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A mente focada  
   

A mente focada

Autor Flávio Bastos - flavio01bastos@gmail.com


A mente é como um aparelho eletrônico ligado. Enquanto não for desligado permanece funcionando por tempo indeterminado.

Segundo o dicionário, “mentalizar” é fixar a mente num objetivo – ou em vários – visando a concentração de esforços pessoais e, às vezes, na esperança de que essa fixação conduza magicamente à realização do objetivo desejado.

Por outro lado, “fixar a mente” em alguém ou algo, significa estabelecer um contato mental que não muda, não desvia ou varia de seu objetivo, tornando-se, dessa forma, uma fixação mental ou uma obsessão pela via do pensamento.

A mente dispersiva, por sua vez, é uma mente que tem dificuldade de concentração. Diferente da mente que elabora, define e fixa o pensamento coordenadamente, a mente desconcentrada dificilmente elabora o pensamento de uma forma organizada e com objetivos definidos a serem alcançados.

No entanto, tanto a mente muito ligada quanto a mente “quase” desligada, que é a dispersiva, apresentam dificuldades de concentração que exija um simples exercício meditativo, ou mesmo uma prece como forma de conectar o cérebro à natureza transcendente do homem.

Muitas vezes, precisamos “desligar” a máquina-mente hiper ligada aos acontecimentos rotineiros da vida, ou “ligar” a mente dispersiva em busca de um estado contemplativo pelo qual experimentamos a agradável sensação da mente higienizada pelo ingresso de energias renovadoras...

Quando repetimos diariamente o exercício meditativo que pode ser realizado através de uma simples técnica de visualização, ou mesmo por uma prece espontânea, elevamos o nosso pensamento, higienizamos a nossa mente de impurezas e processamos a alteração de nossa freqüência vibratória.

Ao transformarmos a nossa mente excessivamente ligada ou dispersiva em uma mente contemplativa e observadora, melhoramos, consideravelmente, a nossa capacidade de discernir e decidir sobre o que é prioritário em nossas vidas.

Quando penetramos em nossa natureza transcendental de uma forma focada e equilibrada, sentindo os benefícios da mudança interior, é porque a nossa percepção tornou-se mais apurada em relação ao que era. E a percepção adquirida é a “visão” alterada de quem começa a dar os primeiros passos no caminho do autoconhecimento.

Não basta termos uma mente condicionada – ou programada – para ser o que somos ou que viemos sendo há muitas vivências do espírito imortal. A mente excessivamente dispersa ou ligada é o resultado de uma certa desarmonia psíquico-espiritual, fruto do desequilíbrio entre o “ter e o ser”.

Buscar o ponto de equilíbrio é o desafio do indivíduo que deseja perceber além do óbvio de uma mente condicionada a repetir um padrão diário – e antigo – de comportamento.

Transcender além das limitações de uma mente fixada, obsessiva, ou dispersiva e desconectada do todo, é objetivo de quem aspira “olhar” a si mesmo através de um ângulo de observação que foge do convencional, mas que aproxima o Eu de sua identidade espiritual.

Às vezes, precisamos mudar a sintonia de nosso aparelho mental. Uma simples troca de freqüência pode representar uma importante alteração na forma de percebermos o significado da vida. Porém, para estarmos perceptivos e centrados no objetivo da mudança, não significa que teremos de alterar radicalmente os nossos hábitos diários, e sim, focar as nossas expectativas no processo de transformação interior que nos levará a um melhor nível de compreensão de si mesmo, do outrem e das dimensões as quais estamos inseridos.

Esse processo de transformação, como registramos, pode iniciar com um exercício diário de interiorização, porque tudo que é repetido de uma forma equilibrada e bem direcionada, tende a transformar o que antes encontrava-se consolidado. E para conectarmos e desenvolvermos o lado ainda desconhecido do cérebro humano, precisamos de um instrumento que quando acionado age em benefício da expansão de nossa consciência.

Ao encontro da mente ideal – a mente focada -, o grande desafio das novas gerações de humanos continua sendo o que as velhas gerações não conseguiram encontrar: o “caminho do meio” que nos levará ao ponto de equilíbrio entre o “ter e o ser”. Meta que alcançaremos com a sabedoria de contemplar com inteligência e simplicidade, as necessidades do transitório e do eterno em nossas vidas.

Psicoterapeuta Interdimensional.

www.flaviobastos.com

Texto revisado



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Autor: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Psicoterapia Holística, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
E-mail: flavio01bastos@gmail.com
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Publicado em 01/07/2010
 

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