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Pessoas que tem o dom de nos ferir

por Teresa Cristina Pascotto - crispascotto@hotmail.com

Esse tipo de pessoa sabe como nos ferir, ela conhece nossos pontos fracos e se utiliza dos mais variados recursos para nos abalar, machucar ou ‘destruir’. Ela costuma nos ferir em vários momentos e situações, e tem prazer em nos fazer sentir dor.

Quando estamos frágeis e tristes, ela nos fere de forma mais ‘branda’, não precisa de muito esforço, pois já estamos na dor; mas ainda assim, nos fere. Porém, basta que estejamos bem, tranqüilos e com nossa vida fluindo que a pessoa nos ‘ataca’ com mais intensidade e profundidade, de forma cruel, usando-se das mais variadas formas de ataque, seja explicita ou dissimuladamente – pode ser com palavras agressivas ou apenas com uma emanação de energia negativa, mas com poder destrutivo.

Se estamos confusos, tristes, vulneráveis ou frágeis e ela nos fere, ficamos pior, mas como já não estávamos bem, não conseguimos perceber o impacto destrutivo que nos causou sua (aparente) simples presença (cheia de energia destrutiva) ou agressão explicita. Esta falta de percepção nos coloca em sérios riscos, pois nos tornamos prisioneiros de seus ‘jogos mortais’ sem consciência.

Por conta disso, esse jogo destrutivo se intensifica e acabamos acostumando com seus ataques e isto faz com que passemos a achar que isso é ‘normal’, ficamos ‘calejados’ e nos anestesiamos para não percebermos o que ocorre de verdade (não sabemos como mudar o jogo, então preferimos nos anestesiar). Inconscientemente criamos mecanismos de defesa, para sobrevivermos aos seus ataques, ao invés de tomarmos consciência do jogo para nos posicionarmos, interditando a pessoa.

Quando estamos felizes ela sente raiva – normalmente, isto é inconsciente – e nos ataca de forma mais destrutiva (não necessariamente explícita), para nos fazer sentir muita dor e nos tirar a felicidade (ela aproveita e captura a luz de nossa felicidade para se abastecer). Neste momento, por todo o vício que já criamos dentro desse círculo vicioso, nos deixamos abater sem resistir e sentimos dor intensa. Neste caso, não há como não perceber e nos anestesiarmos diante da grande dor e mudança de estado de graça para estado de infelicidade imediata. Porém, depois de um tempo, logo deixamos para lá e ‘esquecemos’ o episódio.

Se continuarmos a agir desta forma, nunca conseguiremos nos libertar desses jogos. Para criarmos possibilidades de mudanças reais, deveremos nos tornar muito observadores para detectarmos todos os pequenos e grandes ataques, explícitos ou dissimulados, com agressões físicas ou através de palavras, ou agressões energéticas e psíquicas. Precisaremos ficar muito atentos para percebermos as minúcias desses momentos de ataques, para que possamos perceber a dinâmica oculta que ocorre durante esses jogos. As coisas começarão a ficar mais claras, começaremos a identificar os pequenos movimentos da pessoa, os momentos em que ela lança olhares, palavras ou ‘mísseis energéticos’ contra nós, perceberemos em que circunstâncias os ataques ocorrem com mais freqüência e qual é o modo de agir da pessoa. Passaremos a ser observadores, sem que ela perceba que está sendo observada. Porém, mesmo começando a tomar consciência de seus movimentos e ataques, pelo condicionamento adquirido, ainda assim seremos ‘vítimas’ de seus jogos por várias vezes. É inevitável, mas a cada vez nos tornaremos muito mais cônscios, o que nos dará muito mais compreensão e capacidade para encontrarmos recursos para a solução da questão.

Passaremos a compreender que a pessoa reage negativamente – ela sente – a qualquer indício de reação positiva diante de vida que tenhamos. Tudo o que ela quer é nos manter prisioneiros de nossas limitações, ela não consegue conceber a idéia de que possamos nos libertar e que isso poderá nos levar a expressarmos nossa essência no mundo, usando nossa criatividade, nossos potenciais e dons, nossa sabedoria. Enfim, tudo o que estiver acontecendo de mudanças dentro de nós, que tenham potencial para nos conduzir ao caminho do coração, na expressão de nossa luz, a pessoa irá detectar e imediatamente irá ativar seus recursos mais eficazes contra nossa liberdade e expressão. Esses recursos são os seus jogos que nos ferem profundamente. Vale lembrar que enquanto esse jogo se mantém, a pessoa também é prisioneira, mas de sua culpa, pois ela sempre se sente culpada por nos fazer sentir dor, mas não consegue evitar os ataques.

A tomada de consciência de como e por que ocorrem os ‘jogos mortais; de toda a dinâmica que ocorre dentro de nós, das motivações do ego, que nos leva a permitir que nos ataquem; e da dinâmica oculta que ocorre entre nós e a pessoa, desde o momento em que estamos nos expandindo até o ataque consumado, nos dará mais poder pessoal, o que fará com que não sejamos mais ‘vítimas’ desavisadas e incautas. Receberemos ataques, mas não estaremos mais inconscientes e perceberemos todos eles, e isso irá diminuir um pouco a dor. Percebendo que nos deixamos ferir, sem reagir, fará com que desejemos nos proteger e essa intenção ativará nossos instintos de auto-preservação, há muito adormecidos, fazendo com que nossos recursos internos para tal, se manifestem e aflorem de forma espontânea, o que terá grande poder de promover mudanças. Aos poucos, por estarmos mais atentos, começaremos a perceber previamente o momento dos ataques e conseguiremos nos esquivar deles. Até que chegará a um ponto em que perceberemos, nos momentos em que estivermos mais expansivos e vibrantes, o momento em que a pessoa estiver prestes a nos atacar e conseguiremos interditá-la, impedindo-a de nos atacar. Esta interdição poderá ocorrer sem esforço externo, apenas com um não interno, um não aos ataques, que terá brotado dentro de nós com todo o seu poder. Esta é a barreira mais poderosa que temos contra qualquer ataque.

Quando dizemos não ao outro, interditando-o em seus jogos, quaisquer que sejam eles, o levamos à cura.

Descobriremos que a pessoa age de forma tão negativa, tentando nos interditar, porque ela sente medo de nos perder e acredita que qualquer expansão que ocorra em nós fará com que nos libertemos de nossas amarras e que isso nos levará ‘para o mundo’. O medo de nos perder lhe causa sofrimento. Poderá ser também proveniente do medo de se sentir inferior a nós, pois o sentimento de inferioridade também lhe causa sofrimento. Perceberemos que permitimos que a pessoa nos mantenha dentro desse círculo vicioso porque sempre que ela nos fere perdemos os impulsos naturais de nossa alma e nos recolhemos na dor. O ego encontra nessa dinâmica um recurso para nos interditar, fazendo com que nossas forças sejam drenadas, para que não nos deixemos guiar pelo coração.

Desmascarando o ego e as intenções ocultas da pessoa, poderemos entregar a solução dessa dinâmica ao nosso Espírito, para que ele aja com sabedoria e discernimento e nos conduza a viver a partir da expressão de nossa alma.




por Teresa Cristina Pascotto   
Atuo através da manifestação de meus dons naturais, sou sensitiva. Desenvolvi um trabalho de Aconselhamento Terapêutico, com metodologia própria. Considero-me uma pesquisadora do insconsciente, sempre em busca de novos conhecimentos sobre realidade oculta na mente humana.
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E-mail: crispascotto@hotmail.com
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