Artigo de Flávio Bastos: O mal, esse velho desconhecido! - | Artigos do Clube
 
O mal, esse velho desconhecido!  
   

O mal, esse velho desconhecido!

Autor Flávio Bastos - flavio01bastos@gmail.com


O homem, desde tempos imemoriais atribui o mal ao sobrenatural. Na Antiguidade, os infortúnios eram atribuídos à ira dos deuses. Depois, com a estruturação da Igreja Católica, na Idade Média, as desgraças eram vinculadas ao demônio e a sua corte de malvados.

A partir do surgimento do demônio visto como uma figura ameaçadora, o imaginário popular tratou de descobrir outros símbolos do mal, como o drácula e a sua corte de vampiros, o lobisomem e tantos outros que surgiram na tentativa de "transferir" o mal, que paradoxalmente, o homem é o agente...

Com o surgimento da psicanálise de Sigmund Freud, a perversidade humana começa a ser explicada. O inconsciente revela-se como portador de patologias estruturais, como a psicopatia, que torna-se a incorporação do mal, cuja origem é atribuida à sequelas infantis.

No século dezenove, Allan Kardec surpreende o mundo com a revelação das obras básicas do Espiritismo. As leis naturais, especialmente as leis da reencarnação, associado à terapêutica e ao método espírita de comunicação com os mortos através da mediunidade, qualifica o conhecimento científico-filosófico que faltava à religião.

A partir da segunda metade so século vinte, surgem as terapias de vidas passadas, que se aprofundam na investigação do inconsciente humano além da situação intrauterina, através da memória extracerebral.

Contudo, em pleno século vinte e um, o mal continua a desafiar-nos na direção de uma melhor compreensão científica. As ciências da saúde e as ciências jurídicas e forenses, bem que se esforçam na tentativa de aprofundar o conhecimento no sentido de esclarecer doenças e crimes.

Terapias alternativas ou mistas (oficial e alternativa), surgem no cenário do terceiro milênio como uma tentativa de erradicar o mal através de um melhor nível de autoconhecimento. Terapeutas, cada vez mais conscientes dos verdadeiros "efeitos" atribuidos à dor e ao sofrimento humano, investigam "causas" através de técnicas regressivas que surpreendem pela comparação/relação do conteúdo revivenciado com as leis da reencarnação.

Aos poucos, o mal, esse velho desconhecido, passa a ser compreendido à luz da razão científica que aprofunda o conhecimento além da situação intrauterina do indivíduo. Investigações que começam a anexar registros para que num futuro próximo, a ciência oficial reconheça a reencarnação e alargue a visão sobre as "causas" de acontecimentos inexplicáveis sob a ótica materialista.

Sobre a perversidade, por exemplo, à medida que forem reveladas através da regressão de memória extracerebral, maiores informações sobre um homicídio praticado com requintes de crueldade por um psicopata, saberemos a extensão do problema com mais clareza e teremos condições de julgá-lo com mais apurado senso de justiça, sem corrermos o risco de cair em "armadilhas" tipo "eu não sabia o que estava fazendo, pois me encontrava sob efeito de cocaína e anfetaminas". Estratégia defensiva, que sob o ponto de vista da moral e da ética, não exime o assassino de sua responsabilidade, independentemente do que tenha ocorrido em vidas passadas.

A regressão de memória extracerebral, independente de sua escola ou metodologia, vem contribuindo, significativamente, no conhecimento do mal e suas origens, porque, para compreendermos e praticar o bem, temos que antes, conhecer e erradicar o mal que existe em nós mesmos.

A partir do momento que avançamos no autoconhecimento, começamos a perceber melhor o significado do amor em nossas vidas. Percepção que passa pelo conhecimento e gradual erradicação do mal - entenda-se dor e sofrimento - a começar pela vida presente. Esse estágio ou nível de consciência, é o que idealiza a OMS (Organização Mundial de Saúde) quando refere-se à saúde como "um estado de bem-estar bio-psico-sócio-espiritual". É o que idealiza o Budismo, quando informa-nos que é através do "caminho do meio" que conquistamos o equilíbrio e a verdade de cada um. É o que idealiza o Cristianismo, a partir do modelo: "o homem de bem". É o que idealiza a Filosofia, através de Platão quando refere-se à relação corpo-alma: "A mim não me parece ser o corpo, por perfeito que seja, que torne a alma boa, mas pelo contrário, a alma boa, pela sua excelência, permite ao corpo ser o melhor possível".

No entanto, para conhecermos melhor o bem, precisamos aprofundar o conhecimento do mal que está no "caráter" e no "padrão comportamental" que nos acompanha há muito tempo.

A aceitação da reencarnação como pertencente ao ciclo natural da vida, e da regressão de memória extracerebral na terapia, é o caminho para que, com um melhor nível de conhecimento científico e de autoconhecimento, consigamos, aos poucos, conhecer e dominar o mal. Porque aquilo que conhecemos, dominamos... e dominado, teremos a lucidez necessária para evitá-lo nos momentos de dúvida do livre arbítrio.

Psicoterapeuta Interdimensional.

www.flaviobastos.com


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Autor: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Psicoterapia Holística, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
E-mail: flavio01bastos@gmail.com
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Publicado em 24/09/2010
 

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