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As interdições que atraímos
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As interdições que atraímos

por Teresa Cristina Pascotto - crispascotto@hotmail.com

Temos a crença de que sempre sentiremos dor, independentemente do que viermos a escolher, sempre esperamos sentir dor; acreditamos que a verdade traz grande dor, pois ela nos remete às lembranças de experiências passadas, em que sofremos muito; por isso, criamos um mundo de ilusão, na tentativa de nos aliviarmos da dor. Sair da ilusão significa termos que enfrentar um mundo novo, o mundo da verdade, que é divina, mas não a vemos assim e acreditamos que este mundo baseado na "verdade real" está cheio de perigos, desafios e dificuldades extremas, com as quais não aprendemos a lidar e contra os quais ainda não criamos mecanismos de defesa, como já fizemos para viver no mundo da "verdade ilusória".

Assim, se e quando resolvemos despertar a consciência, conseguimos entrar em contato com a "verdade real" e descobrimos que não há nada de perigo no mundo à nossa volta e que todos os "perigos externos" são apenas projeções de nossas crenças negativas e de nossas necessidades internas, baseadas nas limitações de nosso Ego, que é o guardião de nossas memórias inconscientes. Não há nada nem ninguém contra nós, nada pode nos acontecer de mal se formos apenas nós mesmos, se formos apenas a expressão de nossa divindade interior, que está aprisionada em um calabouço, vigiada pelos nossos inimigos internos -medo, covardia, raiva, desejo de vingança- comandados pelo poderoso e soberano Ego, para que não haja a mínima chance de nossa divindade ser libertada. Se resolvermos enfrentar nossos medos e crenças negativas, a despeito de qualquer dificuldade que venhamos a enfrentar, descobriremos que essas dificuldades são apenas condições externas que foram por nós projetadas e plasmadas, e tomaremos consciência de que todas as situações ou pessoas que "se levantam contra nós" quando damos alguns passos na direção do cumprimento de nosso propósito de vida, nada mais são que cúmplices de nossa ignorância interna, de nosso Ego e de todas as ilusões impressas em nosso inconsciente. Precisamos que alguém nos interdite, atrapalhe e aprisione, para que não tenhamos que enfrentar os riscos de viver de verdade.

Se meditarmos sobre nossas reais dificuldades e de onde elas são provenientes, descobriremos que somos nós que não queremos avançar, porque tememos conquistar aquilo que tanto acreditamos querer. Tudo o que mais queremos é também tudo o que mais tememos. Isto ocorre por conta das memórias que carregamos de vidas passadas, onde tivemos experiências similares em que não fomos bem sucedidos ou até mesmo nos prejudicamos muito. Sempre que damos algum passo seguindo nosso coração, nos sentimos felizes, mas, ao mesmo tempo, sentimos também um medo se manifestando, sensações desagradáveis se sobrepõem a sensações de conforto e alegria. Um lado nosso se sente feliz e satisfeito por estarmos prosseguindo nos caminhos do coração, mas o outro lado nos faz sentir incômodo, inquietude, irritabilidade, ansiedade, medo.

Ficamos confusos, pois não conseguimos compreender por que estamos nos sentindo mal, se estamos fazendo justamente o que queríamos. Algumas vezes nem percebemos o desconforto, mas ele sempre está lá, pois nosso Ego, que está de sentinela e à espreita, colaborando de um lado e nos vigiando de outro -por medo de perder sua soberania- se ele detecta qualquer possibilidade de que passemos por situações em que poderemos finalmente nos colocar num patamar acima em nossa evolução, imediatamente o sinal de alerta soa e logo vemos tudo se modificar, parar de fluir e até mesmo começar a ruir, ou seja, tudo estava fluindo, mas ao entrarmos em contato com circunstancias que nos remetem a lembranças negativas de vidas passadas, o alarme soa e imediatamente o Ego convoca a tropa de choque -medos e qualquer sentimento que nos interdite-, nos fazendo projetar nossos piores temores para o mundo externo e isso imediatamente ativa o lado oculto das pessoas com quem interagimos, fazendo com que elas reajam a nós e nos interditem ou nos prejudiquem da forma que for necessária naquele momento. Nosso inconsciente entra em contato com o inconsciente do "inimigo" e pede a ele que faça algo contra nós, que nos tire do caminho perigoso que nosso coração está nos levando a trilhar. Desta forma, o tal inimigo começa a nos lançar algum tipo de "míssil" -seja um olhar reprovador, uma palavra agressiva, um pensamento de raiva, uma vibração negativa, sua simples presença, ou qualquer outra forma que seja- com impacto inconsciente suficiente para nos interditar e nos tirar do "caminho perigoso".

Quando o inimigo nos afeta, imediatamente o Ego se levanta para atacar o inimigo. Dono da verdade, o Ego nos faz acreditar que de verdade a tal pessoa está nos fazendo mal. Claro que essa pessoa está interagindo negativamente conosco, mas é porque temos algum tipo de afinidade, e é por isso que nosso inconsciente conseguiu ativá-la solicitando-lhe o auxilio de nos impedir, o Ego escolhe justamente as pessoas que são mais próximas e com as quais temos mais conflitos, que são aquelas que reagem muito mais negativamente a nós e contra as quais temos uma contra-reação também negativa, para que o embate seja intenso, pois o Ego não pode falhar, caso contrário, o nosso coração vencerá, nos levando a um patamar mais alto. A cada patamar conquistado, estamos cada vez mais próximos de estarmos conectados com nossa realidade superior, nosso Eu Real, e isto é algo que o Ego fará de tudo para impedir.

Enquanto a mente atuar no poder, fazendo de tudo para impedir o coração de se manifestar, estaremos sempre criando e vivendo as mesmas experiências dolorosas. Precisamos urgentemente tomar consciência de que somos nós mesmos que nos interditamos e que isto continuará acontecendo enquanto não tivermos o firme propósito de nos conectarmos com nosso coração. Se esta tomada de consciência acontecer, a cada investida de um "inimigo" a nos interditar, poderemos simplesmente mandar-lhe uma mensagem mental, mas com nosso coração, que será tanto para ele quanto para nós:
Sei que você só está se levantando contra mim porque fui eu mesmo que pedi para você me interditar; tenho medos que me impedem de prosseguir no caminho do coração e, por isso, preciso que me interdite, sempre que sinto medo do que poderá me acontecer neste caminho, por conta de minhas lembranças de experiências passadas, busco alguma condição que me impeça de avançar, justamente para que eu não precise passar por essas dificuldades. Mas agora sei que elas são fáceis de serem solucionadas e que são apenas questões que preciso iluminar, e que cada questão tratada com este olhar e iluminada pela minha sabedoria interior, me levará a um patamar cada vez alto, onde estarei cada vez mais entregue ao meu Eu Real e isto é algo que meu Ego não quer, mas saberei como lidar com isto. Portanto, eu te agradeço e reverencio por ter se proposto a esta tarefa difícil, de se levantar contra mim. Agradeço à sua luz divina por ter me ajudado a descobrir estas verdades, não fosse você ter se contraposto a mim, eu não teria a oportunidade que tive de reconhecer que não há perigos e inimigos contra mim e que o único "inimigo" com o qual preciso me conciliar é meu Ego. Gratidão!


Texto revisado



por Teresa Cristina Pascotto   
Atuo através da manifestação de meus dons naturais, sou sensitiva. Desenvolvi um trabalho de Aconselhamento Terapêutico, com metodologia própria. Considero-me uma pesquisadora do insconsciente, sempre em busca de novos conhecimentos sobre realidade oculta na mente humana.
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E-mail: crispascotto@hotmail.com
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