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Espiritualidade - a jornada espiritual
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Espiritualidade - a jornada espiritual

por Marcos Porto - portomfc@terra.com.br

Toda verdadeira jornada espiritual é uma missão. Significa que partimos para descobrir algo. Não somente sobre qualquer fato, mas sobre quem realmente somos. Isso é a vida, e essas são grandes questões que nos incomodam.
Embarcar na jornada espiritual é como entrar em um barco à vela muito pequeno, e nos lançarmos sobre o oceano em busca de terras desconhecidas.
O Amor e a Luz serão as velas do barco, que estarão sempre recebendo o sopro dos ventos divinos.
No entanto, muitos preferem por razões de segurança navegar ao longo da vida ‘costeando as praias’, sem nunca se aprofundarem nas águas do azul escuro. Mas, ao optarmos por ignorar que há algo mais além na vida do que a corrida diária na apropriação de bens - o que irá acontecer, quando formos abruptamente envolvidos nos infortúnios?

Vamos, então, refletir sobre o tema?

Quando ficamos doentes, ou alguém que amamos parte ou morre, ou nós mesmos quando perto do fim de nossas vidas – o que poderá ser a qualquer momento; - caso escolhermos navegar ‘costeando’ a vida, sem irmos para as profundezas de nós mesmos, vamos nos sentir desorientados, perdidos - sem recursos mentais e espirituais, os quais nos ajudarão a lidar com as fases difíceis.
A jornada espiritual nos fornece recursos para lidarmos com as adversidades, e nos auxilia a entender o(s) porquê(s) dos nossos desafios e como superá-los.
É claro que cada viagem é única, mas existem determinados fatores que todas as viagens espirituais têm em comum.

Joseph Campbell (1904-1987) mitólogo americano, famoso por seu estudo de comparações das religiões, no livro “O Herói de Mil Faces” descreve as etapas arquetípicas da jornada do herói. Nossa jornada espiritual mostra uma estrutura similar. Exige confiança para preservarmos a liberdade interior, para seguirmos em frente na nossa jornada mais íntima de Alma para novos poderes sobre nós mesmos.

A viagem geralmente começa com o que Joseph Campbell chama de um convite para a aventura. Este é o catalisador que nos inicia em nossa jornada.
É o ponto na nossa vida de um primeiro aviso de que estaremos diante de mudanças. Faz sentido?

No meio da viagem da nossa vida, voltamos a nós mesmos como para dentro de um tonel de madeira, onde o caminho principal parece estar perdido.
O chamado da aventura como resposta das nossas atitudes de amor seja conosco e com as outras pessoas, poderá vir na forma de uma mensagem, carta, sonho, ou ainda em forma de uma experiência estranha.

Aí poderemos realizar que não somos seres humanos em uma jornada espiritual, mas muito mais seres espirituais em uma jornada humana. Está claro?
Quase sempre inicialmente recusamos a chamada. Tendemos a resistir ao convite, porque sabemos no fundo de nossos corações que uma jornada espiritual significa enfrentar o maior de todos os medos - o medo do desconhecido. Recusamos porque não queremos mudar. A forma com que comumente expressamos a recusa é a negação. Negamos tudo o que é difícil em nossas vidas.

"Isso não pode estar acontecendo comigo!" é uma maneira de afastar o que é desconfortável. Muitas das grandes histórias bíblicas relatam sobre não aceitar o convite.

Uma das mais conhecidas é a história de Jonas e a baleia. (Jonas 1:1-17 e 2:1-10). Jonas era um israelita a quem o Ser Maior Criador Deus chamou para uma incumbência, mas que rejeitou sua missão divina. Partiu, então, para uma longa viagem marítima, mas em vez - assim diz a história - houve uma grande tempestade em alto-mar.

Os marinheiros, percebendo que a desobediência de Jonas tinha causado a tempestade, o jogaram ao mar na tentativa de salvar o navio. Jonas foi salvo do afogamento, quando engolido por uma baleia, permanecendo dentro dela, até ser ‘cuspido’ em terra seca após três dias.

Essa história de Jonas nos revela alguns detalhes instrutivos. A cada um de nós é dada uma missão na vida. Poderemos demorar algum tempo para descobrirmos qual é o propósito mais importante em nossa vida. Assim que descobrirmos o que é, poderá parecer algo muito difícil.
Precisamos ir além de nós mesmos, lidando com as áreas inexploradas do nosso oceano interior. Quando resistimos em embarcar em nossa jornada espiritual, nos encontramos em um lugar desconfortável: a escuridão.
Para nós a experiência de Jonas permanecer no ventre da baleia, é uma metáfora maravilhosa, simbolizando a escuridão que nos cerca na jornada espiritual. É a escuridão do ‘não ser’.
Na verdade, quando decidirmos ‘ir mais longe’ em nossa jornada espiritual, iremos descobrir que teremos de deixar para trás o que sabemos, e entrar em águas estranhas, até então. Correto?

Muitas vezes nos tornamos incompreensíveis e irreconhecíveis tanto para nós como para os outros. Isso é bastante desconfortável. Muitas pessoas desistem da busca espiritual neste momento. Afinal, muitas vezes, a motivação inicial dessas pessoas para irem além em uma jornada espiritual, era para ganharem algum status – ser apreciado nas suas opiniões, ou reconhecido como dedicado altruísta.

Mas, ao nos entregarmos na nossa jornada, descobrimos que tudo isso é retirado, porque a jornada espiritual não é ‘sobre ter’, mas muito mais ‘sobre ser’, o que representa realizar os anseios de Alma.

Voltaremos ao assunto.

Texto revisado



por Marcos Porto   
Marcos F C Porto – Terapeuta Holístico, modalidade Psicoterapia Holística Transpessoal – CRT 44432, Diplomado em ITC - Integrated Therapeutic Counselling, Stonebridge, Inglaterra, trabalha auxiliando pessoas na busca da sua essência, editor do OTIMIZE SEU DIA!, autor do livro - Redescobrindo o Eu Verdadeiro, é facilitador de Grupos de Reflexão
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E-mail: portomfc@terra.com.br
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