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ENTREVISTA SOBRE MISOGINIA :AMORES CONTURBADOS - 1a parte
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ENTREVISTA SOBRE MISOGINIA :AMORES CONTURBADOS - 1a parte

por Rita Maria Brudniewski Granato - ritagranato@ritagranato.psc.br

1. Rita, primeiro aquela apresentação básica: quem é, o que faz, livros ou sites.
Meu nome é Rita Maria Brudniewski Granato, 57 anos, exerço a profissão de Psicóloga Clínica, em consultório particular, há 33 anos. Minha formação em Psicologia foi em 77, depois fiz vários cursos de especialização em Psicologia Clínica, Psicanálise, Hipnose, Terapia Floral, além de outros cursos . Tenho formação internacional em Terapia Floral. Escrevo artigos em revistas eletrônicas, dou palestras e cursos. Já part icipei também de programas de TV relacionados a questões psíquicas.

2. Ao falar com as mulheres envolvidas em relacionamentos conturbados, a grande maioria delas os “diagnostica” como misóginos. A literatura, no entanto, cita casos de amor patológico, uma espécie de compulsão. Há um componente compulsivo neste comportamento, aos seus olhos?
Nos relacinamentos conturbados pode exitir o parceiro que é Misógino, isto é ele tem ódio ,s inconsciente, das suas parceiras.. É muito comum a parceira do misógino ter o transtorno da depêndencia emocional, por isso não consegue sair da relação. A depêndencia emocional, como toda depêndencia está relacionada a um transtorno chamado TOC, Transtorno Obcessivo Compulsivo. O misógino também desenvolve este transtorno, pois tenta controlar a parceira, e como é dificil o cotrole total, deixa-o frustrado e furioso, assim começam os ataques compulsvos contra ela.

3. Por que a misoginia se manifesta basicamente com a parceira, excluindo o julgamento depreciado das outras mulheres do seu convívio?
Pois há um desequílibro de poder. Em todos os relacionamentos encontramos uma luta pelo poder, mas para o misógino é o grande tema do relacionamento., onde a negociação e o respeito pela parceira são escassos.

4. O misógino pode amar?
Se o misógino odeia suas parceiras, por questões de sua formaçãp psiquica, como é que ele pode amar? Ele necessita controlar a parceira,em relação ao que ela pensa, sente, se comporta e com que ela se relaciona. O amor liberta e constroe , o controle ou a possessividade aprisiona e distroi a parceira e o relacionamento se torna destrutiv


5. Você considera a misoginia uma doença psiquiátrica? A misoginia não é uma síndrome ou transtorno catalogado pela psiquiatria. Quais as comorbidades mais comuns a este sintoma? Ele pode existir isoladamente, como único sintoma?
A Misogina é um transtorno psiquico, onde o misógino esta envolviodo num conflito entre a necessidade do amor de uma mulher e o medo profundo e arraigado das mulheres. Suas necessidades de intimidade com uma mulher estáo misturadas , com o medo que ela possa aniquilá-lo emocionalmente, como foi em sua história preguessa. Sua experiencias infantis é que geraram esse medo latente,inscosnciente. O relacionamento dos pais entre si e com ele , é que podem estar relacionados com a forma que o misógino atua.

6. Nota-se que nestas relações, a mulher entra em conluio com o homem que ama demais ou que age de maneira misógina. A mulher também é doente, ou pode apenas ter uma participação fragilizada nesta história?
O misógino é diferente do homem que ama demais. Os dois possuem a necesidade de controle da parceira, mas o primeiro ataca a parceira e o segundo a sim mesmo, é uma processo auto-destrutivo que se expande para todas as áreas de sua vida, social, economica, afetiva. Uma mulher “normal”dificilmente se relacionaria com um misógino.

7. O objeto de amor destes homens costuma comportar-se em uma corda bamba que pende do amor ao ódio, ambos em proporções bastante parecidas. A mulher está em uma espécie de Síndrome de Estocolmo ao amar um homem que funciona como seqüestrador de seus atos?
As relações conturbadas são regidas pelo sado-masoquismo,amor-odio, dominador-dominado, etc. Isto é, a mulher a fim de experiemntar os bons momentos tolera muito sofrimento., e assim ela perde de vista o que realmente está acontecendo entre eles. Há uma distorção da realidade para se ajustar a visào do parceiro. Essa relação é a mesma dos dependentes químicos em relação a droga ou ao álcool.


8. Em sua opinião, há possibilidade de permanecer na relação e conseguir desenvovê-la até uma condição saudável do amor?
Se os parceiros estiverem dispostos a se tratar, pode haver uma conscientização dos transtornos , uma admnistração de suas compulsões, mas para isto precisa realmente estar disposto a trabalhar em prol de sua recuperação. Frequentando grupos de ajuda mutua, terapia e muita literatura. Estes transtornos são , na grande maioria, crônicos, sendo assim a recuperação se faz um dia de cada vez e por toda a vida: assim como a diabete, o paciente tem de vigiar e controlar seu transtorno pela vida a fora, para não ter consequencias mais graves, podendo chegar a ser fatal.

9. Aparentemente, alguns homens não têm esta relação doentia com todas suas parceiras, tendo um comportamento mais “normal” em alguns casos. Existe um gatilho para detonar este comportamento?
Normalmente o paciente já vem apresentando sinais e sintomas desse transtorno, mas são qualitativamente menores e dependendo da relação , esses sinais e sintomas podem se exacerbar.

10. Os homens não costumam envolver-se com mulheres que aceitariam o controle, o ciúme exagerado ou dependência de maneira tranqüila?
Os homens, que possuem em seu caracter a forma controladora de ser, poderiam encontrar mulhres que a aceitam esse controle, mas consequentemente essa relação acaba sendo conflituosa, pois onde ha controle , não ha amor.Exitem várias pessoas se relacionando assim de forma doentia. logo não de maneira tranquila.

11. Auto-estima é um antídoto para não se envolver com misóginos?
Sim, uma mulher que se gosta, independente emocionalmente, não irá se relacionar com um misógino.


12. A rapidez do comprometimento é um fator marcante na relação, ou se restringe às pessoas de que falamos?
A questão não é o tempo da relação, mas sim pessoas que ja apresentem esses transtornos. Os parceiros de relacionamentos conturbados não conseguem avaliar conscientemente seus parceiros.

13. Há como perceber o turn point que levaria a agressões? Você acredita que em casos como o de Eloá e Mércia, a misoginia dominava a cena?
Eu precisaria de mais dados dos homens que assassinaram suas namoradas, pois pode ter outros trsntornos involvidos, como a sociopatia , o narcisismo, etc., para lhe responder esta pergunta.

14. Há como detectar um homem misógino a olho nu, antes do envolvimento?
Sim, no ínicio tudo são floresele é simplesmente maravilhoso, dias depois ele já começa a dar sinais do controle excessivo, do pensar, do agir, do se vestir, etc. , e uma parceira independente, adulta , com boa auto-estima fica sempre atenta.


Dra. Rita Maria Brudniewski Granato
Psicologa Clínica
www.ritagranato.psc.br
www.manuscrita.com.br pag. 125



por Rita Maria Brudniewski Granato   
Sua metodologia atual de trabalho combina diversas áreas da Psicologia tradicional e moderna, com resultados altamente eficazes comprovados pela recuperação de centenas de pacientes ao longo dos seus mais de 30 anos de profissão Especializou-se em atendimento a adultos, adolescentes, crianças, casais e família.
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E-mail: ritagranato@ritagranato.psc.br
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