Artigo de Flávio Bastos: Uma relação intensa e profunda (parte 1) - | Artigos do Clube
 
Uma relação intensa e profunda (parte 1)  
   

Uma relação intensa e profunda (parte 1)

Autor Flávio Bastos - flavio01bastos@gmail.com


O conteúdo do inconsciente é o resultado de tudo aquilo que vivenciamos em nosso passado, inclusive das reencarnações anteriores. Tudo, portanto, fica registrado, seja sadio ou não, originando os vórtices ou pilares energéticos do psiquismo. Esses vórtices são estruturas dinâmicas no sentido de que chegam ao inconsciente sob a forma de vozes, sons, imagens, sensações, impulsos, cores e demais maneiras de expressão da mente. É a forma de comunicação do inconsciente com o consciente. Quando o seu conteúdo contém dramas do passado, eles chegam à periferia de uma forma tumultuada, intempestiva e com cargas emocionais violentas, como se fosse um caldeirão de água fervente ou um vulcão de energias descontroladas a produzir estragos no campo consciencial do indivíduo.

É como se forças estranhas se misturassem aos pensamentos e atos conscientes, ocasionando perturbações das mais variadas maneiras. É o passado, representado por energias reprimidas, querendo chegar ao presente e imiscuir-se nele, para exteriorizar aquilo que lhe vai na alma. Essa sobrecarga de energias do consciente fragiliza-o, enfraquece-o, levando as pessoas a terem ações representativas conscientes e inconscientes. Essas atitudes permeadas, entrelaçadas de comportamentos normais e comportamentos despropositados, configuram os chamados transtornos de comportamento.

No transtorno bipolar, por exemplo, o indivíduo oscila entre comportamentos antagônicos: alegria acima do normal ou a tristeza abaixo dos níveis compreensíveis. Nesses distúrbios de comportamento as pessoas apresentam os mais variados sintomas: manias, fobias, compulsões, neuroses, psicoses e toda essa gama diversificada de sintomas psicológicos que atingem as ações descontroladas da mente.

Assim, quando os vórtices energéticos do inconsciente já possuírem vibrações mais sutis pela elevação espiritual adquirida, eles impressionarão favoravelmente as placas nervosas conscienciais, trazendo inestimáveis benefícios. No entanto, se essas vibrações estiverem densificadas pelos desatinos experenciados, cheios de violência e de má qualidade, elas impressionarão a consciência de valores maléficos e tumultuados. Cada indivíduo já trás, portanto, as cargas energéticas correspondentes às suas atitudes no passado. nada mais é a colheita daquilo que cada um semeou anteriormente. Semeando o bem, teremos vórtices energéticos saudáveis e se semearmos discórdia, egoísmo e violência, teremos fulcros de energias desequilibradoras. Tudo aquilo que se afasta da lei do amor produz sofrimento, ao passo que sua aproximação resulta em felicidade.

Temos, então, essas energias poderosas do inconsciente produzindo as chamadas tendências do indivíduo para uma vida mais prazerosa, mais plena, ou para uma vida cheia de perturbações e de dores infindas. Daí a grande importância que damos à educação dos sentimentos, visando a enriquecer a personalidade humana de valores capazes de neutralizar as energias destruidoras do equilíbrio psíquico. Somente uma educação voltada para o desenvolvimento das virtudes será capaz de modificar os vórtices energéticos negativos (originados dos erros de comportamento) e transformá-los em energias iluminadas.

Essa é a finalidade da educação dos sentimentos: iluminar a consciência de valores substanciais para a pureza da alma.

É interessante apontar que não jorra energia apenas do inconsciente para o consciente, mas também deste para aquele. Todo aprendizado, todo pensamento e atitude consciente, poderão chegar às regiões mais internas do psiquismo sob a forma de energias diferenciadas e correspondentes ás ações desenvolvidas. Podemos, então, num processo de educação dos valores morais, através de reflexões sistemáticas, de meditações constantes, de atitudes no bem e de preces elevadas, atingir as regiões do inconsciente orvalhando-o de doces claridades. A persistência nessa direção conduzirá o ser humano ao que mais ele deseja: sua felicidade.

O inconsciente e o consciente, assim, estão longe de serem estruturas passivas ou inoperantes. São zonas de características dinâmicas que refletem o conteúdo e exteriorizam o que possuem. A esquizofrenia, por exemplo, tem como uma de suas mais consistentes causas o complexo de culpa, segundo Calderaro (espírito) no livro No Mundo Maior. Quer dizer que o espírito se introverte pelo remorso, não se perdoa, e exterioriza para o consciente os dramas que atormentam sua alma. Quantas vezes, dentro do próprio lar, ocorrem antagonismos sérios entre alguns de seus membros, fruto de um passado de conflitos entre eles e que o inconsciente expele essas aversões contemporâneas. De outra forma, um grande número de doenças no presente tem origem nos distúrbios adquiridos no passado, os quais acionam a própria bagagem genética e os demais centros cerebrais na confirmação das etiologias de graves consequências físicas. Assim, somos também um produto de nossas ações pretéritas que vertem em fluxos contínuos de energias a influenciarem o presente. Certa vez, em conversa com um psiquiatra gaúcho, eu lhe perguntei sobre as últimas novidades da psiquiatria. Ele simplesmente me respondeu: "Estou trabalhando muito as leis morais". De fato, a saúde mental e física passa, inequivocadamente, pela observância das leis Divinas.

A psiquiatria e a medicina, em geral, ainda não lograram colocar o espírito e a reencarnação como objeto de pesquisa e de trabalho; por isso, as imensas dificuldades em chegar às causas dos intrincados problemas mentais e orgânicos. Vão até o estudo do corpo físico e por aí se detém. Param, portanto, no meio do caminho. Os médicos espíritas procuram trazer a alma para a medicina. Teremos, com isso, enfoques diferentes para o diagnóstico de muitas doenças e maiores possibilidades de tratamento e de cura.

Vivenciando no presente, uma situação similar à do passado, ocorre um tipo de plug ou reverberação da alma, como que sinalizando ou colocando o indivíduo em estado de alerta ante uma situação que foi desagradável. O inconsciente não sabe o porque daquele desconforto anterior, visto que ele verte das profundezas do inconsciente. Tal ocorre nas fobias por lugares fechados, no medo de animais, nos antagonismos entre as pessoas e nos desesperos diante de certos fatos que são normais para as demais pessoas, menos para aqueles que já o vivenciaram negativamente em outra existência. Outro ítem interessante dessa questão é o grande desconforto e até mesmo depressões quando a pessoa atinge certas etapas de sua vida. Passa relativamente bem em outras fases, mas quando vai se aproximando da mesma idade que possuía na existência pretérita, na qual vivenciou uma situação muito dolorosa (morte ou incêndio, separação familiar, desencarne agressivo, perseguição cruel, etc.), ela vai se angustiando progressivamente, numa autêntica reverberação do passado tumultuado sobre as telas do presente.

Observação: continua (parte 2)



Psicoterapeuta Interdimensional.

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Autor: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Psicoterapia Holística, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
E-mail: flavio01bastos@gmail.com
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Publicado em 25/10/2010
 

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