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Descobrindo a sensibilidade  
   

Descobrindo a sensibilidade

Autor Flávio Bastos - flavio01bastos@gmail.com


Segundo o dicionário, o termo "sensibilidade" significa "emoção, sentimento. Qualidade de quem experimenta sentimentos de compaixão, simpatia e ternura". Característica inerente ao ser humano e experenciada em situações corriqueiras da vida, principalmente no âmbito de nossas relações interpessoais.

No entanto, ser uma pessoa sensível não significa ser uma pessoa exageradamente emotiva, que se sensibiliza facilmente, tanto no sentido da alegria quanto no sentido da tristeza, a ponto de não ter controle sobre as suas próprias emoções.

Quando nos encontramos muito sensíveis, emotivos, é sinal de que os nossos sentimentos estão desarmonizados, e a desarmonia emocional, geralmente, leva-nos à crise depressiva.

Na condição de seres dotados de sensibilidade, característica genuínamente humana em uma estrutura bio-psico-espiritual em processo de evolução, alternamos altos e baixos em relação ao aprendizado de nossa própria sensibilidade. A alternãncia entre equilíbrio e desequilíbrio emocional, que diz respeito às múltiplas vivências do espírito imortal, faz do indivíduo um aprendiz de suas emoções.

Aos poucos, vamos burilando a nossa sensibilidade, à medida que a percepção do amor em nossas vidas passa a ter um significado que antes não tinha...

A psicoterapia, associada à regressão de memória, que pode sintonizar com situações ou fatos ocorridos antes ou a partir da condição intrauterina do ser inteligente, é uma forma segura de conhecermos as origens de nossos desequilíbrios emocionais, geralmente localizados em significativos traumas psíquicos que se relacionam e que se manifestam na vida atual em forma de somatizações.

Depressão, fobia e pânico, são manifestações em forma de sintomas que representam uma abalo psíquico e emocional originado de experiências que provocaram - e ainda provocam - dor e sofrimento ao indivíduo. Conhecer as suas origens, através da revivência de sensações, sentimentos e emoções do passado, é de fundamental importância no mecanismo de elaboração consciente dentro do processo terapêutico, ou seja, são valiosas informações que emergem à luz da consciência para serem trabalhadas no sentido da cura.

Portanto, despertar para a sensibilidade equilibrada, requer do indivíduo exageradamente emotivo, ou daquele que reprime as suas emoções, vontade de mudar no sentido de se conhecer melhor para que o aprendizado de sua sensibilidade tenha a direção do equilíbrio emocional.

Buscar a qualidade de vida, através de um melhor nível de autoconhecimento, é direito das pessoas que sofrem por sentirem-se à parte de um ritmo social e profissional que orienta a dinãmica da vida moderna.

Quando as relações com o mundo tornam-se complexas, é sinal de que a origem do problema - que reside em nós mesmos - precisa ser investigada. Quando descobrimos as causas de nossas limitações, tanto no nível imediato (vida atual) quanto no nível mediato (vidas passadas), despertamos para o direcionamento equilibrado de nossos sentimentos e emoções.

Traumas psíquicos representam barreiras, bloqueios intransponíveis à sombra da inconsciência. Mas transponíveis à medida que o conteúdo psíquico emerge à luz da consciência.

Sentimentos relacionados ao ódio, à rejeição e ao abandono, que se perpetuam vida após vida sem emergirem à luz do conhecimento, tornam-se mecanismos geradores de múltiplos desequilíbrios na esfera da psicosomatização.

Em muitos casos de desequilíbrio psíquico, o "fio da meada", via sentimento, encontra-se vinculado a uma experiência intrauterina ou a um fato ocorrido no remoto passado.

Nesse sentido, a tese reencarnacionista, associada à experiência vivenciada nos consultórios, passa-nos a certeza absoluta de que somos uma consequência de muitas experiências afetivas que não morrem com o corpo físico, e sim, permanecem conosco, indefinidamente, até despertarmos para a importância do autoconhecimento. Portanto, despertar para a sensibilidade equilibrada, significa adentrarmos à porta do autodescobrimento.

O tratamento químico é importante e até imprescindível em certos casos emergenciais. No entanto, em relação à sua continuidade, ele é paliativo, isto é, combate o efeito mas não investiga a causa. Além do problema da dependência e dos efeitos colaterais no organismo.

Mais do que paliativo é o processo terapêutico que estimula o indivíduo a aprofundar-se na sua história de muitas vidas, e extrair da memória extracerebral as origens de seu desequilíbrio psíquico. Mais do que paliativo, são as elaborações do material psíquico que revela-se à luz da consciência.

Precisamos despertar para a verdade sobre si mesmo. Verdade que é a essência da vida e a razão da sensibilidade, que liga de uma forma sutil, o efêmero e o eterno de nossa existência.

Psicoterapeuta Interdimensional.

www.flaviobastos.com

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Autor: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Psicoterapia Holística, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
E-mail: flavio01bastos@gmail.com
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Publicado em 30/09/2010
 

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