Artigo de Flávio Bastos: Deixa que digam, que pensem, que falem! - | Artigos do Clube
 
Deixa que digam, que pensem, que falem!  
   

Deixa que digam, que pensem, que falem!

Autor Flávio Bastos - flavio01bastos@gmail.com


No trabalho terapêutico, costumo me deparar com casos em que as maledicências, infelizmente comuns ao ser humano, afetam psiquismos mais sensíveis à interferência de energias, que consciente ou inconscientemente, tornam-se "armas" potencialmente agressivas.

Em alguns casos em que o indivíduo é diagnosticado como portador de delírio persecutório, ou seja, tem a sensação de que é perseguido ou que pessoas à sua volta estão falando mal dele ou de outra pessoa da família, a regressão de memória é indicada no sentido de investigar as origens do sofrimento psíquico.

O caso clínico que abordarei a seguir, trata-se de um típico exemplo de que não devemos nos precipitar nos diagnósticos sem buscar mais a fundo as suas causas.

Renato, muito nervoso, chega ao consultório carregando o fardo de "psicótico", portador de delírio persecutório. O recente diagnóstico, acompanhado de tratamento químico, deixa-o preocupado com a sua saúde e com seu futuro, já que é um jovem adulto.

No entanto, conforme verbaliza na primeira consulta, percebo nas entrelinhas de sua fala, a sintonia do remoto passado associado às experiências de buiylling ocorridas na infância da vida atual.

A suspeita imediata é de que Renato tornara-se o resultado de traumas psíquicos associados, isto é. experiências traumáticas de outras vidas somadas aos traumas dessa vida, em que o "delírio persecutório" é o reflexo da sintonia em forma de sofrimento psíquico.

Na sequência do atendimento, à medida que o processo terapêutico foi estabelecendo conexões interdimensionais, Renato sente-se mais relaxado com a situação em si e mais confiante na proposta da regressão de memória, que foi agendada com o seu consentimento.

No dia da regressão, ele encontra-se incrívelmente calmo e confiante na experiência. Antes mesmo do término dos procedimentos iniciais, Renato regride a uma vida em que fora, injustamente, acusado de traidor. Encarcerado em uma masmorra medieval, sofre uma série de humilhações até ser condenado e executado em praça pública.

Esse trauma psíquico associado aos traumas do buiylling da infância atual, agiu de forma danosa em seu inconsciente, influenciando no seu comportamento social e limitando o seu potencial no sentido dos estudos e da atividade profissional, pois a desconfiança e o medo de se expressar socialmente fora o resultado de sua sintonia intervidas que deixara-lhe "feridas" até então incuráveis.

Com a sequência das sessões de psicoterapia interdimensional, Renato começa a elaborar a sua experiência regressiva em relação ao seu diagnóstico, melhorando considerávelmente a sua percepção de momento vital. Já consegue discernir com facilidade e compreender que o seu sofrimento psíquico é resultado de seu passado e que por isso, deve reagir no sentido contrário a essa sintonia se quiser livrar-se de seu desconforto.

Convencido a não valorizar comentários maldosos a seu respeito ou a respeito de pessoas de seu convívio diário, Renato adota, aos poucos, uma atitude de indiferença consciente em relação às energias que antes o desestabilizavam.

À medida que de uma forma elaborativa o delírio persecutório deixa de ter uma origem desconhecida para revelar-se à luz da consciência, o problema começa a "morrer" com o seu passado de experiências psíquicamente traumáticas.

Hoje, Renato conquistou uma certa paz de espírito e um foco cujo desdobramento contempla a percepção de sua interdimensionalidade que foi fundamental para o corte da sintonia com o passado. Caso contrário, ele estaria ainda nervoso e agustiado com o seu futuro repleto de incertezas e medos.

Recentemente, questionado sobre as maledicências que são inevitáveis quando convive-se com a heterogeneidade humana, Renato saiu-se com surpreendente bom humor ao cantarolar parte da letra de uma música que fez sucesso no passado: "Deixa que digam, que pensem, que falem...".

Obs: o verdadeiro nome da pessoa foi preservado.

www.flaviobastos.com





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Autor: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Psicoterapia Holística, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
E-mail: flavio01bastos@gmail.com
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Publicado em 06/06/2011
 

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