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O Retorno ao Lar – Fazendo as Pazes com Você
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O Retorno ao Lar – Fazendo as Pazes com Você

por Marcelo Hindi - SoberanoConselho@colegiomistico.com.br

Você já se sentiu desconfortável, um tanto incomodado, talvez até exausto, ao perceber-se inserido em um mundo de aparências? Já sentiu a satisfação por ter construído a imagem que apresenta, mas de algum modo, paradoxalmente, notou uma espécie de insatisfação bem lá no fundo? Construir relações e conservá-las, sustentar a vida social, a imagem e o poder de consumo, resulta em uma boa dose de esforço e eventuais desgastes, e isso uma vez ou outra pode parecer que não condiz com a sua essência. Não é algo estranho e tampouco surpreendente que exista um conflito entre o ser e o estar - a participação no mundo das aparências sem perder-se de sua própria essência.

Tratemos desse interessante assunto. Seguir um para viver a novela social, com uma boa quantidade de personagens à disposição -um para cada natureza de relação (profissional, sujeito de sucesso, amigo, irmão, sujeito feliz, etc.), pode ser natural e habitual, o que significa que em algum ponto do caminho o sujeito se acostumou a representar para poder se adequar, para ocupar seu lugar na intrincada, competitiva, eventualmente hostil e complexa malha coletiva. Entretanto, ainda que pareça normal e até natural, o desconforto denuncia o conflito que mencionei há pouco. Isso ocorre principalmente por existir a necessidade íntima de viver em harmonia com a própria essência, mas também resulta da inadvertida fusão entre o sujeito e o personagem de que se utiliza.

Não é preciso deixar de viver os papéis que compõem o roteiro de vida construído até o momento, portanto, qualquer ato de rebeldia e de abandono dos deveres, compromissos, personagens vividos, está destacadamente descartado. O problema não é o papel, o aparente, o personagem, e sim confundir-se com o aparente, pois isso afasta o indivíduo ainda mais daquilo que é - uma unidade essencial consciente e virtuosa. Atuar no mundo sem ser o mundo, é exatamente isso: ser, sem se perder de si próprio, atuante em todos os meios. Nesse ponto surge uma excelente pergunta: "de que modo resgato minha percepção essencial e me harmonizo com o que verdadeiramente sou?" Vejamos.

Em essência, você é uma individualidade sem igual, única e individualizada no Todo Real. Já no mundo aparente, ilusório, você é a multiplicidade de papéis, ações e personagens - valha-se dessa percepção para distinguir o que você É do que você Está. Além disso, e com destacada relevância, visando a harmonização do agir finito com o infinito e para o resgate da percepção essencial, adote uma atitude impecável, virtuosa. Conserve os mais elevados valores e pratique-os, viva a virtude, os princípios sustentados pela ética -agora o mais importante de tudo- para você mesmo. Você precisa saber que sua atitude é impecável; você precisa reconhecer, em meio às relações sociais, que seu posicionamento e suas referências são impecáveis: suas palavras, seus atos, seus sentimentos, e principalmente seus pensamentos. Você não se afasta de si próprio quando vive consciente de suas escolhas e de sua atitude impecável; você faz as pazes com seu próprio núcleo, com você mesmo.

À medida que sua referência se consolida na virtude, e sua percepção se norteia a partir de escolhas dela derivadas, você vai se sentir cada vez mais confortável ao participar dos meios, utilizar os papéis sociais e atuar no mundo aparente. A cada oportunidade experimentada, a cada relação, em cada escolha, você sentirá mais e mais harmonia entre o mundo do ser e o mundo do estar. Considere que você já está em casa, e tudo está muito bem. Se considerar que falta algo, complete com a consciência de sua aliança com a virtude e a fidelidade aos seus mais elevados valores. Viva-os para você, independendo da apreciação e até dos benefícios que serão oferecidos ao mundo circundante.

Podemos apreciar muito a satisfação de sermos estimados por nossas qualidades, atributos, valores e comportamento, não obstante, nenhum reconhecimento, aplausos ou elogios, podem ser comparados, ou mesmo aproximados, da alegria e o júbilo de nos percebermos e nos admirarmos profundamente. Convido-o, amigo leitor, a testar uma semana de experimentação do que propus aqui - viver para si mesmo uma atitude impecável. Se o reconhecimento de sua própria essência for realizador, você ultrapassa a semana sugerida e vai além do tempo e no aperfeiçoamento deste princípio. É inegável que não há absolutamente nada a perder: o mínimo resultante é benéfico a você e também ao mundo.

Um grande abraço
Marcelo Hindi - Psicoterapeuta Holístico




Texto revisado



por Marcelo Hindi   
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E-mail: SoberanoConselho@colegiomistico.com.br
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