentos a mais e a garantia de ter o trabalho poupado.
Perdeu-se pela displicência, descuido com que se olhou o feito. Após semanas de negociação e ajustamento de um determinado negócio, apenas um último telefonema que confirmaria toda a negociação não foi dado. No dia seguinte o negócio já não existe mais. Foi feito com outro. "O Sr. não me confirmou como havíamos combinado e achei que não havia mais seu interesse pelo negócio".
É enorme o número de vezes que se faz novamente coisas que, se feitas adequadamente e seguindo todos os passos necessários, bastaria uma única vez. Vejam quantas voltas a um determinado lugar, só porque quando foi a primeira vez não esclareceu todas as dúvidas. "Custa X". Em quantas vezes sem juros, até quantas vezes e com que valor de juros, tem a pronta entrega, cores, voltagens, etc, etc, etc... "Ah, eu não perguntei isso.."
Embora se costume dizer "fez com má vontade", nem sempre o motivo do refazer é esse. Boa parte das vezes é o achar que o que se fez já é suficiente, o resto e excesso. Quantos refazer por ter feito com muita pressa. Então se pararmos para refletir, veremos que estaremos sendo mais ágeis e rápidos se fizermos respeitando o tempo e passos necessários.
E qual é a grande vantagem disso? Além do não ter que repetir o feito, a redução ou mesmo eliminação da ansiedade que sentimos quando estamos agitados, fazendo correndo, fazendo para acabar logo, enfim, quando a pessoa não está presente no que está realizando.
Admira-se aqueles que se mantêm calmos e agem atendendo a todas as necessidades da situação. Como se isso não fosse possível a todos.
Basta querer e se exercitar para isso. Controlar-se é algo possível a todos. Não querer ou dizer que não consegue é apenas uma forma de se desculpar por não estar disposto a se esforçar para conseguir o que pretende. É o querer, mas de graça. Sem querer pagar o preço do exercitar-se para isso.



por Paulo Salvio Antolini   
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